O Brasil registrou um total de 21 ônibus queimados entre janeiro e junho de 2026. Os dados foram fornecidos pela NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), que considera os registros de incêndios ocorridos de 1º de janeiro até 29 de junho deste ano. É importante ressaltar que esse número pode aumentar devido à greve de rodoviários que ocorre no Rio de Janeiro.
A NTU inclui no levantamento apenas os ônibus de transporte público municipal e metropolitano, que são utilizados diariamente pela população. Esses veículos são, em sua maioria, operados por empresas privadas que possuem concessão. Os ônibus destinados ao turismo e às viagens interestaduais não são contabilizados neste levantamento.
O Estado de São Paulo lidera o ranking com o maior número de ônibus queimados, totalizando seis ocorrências. Na sequência, aparecem Espírito Santo com quatro, Rio de Janeiro com três, Rio Grande do Norte com três, Rio Grande do Sul com três e Pernambuco com dois. Segundo a NTU, os custos estimados para a reposição dos veículos incendiados neste semestre chegam a R$ 9,1 milhões.
Em uma análise mais ampla, desde 2004, ano em que o levantamento começou, foram queimados 2.938 ônibus em todo o Brasil. O maior número de ocorrências foi registrado em 2014, quando 660 ônibus foram incendiados, em um contexto marcado por protestos contra a então presidente Dilma Rousseff (PT) e pela realização da Copa do Mundo no país.
Além disso, São Paulo se destaca novamente ao apresentar o maior número de veículos incendiados ao longo da série histórica, totalizando 810 ônibus. O Rio de Janeiro ocupa a segunda posição, com 694 registros, e Minas Gerais fecha o top 3, com 459 ocorrências. Desde o início do levantamento em 2004, a NTU contabiliza um custo total de R$ 1,3 bilhão para a reposição dos veículos incendiados.


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