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Brasil tem chance de 3 anos para se destacar em data centers, aponta setor

Brasil tem três anos para se tornar competitivo em data centers, diz setor.

12/07/2026 · 12h17
Brasil tem chance de 3 anos para se destacar em data centers, aponta setor

O Brasil possui uma janela de oportunidade de três anos para se tornar competitivo no mercado internacional de data centers, desafiando grandes players do setor, como os Estados Unidos. Essa avaliação foi feita por Luciano Fialho, vice-presidente sênior de Desenvolvimento Corporativo e Fusões e Aquisições da Scala Data Centers.

Segundo Fialho, a oportunidade surge devido às limitações enfrentadas atualmente por países como os EUA e os europeus, que enfrentam restrições de crescimento devido à escassez energética. “Há uma janela de oportunidade de três anos. A fila de conexão nos Estados Unidos e na Europa é longa. Para conectar um data center à infraestrutura energética, o processo pode levar de cinco a sete anos. Nos próximos três anos, haverá um gap de processamento. Se isso se confirmar, essa demanda precisa ser atendida em algum outro lugar. Aí entra a oportunidade do Brasil”, declarou.

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Para que o Brasil aproveite essa chance, o setor deve se movimentar “imediatamente” para atrair investimentos estrangeiros e garantir espaço entre mercados já consolidados. Fialho frisou que, sem ação rápida, a oportunidade poderá ser perdida. “Para eu entregar alguma coisa daqui a dois, três anos, tem que começar hoje”, enfatizou.

A competição no setor é global e envolve um grupo restrito de países que podem receber grandes investimentos em infraestrutura digital. Caso o Brasil não avance rapidamente na criação de um ambiente competitivo, os recursos podem ser direcionados a outros mercados emergentes que concorrem pelos mesmos projetos, como Argentina e Paraguai.

Falta um senso de urgência nas discussões sobre o tema, conforme a defesa do setor. Há uma preocupação com os prejuízos que o Brasil pode enfrentar caso não aproveite essa oportunidade, incluindo o risco de perder sua autonomia digital.

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Charles Schramm, gerente executivo da FGV Projetos, que elaborou o estudo “Potenciais Impactos Socioeconômicos da Consolidação do Brasil como Hub Internacional de Infraestrutura Digital na Era da Inteligência Artificial”, destacou que um data center de 100 megawatts (MW) pode acrescentar ao PIB brasileiro cerca de R$ 1,5 bilhão. Ele ressaltou a necessidade de um senso de unidade sobre a importância da pauta de data centers.

Fialho também alertou sobre a crescente dependência do Brasil em relação à infraestrutura digital externa. Atualmente, uma parte significativa dos dados consumidos no país é armazenada fora de suas fronteiras, principalmente nos Estados Unidos. “O Brasil importa serviços de infraestrutura digital. Se não construirmos essa infraestrutura aqui, outros países vão processar a demanda brasileira”, afirmou.

O executivo argumenta que a discussão sobre data centers deve ser vista como uma questão estratégica, assim como outras infraestruturas críticas, devido à crescente dependência de serviços digitais em setores como finanças, saúde, educação e administração pública. Uma das vantagens do Brasil é a disponibilidade de energia elétrica, fundamental para a expansão dos data centers, especialmente com o avanço da inteligência artificial (IA).

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Enquanto mercados desenvolvidos enfrentam limitações na oferta energética e buscam alternativas, o Brasil ainda possui capacidade para receber novos empreendimentos de grande porte. Além dos investimentos diretos, a consolidação do país como um hub digital pode gerar ganhos adicionais de produtividade, atração de empresas de tecnologia e formação de mão de obra especializada, ampliando os efeitos econômicos para além dos estimados no estudo.

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O Brasil possui uma janela de oportunidade de três anos para se tornar competitivo no mercado internacional de data centers, desafiando grandes players do setor, como os Estados Unidos. Essa avaliação foi feita por Luciano Fialho, vice-presidente sênior de Desenvolvimento Corporativo e Fusões e Aquisições da Scala Data Centers.

Segundo Fialho, a oportunidade surge devido às limitações enfrentadas atualmente por países como os EUA e os europeus, que enfrentam restrições de crescimento devido à escassez energética. “Há uma janela de oportunidade de três anos. A fila de conexão nos Estados Unidos e na Europa é longa. Para conectar um data center à infraestrutura energética, o processo pode levar de cinco a sete anos. Nos próximos três anos, haverá um gap de processamento. Se isso se confirmar, essa demanda precisa ser atendida em algum outro lugar. Aí entra a oportunidade do Brasil”, declarou.

Para que o Brasil aproveite essa chance, o setor deve se movimentar “imediatamente” para atrair investimentos estrangeiros e garantir espaço entre mercados já consolidados. Fialho frisou que, sem ação rápida, a oportunidade poderá ser perdida. “Para eu entregar alguma coisa daqui a dois, três anos, tem que começar hoje”, enfatizou.

A competição no setor é global e envolve um grupo restrito de países que podem receber grandes investimentos em infraestrutura digital. Caso o Brasil não avance rapidamente na criação de um ambiente competitivo, os recursos podem ser direcionados a outros mercados emergentes que concorrem pelos mesmos projetos, como Argentina e Paraguai.

Falta um senso de urgência nas discussões sobre o tema, conforme a defesa do setor. Há uma preocupação com os prejuízos que o Brasil pode enfrentar caso não aproveite essa oportunidade, incluindo o risco de perder sua autonomia digital.

Charles Schramm, gerente executivo da FGV Projetos, que elaborou o estudo “Potenciais Impactos Socioeconômicos da Consolidação do Brasil como Hub Internacional de Infraestrutura Digital na Era da Inteligência Artificial”, destacou que um data center de 100 megawatts (MW) pode acrescentar ao PIB brasileiro cerca de R$ 1,5 bilhão. Ele ressaltou a necessidade de um senso de unidade sobre a importância da pauta de data centers.

Fialho também alertou sobre a crescente dependência do Brasil em relação à infraestrutura digital externa. Atualmente, uma parte significativa dos dados consumidos no país é armazenada fora de suas fronteiras, principalmente nos Estados Unidos. “O Brasil importa serviços de infraestrutura digital. Se não construirmos essa infraestrutura aqui, outros países vão processar a demanda brasileira”, afirmou.

O executivo argumenta que a discussão sobre data centers deve ser vista como uma questão estratégica, assim como outras infraestruturas críticas, devido à crescente dependência de serviços digitais em setores como finanças, saúde, educação e administração pública. Uma das vantagens do Brasil é a disponibilidade de energia elétrica, fundamental para a expansão dos data centers, especialmente com o avanço da inteligência artificial (IA).

Enquanto mercados desenvolvidos enfrentam limitações na oferta energética e buscam alternativas, o Brasil ainda possui capacidade para receber novos empreendimentos de grande porte. Além dos investimentos diretos, a consolidação do país como um hub digital pode gerar ganhos adicionais de produtividade, atração de empresas de tecnologia e formação de mão de obra especializada, ampliando os efeitos econômicos para além dos estimados no estudo.

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