O meio-campista da seleção da Inglaterra, Jude Bellingham, tem atraído a atenção do público não apenas pelo seu desempenho em campo durante a Copa do Mundo de 2026, mas também por uma condição física notável: suas pernas que parecem “explodir”. Este fenômeno, embora impressionante, pode ser explicado por processos fisiológicos que ocorrem em atletas de alto nível.
Segundo o Dr. Bruno Morisson, médico cirurgião vascular e endovascular do Hospital São Francisco na Providência de Deus, o que se observa em Bellingham vai além de veias salientes ou músculos contraídos. Ele explica que há uma interação profunda entre os sistemas muscular e circulatório durante uma partida de futebol. “Os dois sistemas se combinam. Durante o jogo, os músculos se contraem intensamente e aumentam de volume temporariamente devido ao fluxo sanguíneo intenso. Ao mesmo tempo, as veias superficiais se dilatam e se tornam mais visíveis”, diz o especialista.
Essa condição é ainda mais acentuada em atletas de elite, que geralmente possuem alta massa muscular e baixo percentual de gordura. O coração desempenha um papel crucial nesse processo. O cardiologista Ricardo Contesini destaca que, durante uma partida de cerca de 90 minutos, o coração precisa bombear uma quantidade significativa de sangue para atender à demanda de oxigênio dos músculos. Após essa entrega, o sangue retorna ao coração para ser oxigenado novamente.
O aumento do volume sanguíneo em circulação durante o exercício provoca a dilatação das veias, o que as torna mais evidentes na superfície da pele. Dr. Morisson menciona que a gordura atua como uma camada que “esconde” as veias. Quanto menor essa camada, mais visíveis elas se tornam. Além disso, a hipertrofia muscular também contribui para isso, já que músculos maiores ocupam mais espaço e empurram os vasos sanguíneos em direção à superfície da pele, intensificando o relevo vascular.
As imagens de Bellingham têm impressionado tanto fãs quanto críticos do futebol, evidenciando que o jogador está no auge de sua forma física. Para os especialistas, a aparência das pernas de Bellingham é a prova de um condicionamento físico de elite.
Apesar do impacto visual, o aspecto “explosivo” das pernas de Bellingham é temporário e não representa riscos à saúde. Quando o atleta descansa, a frequência cardíaca diminui e o fluxo sanguíneo retorna aos níveis normais, fazendo com que a dilatação das veias desapareça gradualmente. Morisson ressalta que essa vascularização é um sinal de vitalidade e eficiência atlética, um fenômeno esperado em atletas de alto rendimento.
A genética também pode influenciar a visibilidade das veias, mas o condicionamento cardiovascular é o principal responsável por essa característica. Quanto mais treinado o atleta e mais sangue o coração bombeia, mais evidentes se tornam as veias.
Hoje, Bellingham e a seleção inglesa enfrentam a Noruega nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, em um jogo que promete ser emocionante. O vencedor desse duelo avança para a semifinal, onde enfrentará Argentina ou Suíça.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

