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Brasil terá único representante em audiência dos EUA sobre tarifas de 25%

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Brasil terá único representante em audiência dos EUA sobre tarifas de 25%

Economista brasileiro defende o Pix em audiência sobre tarifas nos EUA marcada para julho.

21/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h33
Brasil terá único representante em audiência dos EUA sobre tarifas de 25%
Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. O meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia. É prático, rápido e seguro.

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Economista da FGV vai defender o Pix em Washington no dia 6 de julho. O sistema de pagamentos instantâneo é apresentado como benéfico a empresas estrangeiras e operadoras de cartão.

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O Brasil conta, até o momento, com um único representante inscrito na audiência pública marcada para o dia 6 de julho, em Washington, sobre a possível aplicação de tarifas de 25% pelos Estados Unidos. O economista e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Gustavo Sampaio, será o porta-voz do país e defenderá o sistema de pagamentos instantâneos, conhecido como Pix, como uma ferramenta benéfica para empresas estrangeiras e operadoras de cartão de crédito.

A audiência faz parte de uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Até agora, não há confirmação da presença de representantes do governo brasileiro no evento.

Na sua argumentação, Sampaio enfatiza que o Pix não é apenas um meio de pagamento, mas sim uma infraestrutura que agiliza as transações financeiras e contribui para a inclusão bancária da população. Ele acredita que a ferramenta também estimula o acesso ao crédito e ao comércio internacional. “É saudável para empresas brasileiras, norte-americanas e para o comércio em geral. É do maior interesse. As pessoas começam a se bancarizar com o Pix e a adquirir outros tipos de serviços. A minha ideia é apresentar e desmistificar alguns pontos”, afirmou Sampaio.

O professor também destacou que sua posição é mais confortável por não representar o governo ou o Banco Central, mas sim atuar como pesquisador na área. “Ao estudar tanto esta área, compreendo a importância desse sistema e tento fazer a minha parte”, complementou.

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A tese de Sampaio encontra eco nas declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que observou um aumento no uso de cartões de crédito com a popularização dos serviços financeiros, impulsionados pelo Pix. Um relatório do Banco Central revelou que o volume total de transações no Brasil cresceu 13%, totalizando 78,4 bilhões de operações. No segundo semestre de 2025, o uso de cartões de crédito subiu 9,4%, enquanto os cartões pré-pagos avançaram 2,2%. O cartão de débito, por sua vez, registrou uma leve queda de 0,2%.

A investigação dos Estados Unidos foi motivada por um documento divulgado pela Casa Branca em 1º de abril de 2026, que alega que o Pix poderia prejudicar empresas de pagamento dos EUA, como Visa e Mastercard, que atuam no Brasil. Sampaio acredita que as críticas de Washington ao sistema têm um caráter político, mas reconhece que a falta de transparência do Banco Central e do governo federal sobre o funcionamento do Pix alimenta desconfianças no mercado.

“Imagina, a implementação foi rápida e são milhões de transações, muita gente querendo usar e o BC tentando ajustar o sistema. Acaba se criando uma certa desconfiança”, disse Sampaio.

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Além disso, ele apontou que o Banco Central, historicamente focado no controle da inflação, precisa reforçar sua transparência ao gerenciar o Pix, que é uma política pública de Estado. Uma das críticas levantadas pelos Estados Unidos é a suposta adoção de práticas discriminatórias ao exigir que instituições financeiras ofereçam o Pix gratuitamente. Sampaio conclui que o governo deve trabalhar para mitigar essas desconfianças, deixando claro que não há preferência pelo sistema.

Por sua vez, a avaliação do Palácio do Planalto é de que as tarifas de 25% devem ser confirmadas, com poucas perspectivas de avanço nas negociações. O governo brasileiro considera as justificativas do governo dos EUA como inegociáveis. O presidente Lula tem contestado as alegações e afirma que os Estados Unidos “mentem” para justificar a taxação do Brasil. Recentemente, o ministro Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, participou de uma reunião virtual sem resultados concretos com o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer.

A audiência pública é uma etapa importante antes da decisão final do governo dos Estados Unidos sobre a possível imposição de tarifas de 25% a produtos brasileiros. O cronograma estabelecido pelo USTR prevê que o prazo final para pedidos de participação na audiência é no dia 22 de junho, o envio de comentários por escrito deve ser feito até 1º de julho e a audiência será realizada no dia 6 de julho.

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O Brasil conta, até o momento, com um único representante inscrito na audiência pública marcada para o dia 6 de julho, em Washington, sobre a possível aplicação de tarifas de 25% pelos Estados Unidos. O economista e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Gustavo Sampaio, será o porta-voz do país e defenderá o sistema de pagamentos instantâneos, conhecido como Pix, como uma ferramenta benéfica para empresas estrangeiras e operadoras de cartão de crédito.

A audiência faz parte de uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Até agora, não há confirmação da presença de representantes do governo brasileiro no evento.

Na sua argumentação, Sampaio enfatiza que o Pix não é apenas um meio de pagamento, mas sim uma infraestrutura que agiliza as transações financeiras e contribui para a inclusão bancária da população. Ele acredita que a ferramenta também estimula o acesso ao crédito e ao comércio internacional. “É saudável para empresas brasileiras, norte-americanas e para o comércio em geral. É do maior interesse. As pessoas começam a se bancarizar com o Pix e a adquirir outros tipos de serviços. A minha ideia é apresentar e desmistificar alguns pontos”, afirmou Sampaio.

O professor também destacou que sua posição é mais confortável por não representar o governo ou o Banco Central, mas sim atuar como pesquisador na área. “Ao estudar tanto esta área, compreendo a importância desse sistema e tento fazer a minha parte”, complementou.

A tese de Sampaio encontra eco nas declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que observou um aumento no uso de cartões de crédito com a popularização dos serviços financeiros, impulsionados pelo Pix. Um relatório do Banco Central revelou que o volume total de transações no Brasil cresceu 13%, totalizando 78,4 bilhões de operações. No segundo semestre de 2025, o uso de cartões de crédito subiu 9,4%, enquanto os cartões pré-pagos avançaram 2,2%. O cartão de débito, por sua vez, registrou uma leve queda de 0,2%.

A investigação dos Estados Unidos foi motivada por um documento divulgado pela Casa Branca em 1º de abril de 2026, que alega que o Pix poderia prejudicar empresas de pagamento dos EUA, como Visa e Mastercard, que atuam no Brasil. Sampaio acredita que as críticas de Washington ao sistema têm um caráter político, mas reconhece que a falta de transparência do Banco Central e do governo federal sobre o funcionamento do Pix alimenta desconfianças no mercado.

“Imagina, a implementação foi rápida e são milhões de transações, muita gente querendo usar e o BC tentando ajustar o sistema. Acaba se criando uma certa desconfiança”, disse Sampaio.

Além disso, ele apontou que o Banco Central, historicamente focado no controle da inflação, precisa reforçar sua transparência ao gerenciar o Pix, que é uma política pública de Estado. Uma das críticas levantadas pelos Estados Unidos é a suposta adoção de práticas discriminatórias ao exigir que instituições financeiras ofereçam o Pix gratuitamente. Sampaio conclui que o governo deve trabalhar para mitigar essas desconfianças, deixando claro que não há preferência pelo sistema.

Por sua vez, a avaliação do Palácio do Planalto é de que as tarifas de 25% devem ser confirmadas, com poucas perspectivas de avanço nas negociações. O governo brasileiro considera as justificativas do governo dos EUA como inegociáveis. O presidente Lula tem contestado as alegações e afirma que os Estados Unidos “mentem” para justificar a taxação do Brasil. Recentemente, o ministro Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, participou de uma reunião virtual sem resultados concretos com o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer.

A audiência pública é uma etapa importante antes da decisão final do governo dos Estados Unidos sobre a possível imposição de tarifas de 25% a produtos brasileiros. O cronograma estabelecido pelo USTR prevê que o prazo final para pedidos de participação na audiência é no dia 22 de junho, o envio de comentários por escrito deve ser feito até 1º de julho e a audiência será realizada no dia 6 de julho.

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