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Aracaju, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Brasileiros subestimam risco: maioria se diz saudável mesmo acima do peso

Levantamento revela que 59% se consideram saudáveis, mas 63% estão acima do peso e 42% são sedentários, fatores que elevam risco de câncer.

25/09/2026 · 14h16 · Atualizado às 17h06
Brasileiros subestimam risco: maioria se diz saudável mesmo acima do peso

Pesquisa mostra que 59% avaliam a saúde como ótima ou boa, apesar de 63% estarem acima do peso e 26% com obesidade. 42% não praticam atividade física; quem se exercita faz em média 2,4 dias/semana.

Uma pesquisa realizada pelas instituições responsáveis mostrou que 59% dos entrevistados avaliam a própria saúde como ótima ou boa, enquanto 63% estão acima do peso e 42% não praticam atividade física — dois dos principais fatores de risco para o câncer. O estudo aponta ainda que 26% dos participantes são classificados com obesidade segundo os critérios da Organização Mundial da Saúde.

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O levantamento, intitulado A saúde do brasileiro, hábitos de vida e o uso de tecnologia em diagnósticos médicos, indica que, entre quem diz praticar atividade física, a frequência é baixa: a média é de 2,4 dias por semana. Em razão disso, os pesquisadores destacam a importância do exercício regular para reduzir risco de tumores, controlar o peso e melhorar a resposta do organismo durante e após tratamentos oncológicos.

O patologista e CEO do A.C.Camargo Cancer Center, Victor Piana, chamou atenção para o impacto do excesso de peso na incidência de cânceres.

“O excesso de peso é hoje reconhecido pela ciência como fator de risco para mais de dez tipos de câncer, entre eles os de intestino, mama, pâncreas e esôfago. Ou seja: seis em cada dez brasileiros carregam, sem perceber, um dos principais fatores de risco da doença.”

Em seguida, Piana acrescentou que a falta de movimento compromete uma medida preventiva acessível.

“Quem não se movimenta abre mão de uma das ferramentas de prevenção mais baratas e acessíveis que existem.”

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Sobre a alimentação, o estudo associa dietas ricas em vegetais e fibras a menor risco de câncer de intestino, enquanto ultraprocessados e carnes processadas apresentam maior risco. Segundo a pesquisa, 66% dos entrevistados consomem alimentos frescos — frutas, verduras, legumes, ovos e carnes — seis dias ou mais por semana. Produtos como bebidas açucaradas, ultraprocessados, doces e frituras aparecem em média cerca de dois dias por semana.

Entre as barreiras para uma alimentação adequada, 29% citam o preço alto de carnes frescas, frutas e vegetais, e 21% apontam falta de tempo e cansaço. A dificuldade é maior entre quem ganha até um salário mínimo: 40% desse grupo relatam problemas para manter uma alimentação saudável. Na faixa acima de cinco salários mínimos, o percentual de quem encontra dificuldade cai para 10% e o tempo aparece como principal obstáculo (39%).

Quanto ao consumo de álcool, 58% dos brasileiros dizem não beber; 30% consumem álcool de um a dois dias por semana; e 5% bebem de cinco a sete dias por semana. Classificado pela Organização Mundial da Saúde como cancerígeno, o álcool está associado a tumores de boca, garganta, esôfago, fígado, intestino e mama, e os riscos aumentam quando combinado ao tabaco.

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“Esse paradoxo ilustra o perigo da falsa percepção de saúde. A socialização e o relaxamento associados ao consumo frequente de álcool fazem com que a pessoa confunda sentir-se bem com estar saudável.”

O estudo observa que a percepção de boa saúde é maior entre quem consome álcool com mais frequência: 64% das pessoas que bebem de cinco a sete dias por semana classificam sua saúde como ótima ou boa, contra 58% entre os que não bebem. Segundo Piana, o maior risco do brasileiro é não perceber fatores como excesso de peso, sedentarismo, cigarro e álcool, que se instalam silenciosamente na rotina, mas são modificáveis.

A pesquisa entrevistou, presencialmente, 2.015 cidadãos com 16 anos ou mais, nas 27 unidades da Federação.

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Pesquisa mostra que 59% avaliam a saúde como ótima ou boa, apesar de 63% estarem acima do peso e 26% com obesidade. 42% não praticam atividade física; quem se exercita faz em média 2,4 dias/semana.

Uma pesquisa realizada pelas instituições responsáveis mostrou que 59% dos entrevistados avaliam a própria saúde como ótima ou boa, enquanto 63% estão acima do peso e 42% não praticam atividade física — dois dos principais fatores de risco para o câncer. O estudo aponta ainda que 26% dos participantes são classificados com obesidade segundo os critérios da Organização Mundial da Saúde.

O levantamento, intitulado A saúde do brasileiro, hábitos de vida e o uso de tecnologia em diagnósticos médicos, indica que, entre quem diz praticar atividade física, a frequência é baixa: a média é de 2,4 dias por semana. Em razão disso, os pesquisadores destacam a importância do exercício regular para reduzir risco de tumores, controlar o peso e melhorar a resposta do organismo durante e após tratamentos oncológicos.

O patologista e CEO do A.C.Camargo Cancer Center, Victor Piana, chamou atenção para o impacto do excesso de peso na incidência de cânceres.

“O excesso de peso é hoje reconhecido pela ciência como fator de risco para mais de dez tipos de câncer, entre eles os de intestino, mama, pâncreas e esôfago. Ou seja: seis em cada dez brasileiros carregam, sem perceber, um dos principais fatores de risco da doença.”

Em seguida, Piana acrescentou que a falta de movimento compromete uma medida preventiva acessível.

“Quem não se movimenta abre mão de uma das ferramentas de prevenção mais baratas e acessíveis que existem.”

Sobre a alimentação, o estudo associa dietas ricas em vegetais e fibras a menor risco de câncer de intestino, enquanto ultraprocessados e carnes processadas apresentam maior risco. Segundo a pesquisa, 66% dos entrevistados consomem alimentos frescos — frutas, verduras, legumes, ovos e carnes — seis dias ou mais por semana. Produtos como bebidas açucaradas, ultraprocessados, doces e frituras aparecem em média cerca de dois dias por semana.

Entre as barreiras para uma alimentação adequada, 29% citam o preço alto de carnes frescas, frutas e vegetais, e 21% apontam falta de tempo e cansaço. A dificuldade é maior entre quem ganha até um salário mínimo: 40% desse grupo relatam problemas para manter uma alimentação saudável. Na faixa acima de cinco salários mínimos, o percentual de quem encontra dificuldade cai para 10% e o tempo aparece como principal obstáculo (39%).

Quanto ao consumo de álcool, 58% dos brasileiros dizem não beber; 30% consumem álcool de um a dois dias por semana; e 5% bebem de cinco a sete dias por semana. Classificado pela Organização Mundial da Saúde como cancerígeno, o álcool está associado a tumores de boca, garganta, esôfago, fígado, intestino e mama, e os riscos aumentam quando combinado ao tabaco.

“Esse paradoxo ilustra o perigo da falsa percepção de saúde. A socialização e o relaxamento associados ao consumo frequente de álcool fazem com que a pessoa confunda sentir-se bem com estar saudável.”

O estudo observa que a percepção de boa saúde é maior entre quem consome álcool com mais frequência: 64% das pessoas que bebem de cinco a sete dias por semana classificam sua saúde como ótima ou boa, contra 58% entre os que não bebem. Segundo Piana, o maior risco do brasileiro é não perceber fatores como excesso de peso, sedentarismo, cigarro e álcool, que se instalam silenciosamente na rotina, mas são modificáveis.

A pesquisa entrevistou, presencialmente, 2.015 cidadãos com 16 anos ou mais, nas 27 unidades da Federação.

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