A economia na hora de comprar acessórios pode custar caro depois. Cabos sem certificação aumentam o risco de falhas elétricas e desgaste da bateria do smartphone.
Comprar cabos de carregadores mais baratos pode parecer uma boa ideia, mas essa economia pode sair caro a longo prazo. Embora nem todos os acessórios sem certificação causem danos ao smartphone, produtos de baixa qualidade aumentam os riscos de falhas elétricas, desgaste da bateria e problemas no sistema de carregamento.
A diferença de preço entre um cabo vendido em bancas de rua e um modelo certificado pode chegar a dezenas de reais. Muitas vezes, o acessório genérico custa menos de R$ 20, enquanto opções homologadas por fabricantes conhecidos ultrapassam os R$ 50.
Esse valor menor costuma atrair consumidores que precisam substituir rapidamente um cabo perdido ou danificado. Contudo, essa economia representa apenas uma fração do custo de um eventual reparo. Dependendo do componente afetado, a troca da bateria pode custar centenas de reais, e consertos relacionados ao conector de carga ou à placa do aparelho podem ultrapassar R$ 1.000 para celulares de preço mediano.
“A economia inicial pode parecer significativa, mas os custos de reparo podem superar rapidamente o valor economizado na compra do acessório”, afirmam especialistas.
A principal diferença entre cabos certificados e modelos de procedência duvidosa está na qualidade dos materiais utilizados na fabricação. Produtos mais baratos tendem a usar fios internos mais finos e componentes de menor qualidade, o que pode aumentar a resistência elétrica durante a passagem da corrente. Isso resulta em desperdício de energia na forma de calor, tornando o carregamento menos eficiente e contribuindo para o desgaste de componentes como o conector de carga e a bateria ao longo do tempo.
Além disso, cabos sem certificação podem apresentar defeitos de fabricação, afetando a estabilidade da recarga, especialmente quando utilizados com carregadores de alta potência. Os efeitos dos cabos piratas variam conforme a qualidade do acessório e o sistema de proteção do smartphone. Em casos simples, o usuário pode notar carregamento lento ou interrupções na recarga. Em situações mais graves, falhas elétricas podem exigir a troca da bateria ou reparos na placa do aparelho.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) alerta que produtos sem homologação podem apresentar riscos de segurança, incluindo superaquecimento, curto-circuito e choques elétricos. Cabos USB-C, por exemplo, não servem apenas para transportar energia, mas também precisam se comunicar com o carregador e o smartphone para definir a potência a ser utilizada durante a recarga.
Embora a economia inicial de um cabo mais barato possa parecer atraente, ao considerar o custo dos reparos, fica claro que a opção mais segura é investir em produtos homologados e de marcas reconhecidas, que passaram por testes de segurança e qualidade.


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