A Caixa Econômica Federal liberou nesta sexta-feira (22) a parcela de maio do Bolsa Família para beneficiários cujo Número de Inscrição Social (NIS) termina em 5.
O valor base do programa é de R$ 600, mas, com o novo adicional, a média do benefício subiu para R$ 678,01. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o pagamento deste mês alcançará 19,08 milhões de famílias, com desembolso total estimado em R$ 12,9 bilhões.
Além do valor mínimo, o Bolsa Família prevê quatro tipos de acréscimos: o Benefício Variável Familiar Nutriz, que concede seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses; um adicional de R$ 50 para gestantes e nutrizes; R$ 50 por filho entre 7 e 18 anos; e R$ 150 por criança de até 6 anos.
No modelo tradicional, os pagamentos são realizados nos últimos dez dias úteis de cada mês. Os beneficiários podem checar as datas, os valores e a composição das parcelas por meio do aplicativo Caixa Tem, que serve para acompanhar as contas poupança digitais da Caixa.
Pagamento unificado em municípios atingidos
Uma antecipação de pagamento ocorreu na segunda-feira (18), quando beneficiários de 217 municípios em nove estados receberam a parcela independentemente do número do NIS. A iniciativa contemplou 124 cidades do Rio Grande do Norte afetadas pela seca. Também houve antecipação em localidades dos estados do Amazonas (3 municípios), Pará (1), Paraíba (31), Paraná (16), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (3), Roraima (6) e Sergipe (6).
Segundo o ministério, os municípios incluídos na medida foram escolhidos por terem sido atingidos por chuvas ou estiagens ou por abrigarem povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista completa dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, o desconto do Seguro Defeso não é mais aplicado aos beneficiários do Bolsa Família. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que restabeleceu o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a trabalhadores da pesca artesanal que ficam impedidos de pescar durante o período da piracema.
Regra de proteção
Em maio, cerca de 2,26 milhões de famílias foram enquadradas na chamada regra de proteção, que permite a famílias que tiveram aumento de renda continuarem recebendo 50% do benefício por até dois anos, desde que a remuneração de cada integrante não ultrapasse R$ 706. Neste mês, 159.248 novas famílias entraram nessa regra ao registrarem aumento de renda.
Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano, mas a alteração vale apenas para famílias que ingressaram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem já estava na regra até maio de 2025 permanece recebendo metade do benefício por dois anos.
Com informações de Agência Brasil
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