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Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
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“Canal de esgoto”: mortandade de peixes no rio Japaratuba gera alerta em Pirambu.

O final de semana foi de perplexidade para os moradores e pescadores do Povoado Maribondo. O que antes era um rio de águas características da região transformou-se em um fluxo escuro e fétido, coberto por centenas de peixes mortos em estado de decomposição.

10/03/2026 · 11h04 · Atualizado às 19h18
“Canal de esgoto”: mortandade de peixes no rio Japaratuba gera alerta em Pirambu.

Secretário Municipal de Meio Ambiente denuncia odor insuportável e resíduos semelhantes a óleo na água; Adema coleta amostras para perícia.

O final de semana foi de perplexidade para os moradores e pescadores do Povoado Maribondo. O que antes era um rio de águas características da região transformou-se em um fluxo escuro e fétido, coberto por centenas de peixes mortos em estado de decomposição.

O Cenário da Degradação

As autoridades que visitaram o local nesta segunda-feira (9) descreveram uma situação de extrema gravidade:

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  • Coloração e Odor: A água apresenta uma tonalidade negra e um cheiro insuportável. Segundo o Secretário de Meio Ambiente, Fabrício Muniz, a sensação é de estar diante de um “canal de esgoto”.
  • Resíduos Suspeitos: O presidente do Comitê do Rio Japaratuba, José Jorge Silva, identificou resquícios de uma substância que se assemelha a óleo, o que pode ser a causa direta da asfixia dos animais.
  • Impacto Social: Centenas de famílias que dependem da pesca artesanal estão com suas atividades paralisadas, sem previsão de retorno e temendo pela contaminação da fauna remanescente.

“Mudou visivelmente a coloração da água. Não se vê nada e é um odor muito forte, podre. Tanto dos peixes em decomposição, como do produto que parece ter provocado toda essa mortandade”, afirmou o secretário Fabrício Muniz.

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Ações de Fiscalização

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) já entrou no caso:

  1. Coleta de Amostras: Uma equipe técnica esteve no Povoado Maribondo ontem (9) para recolher amostras da água e de espécimes mortos.
  2. Análise Laboratorial: Os resultados devem indicar se a contaminação é química (descarte industrial ou óleo) ou biológica (esgoto doméstico).
  3. Investigação de Crime: Caso se confirme o descarte irregular de poluentes, a Adema e a Polícia Ambiental buscarão os responsáveis para aplicação de multas e sanções penais.

O Rio Japaratuba é um dos mais importantes da bacia hidrográfica de Sergipe. Um desastre ambiental nesta escala pode afetar não apenas Pirambu, mas também municípios vizinhos, comprometendo o ciclo de reprodução de diversas espécies e a balneabilidade de trechos próximos à foz.

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Secretário Municipal de Meio Ambiente denuncia odor insuportável e resíduos semelhantes a óleo na água; Adema coleta amostras para perícia.

O final de semana foi de perplexidade para os moradores e pescadores do Povoado Maribondo. O que antes era um rio de águas características da região transformou-se em um fluxo escuro e fétido, coberto por centenas de peixes mortos em estado de decomposição.

O Cenário da Degradação

As autoridades que visitaram o local nesta segunda-feira (9) descreveram uma situação de extrema gravidade:

  • Coloração e Odor: A água apresenta uma tonalidade negra e um cheiro insuportável. Segundo o Secretário de Meio Ambiente, Fabrício Muniz, a sensação é de estar diante de um “canal de esgoto”.
  • Resíduos Suspeitos: O presidente do Comitê do Rio Japaratuba, José Jorge Silva, identificou resquícios de uma substância que se assemelha a óleo, o que pode ser a causa direta da asfixia dos animais.
  • Impacto Social: Centenas de famílias que dependem da pesca artesanal estão com suas atividades paralisadas, sem previsão de retorno e temendo pela contaminação da fauna remanescente.

“Mudou visivelmente a coloração da água. Não se vê nada e é um odor muito forte, podre. Tanto dos peixes em decomposição, como do produto que parece ter provocado toda essa mortandade”, afirmou o secretário Fabrício Muniz.

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A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) já entrou no caso:

  1. Coleta de Amostras: Uma equipe técnica esteve no Povoado Maribondo ontem (9) para recolher amostras da água e de espécimes mortos.
  2. Análise Laboratorial: Os resultados devem indicar se a contaminação é química (descarte industrial ou óleo) ou biológica (esgoto doméstico).
  3. Investigação de Crime: Caso se confirme o descarte irregular de poluentes, a Adema e a Polícia Ambiental buscarão os responsáveis para aplicação de multas e sanções penais.

O Rio Japaratuba é um dos mais importantes da bacia hidrográfica de Sergipe. Um desastre ambiental nesta escala pode afetar não apenas Pirambu, mas também municípios vizinhos, comprometendo o ciclo de reprodução de diversas espécies e a balneabilidade de trechos próximos à foz.

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