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Política

Candidatos Iniciam Convenções em Cenário de Indefinições Eleitorais

Candidatos iniciam convenções partidárias em meio a um cenário de indefinições eleitorais.

21/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h12
Candidatos Iniciam Convenções em Cenário de Indefinições Eleitorais

As convenções partidárias começaram nesta segunda-feira (20), marcando o início oficial do calendário eleitoral definido pelo TSE. Este momento exige que os partidos deixem as especulações de lado e formalizem suas candidaturas, alianças e estratégias de campanha.

No entanto, o cenário atual, conforme apontaram analistas, apresenta um número incomum de indefinições para esta fase do processo eleitoral. William Waack observou que, em eleições anteriores, já havia definições mais claras. A situação é desafiadora para o PT, que enfrenta dificuldades em obter apoio nos maiores colégios eleitorais. Flávio Bolsonaro, por sua vez, ainda busca consolidar uma aliança nacional.

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Nacionalmente, o PT deve manter uma coligação semelhante à de 2022, incluindo o PDT no primeiro turno, ao lado do PSB. O partido lançou 13 candidatos a governador e está em destaque nos dois maiores colégios eleitorais: São Paulo e Minas Gerais. Contudo, a situação para os candidatos é considerada complexa. Em São Paulo, Fernando Haddad enfrenta desafios para conquistar o eleitorado do interior. Em algumas pesquisas, ele aparece em desvantagem no primeiro turno contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Em Minas Gerais, o candidato do PT ao Palácio Tiradentes é Patrus Ananias, deputado e ex-prefeito de Belo Horizonte. Ele era a terceira opção do partido, após as desistências de Rodrigo Pacheco (PSB) e Marília Campos (PT).

Do outro lado, Flávio Bolsonaro também enfrenta obstáculos significativos. A situação em Minas Gerais permanece indefinida, já que Flávio desejava que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) fosse seu candidato ao governo, mas isso ainda não se concretizou. Em São Paulo, Flávio obteve o apoio da Federação União Progressista, mas ainda não firmou alianças a nível nacional. Entre os partidos cogitados para a aliança nacional estão o União Brasil, o PP e os Republicanos.

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Ainda não há definição para a vaga de vice na chapa de Flávio, que está em disputa entre Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, e a ex-ministra Tereza Cristina. A decisão final dependerá do desfecho das negociações nacionais, enquanto os diretórios partidários preferem manter uma postura neutra, deixando os estaduais decidirem seus acordos.

Creomar de Souza, CEO da consultoria Dharma Politics, destacou que o cenário atual revela fragilidades nos principais candidatos. Segundo ele, o PT não consegue atrair o centro político, enquanto o PL enfrenta dilemas relacionados à figura de Flávio Bolsonaro. O analista ressaltou que o escândalo do Banco Master e as sanções americanas aumentam a incerteza do pleito, levando grupos políticos a hesitar em apoiar Flávio, preferindo esperar por um possível segundo turno.

Minas Gerais é considerado um termômetro político do país. Daniel Rittner, diretor de jornalismo em Brasília, lembrou que em 2018 Jair Bolsonaro venceu no estado com 58% dos votos no primeiro turno, enquanto Lula obteve cerca de 50% no segundo turno de 2022. A dificuldade de ambos os candidatos, tanto de Lula quanto de Flávio, é evidente, pois ambos enfrentam desafios para definir suas estratégias a menos de 90 dias da eleição.

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Em relação à questão econômica, Thais Herédia, analista de Economia, destacou que o mercado financeiro deve começar a precificar mais intensamente os cenários eleitorais. Até o momento, nenhum dos principais candidatos apresentou compromissos claros com a economia. Fernando Haddad, por sua vez, é o único que parece demonstrar alguma vontade de realizar ajustes, embora sua credibilidade junto ao mercado não seja totalmente garantida.

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As convenções partidárias começaram nesta segunda-feira (20), marcando o início oficial do calendário eleitoral definido pelo TSE. Este momento exige que os partidos deixem as especulações de lado e formalizem suas candidaturas, alianças e estratégias de campanha.

No entanto, o cenário atual, conforme apontaram analistas, apresenta um número incomum de indefinições para esta fase do processo eleitoral. William Waack observou que, em eleições anteriores, já havia definições mais claras. A situação é desafiadora para o PT, que enfrenta dificuldades em obter apoio nos maiores colégios eleitorais. Flávio Bolsonaro, por sua vez, ainda busca consolidar uma aliança nacional.

Nacionalmente, o PT deve manter uma coligação semelhante à de 2022, incluindo o PDT no primeiro turno, ao lado do PSB. O partido lançou 13 candidatos a governador e está em destaque nos dois maiores colégios eleitorais: São Paulo e Minas Gerais. Contudo, a situação para os candidatos é considerada complexa. Em São Paulo, Fernando Haddad enfrenta desafios para conquistar o eleitorado do interior. Em algumas pesquisas, ele aparece em desvantagem no primeiro turno contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Em Minas Gerais, o candidato do PT ao Palácio Tiradentes é Patrus Ananias, deputado e ex-prefeito de Belo Horizonte. Ele era a terceira opção do partido, após as desistências de Rodrigo Pacheco (PSB) e Marília Campos (PT).

Do outro lado, Flávio Bolsonaro também enfrenta obstáculos significativos. A situação em Minas Gerais permanece indefinida, já que Flávio desejava que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) fosse seu candidato ao governo, mas isso ainda não se concretizou. Em São Paulo, Flávio obteve o apoio da Federação União Progressista, mas ainda não firmou alianças a nível nacional. Entre os partidos cogitados para a aliança nacional estão o União Brasil, o PP e os Republicanos.

Ainda não há definição para a vaga de vice na chapa de Flávio, que está em disputa entre Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, e a ex-ministra Tereza Cristina. A decisão final dependerá do desfecho das negociações nacionais, enquanto os diretórios partidários preferem manter uma postura neutra, deixando os estaduais decidirem seus acordos.

Creomar de Souza, CEO da consultoria Dharma Politics, destacou que o cenário atual revela fragilidades nos principais candidatos. Segundo ele, o PT não consegue atrair o centro político, enquanto o PL enfrenta dilemas relacionados à figura de Flávio Bolsonaro. O analista ressaltou que o escândalo do Banco Master e as sanções americanas aumentam a incerteza do pleito, levando grupos políticos a hesitar em apoiar Flávio, preferindo esperar por um possível segundo turno.

Minas Gerais é considerado um termômetro político do país. Daniel Rittner, diretor de jornalismo em Brasília, lembrou que em 2018 Jair Bolsonaro venceu no estado com 58% dos votos no primeiro turno, enquanto Lula obteve cerca de 50% no segundo turno de 2022. A dificuldade de ambos os candidatos, tanto de Lula quanto de Flávio, é evidente, pois ambos enfrentam desafios para definir suas estratégias a menos de 90 dias da eleição.

Em relação à questão econômica, Thais Herédia, analista de Economia, destacou que o mercado financeiro deve começar a precificar mais intensamente os cenários eleitorais. Até o momento, nenhum dos principais candidatos apresentou compromissos claros com a economia. Fernando Haddad, por sua vez, é o único que parece demonstrar alguma vontade de realizar ajustes, embora sua credibilidade junto ao mercado não seja totalmente garantida.

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