A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou um pacote de mudanças nas regras do futebol nacional para reduzir a cera e aumentar o tempo de bola rolando. As medidas, definidas em reunião com os clubes no Rio de Janeiro, valem já a partir da próxima rodada.
As novas regras serão aplicadas nas Séries A e B do Brasileirão, na Copa do Brasil masculina e no Brasileirão A1 feminino. A única exceção é a revisão pelo VAR de escanteios concedidos por engano, que só entra em vigor em 2027.
A iniciativa busca elevar o tempo efetivo de jogo. Segundo levantamento da Opta, as partidas da Série A registram, em média, 52 minutos e 54 segundos de bola rolando, índice inferior ao das cinco principais ligas europeias.
Entre as mudanças, o goleiro passa a ter até oito segundos para repor a bola, com contagem regressiva iniciada pelo árbitro nos cinco segundos finais; o descumprimento resulta em escanteio para o adversário. Arremessos laterais e tiros de meta também ganham limite de tempo, com penalização em caso de atraso injustificado.
O jogador substituído deverá deixar o campo pelo ponto mais próximo da linha lateral, em até 10 segundos; caso ultrapasse, o substituto só entra após um minuto. Atendimentos médicos, salvo lesões graves, também afastam o jogador por um minuto.
A chamada “Lei Vini Jr.” prevê expulsão para quem cobrir a boca durante discussões, ainda que o árbitro não ouça o que foi dito, e o VAR poderá revisar um segundo amarelo que gere expulsão em caso de erro claro. Outra medida restringe o diálogo com o árbitro apenas aos capitães, sob pena de cartão amarelo à equipe.
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