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CBV adota regra do COI e põe futuro de Tifanny Abreu em xeque

Decisão da CBV sobre elegibilidade de atletas impacta futuro de Tifanny Abreu no vôlei.

15/08/2026 · 11h32
CBV adota regra do COI e põe futuro de Tifanny Abreu em xeque

A CBV anunciou que passará a seguir a política do COI, que exige testes de gênero e exame genético negativo para o gene SRY nas competições femininas. A mudança pode barrar a participação de Tifanny Abreu em torneios nacionais.

O futuro da carreira da jogadora Tifanny Abreu no vôlei deve sofrer impacto significativo. Nesta sexta-feira (14), a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou que vai adotar a política do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a elegibilidade de atletas nas competições femininas, tanto de quadra quanto de praia.

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Com a nova norma, as jogadoras deverão passar por testes de gênero, o que restringe a participação nos torneios femininos organizados pela CBV às atletas do sexo biológico feminino. As competidoras terão de apresentar teste genético negativo para o gene SRY (sigla em inglês para região determinante do sexo no cromossomo Y), responsável pelo desenvolvimento masculino.

“A CBV passa a seguir — a partir de hoje — os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI, publicada em março deste ano, que limita a elegibilidade nessa categoria exclusivamente às atletas do sexo biológico feminino. Essa verificação é feita por testagem e triagem do gene SRY, tendo como ressalvas apenas condições excepcionais previstas na política da entidade”, destaca o comunicado oficial da CBV.

Competições atingidas e o caso Tifanny

Os novos critérios valerão para a Superliga A e B (temporada 26/27), a Supercopa 2026, a Copa Brasil 2027, o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e o CBVP Challenger 2027. Tifanny Abreu, oposta do Osasco, é a primeira atleta transgênero na elite do vôlei brasileiro, e seu futuro fica incerto com as novas determinações.

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Embora Tifanny esteja se preparando com a equipe para a disputa do Campeonato Paulista, que não é alcançado pela decisão da CBV, sua participação na Superliga nacional não será permitida.

“Nas competições promovidas por federações estaduais, esta política somente incidirá quando houver adoção expressa no regulamento da competição ou quando constituir norma vinculante de filiação regularmente aprovada, sem prejuízo de requisitos complementares compatíveis”, informa o documento da entidade que rege o vôlei no Brasil.

Em 2017, a CBV foi uma das primeiras organizações esportivas a implementar regulamentações específicas sobre a elegibilidade e a participação de atletas transgêneros, com base em critérios técnicos e médicos.

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A CBV anunciou que passará a seguir a política do COI, que exige testes de gênero e exame genético negativo para o gene SRY nas competições femininas. A mudança pode barrar a participação de Tifanny Abreu em torneios nacionais.

O futuro da carreira da jogadora Tifanny Abreu no vôlei deve sofrer impacto significativo. Nesta sexta-feira (14), a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou que vai adotar a política do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a elegibilidade de atletas nas competições femininas, tanto de quadra quanto de praia.

Com a nova norma, as jogadoras deverão passar por testes de gênero, o que restringe a participação nos torneios femininos organizados pela CBV às atletas do sexo biológico feminino. As competidoras terão de apresentar teste genético negativo para o gene SRY (sigla em inglês para região determinante do sexo no cromossomo Y), responsável pelo desenvolvimento masculino.

“A CBV passa a seguir — a partir de hoje — os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI, publicada em março deste ano, que limita a elegibilidade nessa categoria exclusivamente às atletas do sexo biológico feminino. Essa verificação é feita por testagem e triagem do gene SRY, tendo como ressalvas apenas condições excepcionais previstas na política da entidade”, destaca o comunicado oficial da CBV.

Competições atingidas e o caso Tifanny

Os novos critérios valerão para a Superliga A e B (temporada 26/27), a Supercopa 2026, a Copa Brasil 2027, o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e o CBVP Challenger 2027. Tifanny Abreu, oposta do Osasco, é a primeira atleta transgênero na elite do vôlei brasileiro, e seu futuro fica incerto com as novas determinações.

Embora Tifanny esteja se preparando com a equipe para a disputa do Campeonato Paulista, que não é alcançado pela decisão da CBV, sua participação na Superliga nacional não será permitida.

“Nas competições promovidas por federações estaduais, esta política somente incidirá quando houver adoção expressa no regulamento da competição ou quando constituir norma vinculante de filiação regularmente aprovada, sem prejuízo de requisitos complementares compatíveis”, informa o documento da entidade que rege o vôlei no Brasil.

Em 2017, a CBV foi uma das primeiras organizações esportivas a implementar regulamentações específicas sobre a elegibilidade e a participação de atletas transgêneros, com base em critérios técnicos e médicos.

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