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China propõe duas explosões para desviar asteroide de mais de 100 m

Estudo chinês propõe nova técnica para desvio de asteroides em rota de colisão.

04/08/2026 · 20h04
China propõe duas explosões para desviar asteroide de mais de 100 m

Pesquisadores chineses apresentaram uma nova abordagem para evitar que grandes asteroides colidam com a Terra. Um estudo publicado na revista científica Space: Science and Technology sugere que a técnica pode ser mais eficaz para asteroides com mais de 100 metros de diâmetro, desde que haja tempo suficiente para a sua implementação.

A proposta envolve uma “detonação prévia à escavação”. Em vez de apenas tentar desviar ou destruir o asteroide, a ideia é realizar uma primeira explosão que crie uma grande cratera em sua superfície. Após essa explosão inicial, uma segunda detonação utilizaria essa cavidade para transmitir mais energia ao objeto, aumentando a eficácia do desvio.

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Os pesquisadores afirmam que os métodos tradicionais, como o impacto de uma espaçonave ou a deflexão gradual do asteroide, podem não ser adequados quando há pouco tempo disponível antes de uma possível colisão.

“Os métodos tradicionais de impacto cinético ou de deflexão por força a longo prazo oferecem energia limitada e não conseguem realizar uma deflexão eficaz em curtos períodos de tempo”, afirmaram os autores do estudo.

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Essa nova estratégia é particularmente relevante, considerando que existem milhões de asteroides no Sistema Solar, embora apenas uma pequena fração represente um risco real para a Terra. Organizações espaciais, como a NASA, monitoram constantemente esses objetos e, até o momento, não há nenhuma ameaça iminente identificada.

Um exemplo notório foi o asteroide Apophis, que foi considerado uma potencial ameaça durante uma aproximação prevista para 2068, mas novas observações eliminaram esse risco. Apesar disso, a Terra já sofreu impactos de rochas espaciais no passado. Um caso recente ocorreu em 2013, quando um meteoro explodiu sobre Chelyabinsk, na Rússia, causando danos materiais e ferindo centenas de pessoas devido a estilhaços de vidro.

Os pesquisadores destacam que essa estratégia ainda é uma proposta teórica, desenvolvida com base em simulações. O objetivo é criar uma alternativa para situações em que um grande asteroide é identificado em rota de colisão com a Terra e há pouco tempo para agir. Em 2022, a NASA conduziu a missão DART, que alterou a órbita de uma pequena lua de asteroide ao colidir uma espaçonave contra ela. O novo trabalho chinês busca soluções para asteroides maiores em cenários críticos.

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Pesquisadores chineses apresentaram uma nova abordagem para evitar que grandes asteroides colidam com a Terra. Um estudo publicado na revista científica Space: Science and Technology sugere que a técnica pode ser mais eficaz para asteroides com mais de 100 metros de diâmetro, desde que haja tempo suficiente para a sua implementação.

A proposta envolve uma “detonação prévia à escavação”. Em vez de apenas tentar desviar ou destruir o asteroide, a ideia é realizar uma primeira explosão que crie uma grande cratera em sua superfície. Após essa explosão inicial, uma segunda detonação utilizaria essa cavidade para transmitir mais energia ao objeto, aumentando a eficácia do desvio.

Os pesquisadores afirmam que os métodos tradicionais, como o impacto de uma espaçonave ou a deflexão gradual do asteroide, podem não ser adequados quando há pouco tempo disponível antes de uma possível colisão.

“Os métodos tradicionais de impacto cinético ou de deflexão por força a longo prazo oferecem energia limitada e não conseguem realizar uma deflexão eficaz em curtos períodos de tempo”, afirmaram os autores do estudo.

Essa nova estratégia é particularmente relevante, considerando que existem milhões de asteroides no Sistema Solar, embora apenas uma pequena fração represente um risco real para a Terra. Organizações espaciais, como a NASA, monitoram constantemente esses objetos e, até o momento, não há nenhuma ameaça iminente identificada.

Um exemplo notório foi o asteroide Apophis, que foi considerado uma potencial ameaça durante uma aproximação prevista para 2068, mas novas observações eliminaram esse risco. Apesar disso, a Terra já sofreu impactos de rochas espaciais no passado. Um caso recente ocorreu em 2013, quando um meteoro explodiu sobre Chelyabinsk, na Rússia, causando danos materiais e ferindo centenas de pessoas devido a estilhaços de vidro.

Os pesquisadores destacam que essa estratégia ainda é uma proposta teórica, desenvolvida com base em simulações. O objetivo é criar uma alternativa para situações em que um grande asteroide é identificado em rota de colisão com a Terra e há pouco tempo para agir. Em 2022, a NASA conduziu a missão DART, que alterou a órbita de uma pequena lua de asteroide ao colidir uma espaçonave contra ela. O novo trabalho chinês busca soluções para asteroides maiores em cenários críticos.

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