Urnas abertas na Colômbia para o segundo turno entre De La Espriella e Iván Cepeda. Segurança e economia dominam as preocupações dos eleitores colombianos nesta definição histórica.
Os colombianos vão às urnas hoje, 21 de junho de 2026, para decidir quem será o novo presidente do país. A disputa ocorre em um cenário de grandes preocupações relacionadas à segurança e à economia, temas que dominam o debate entre os eleitores.
Os candidatos na corrida presidencial são o advogado de direita Abelardo De La Espriella e o senador de esquerda Iván Cepeda. De La Espriella, que liderou o primeiro turno com 43,7% dos votos, busca conquistar os eleitores insatisfeitos com a administração atual. Ele se apresenta como um outsider, mas conta com o apoio de importantes grupos políticos, como Salvação Nacional e Creemos de Antioquia.
O candidato de 47 anos construiu sua campanha inspirado em modelos de liderança como o do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, prometendo uma abordagem rigorosa em relação à segurança e uma perspectiva tecnocrática para a economia. No entanto, ele tem enfrentado críticas pela falta de experiência política e por seu histórico como advogado de figuras controversas.
Por outro lado, Iván Cepeda, de 63 anos, ficou em segundo lugar no primeiro turno com 40,9% dos votos. Ele é filho de um líder comunista assassinado e defende a continuidade da política de “paz total” do governo de Gustavo Petro, que visa a negociação com grupos armados. Cepeda enfatiza a importância dos direitos humanos, propondo reformas para reduzir a desigualdade e aumentar o suporte a idosos e famílias em situação de vulnerabilidade.
A votação de hoje ocorrerá das 8h às 16h (horário local) em todo o território colombiano. Mais de 41,2 milhões de eleitores estão aptos a participar da escolha do próximo presidente. O candidato que obtiver o maior número de votos será eleito, independentemente de atingir ou não a marca de 50% dos votos válidos.
Independentemente do resultado, o novo presidente enfrentará desafios significativos, como a necessidade de implementar sua agenda econômica em um contexto de problemas fiscais e um Congresso dividido. A economia colombiana, que cresceu 2,6% no último ano, ainda apresenta fragilidades, e o investimento privado permanece abaixo dos níveis pré-pandemia.
Além disso, o novo governo terá que lidar com questões de segurança, buscando recuperar o controle territorial de áreas dominadas por grupos armados ilegais. Especialistas alertam que, independentemente do vencedor, pode haver um aumento na violência à medida que esses grupos tentam reafirmar sua força e influenciar futuras negociações.
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