A aposentadoria não apaga a força do nome: imagem, apelidos e títulos viram ativos comerciais. Patrocínios, licenciamentos e produtos mantêm renda e ligação com torcedores, gerando milhões.
Quando o jogador para de jogar, a marca entra em campo. Essa ideia resume uma realidade cada vez mais presente no esporte: a aposentadoria encerra a carreira nos gramados, mas abre uma nova etapa fora deles. Nome, imagem, apelido, conquistas e identificação com o público continuam sendo ativos capazes de gerar contratos, produtos, licenciamentos, publicidade e novos negócios.
O valor comercial da marca pessoal se manifesta de formas variadas. Contratos de patrocínio e publicidade exploram o reconhecimento do nome; licenciamentos permitem que imagens e símbolos sejam aplicados em produtos; e parcerias com empresas transformam reputação em receita recorrente. Além disso, ex-jogadores podem empreender em negócios próprios, ceder direitos de imagem a empresas gestoras ou participar de campanhas institucionais, ampliando a exploração da marca após a aposentadoria.
Um exemplo emblemático dessa dinâmica é Pelé. O Rei do Futebol morreu em dezembro de 2022, mas sua marca continua sendo explorada comercialmente. Em 2025, a NR Sports, empresa ligada à família de Neymar, adquiriu os direitos da marca Pelé. Em setembro de 2026, a imagem do ex-jogador voltou a aparecer na camisa do Santos em um acordo envolvendo a empresa.
O fenômeno não se restringe a Pelé. Figuras como Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho também ilustram caminhos diferentes que a marca pessoal pode seguir. Ronaldo Fenômeno foi o destaque do Brasil na Copa do Mundo de 2002, uma referência esportiva que permanece na memória do público e tem potencial de aproveitamento comercial. Já Ronaldinho Gaúcho ganhou visibilidade por eventos e aparições públicas — chegou a passar o Natal em uma mansão com boate subterrânea em Pernambuco — elementos que reforçam narrativas e imagens exploráveis no mercado.
No cenário atual, clubes, empresas de gestão de imagem, marcas esportivas e investidores observam com atenção o potencial de monetização de ex-atletas. Negociações podem envolver cessão de direitos exclusivos, licenciamentos por faixas de produto, participação em campanhas digitais e físicas, além de ações que valorizem o legado esportivo em projetos culturais e museológicos.
Para o ex-jogador, a construção e a manutenção da marca dependem de fatores como a consistência da imagem pública, a gestão profissional dos direitos e a combinação entre relevância esportiva e apelo comercial. Assim, embora a carreira em campo termine, a marca pode começar um novo campeonato com impacto financeiro considerável.



LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

