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Aracaju, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Economia

CNJ cancela R$4,7 bi em precatórios ligados ao Banco Master

Corregedor do CNJ determinou o cancelamento de precatórios ligados ao Banco Master, totalizando R$ 4,7 bilhões; investigações e contrato bilionário foram citados.

25/09/2026 · 12h05 · Atualizado às 17h00
CNJ cancela R$4,7 bi em precatórios ligados ao Banco Master

Corregedor Benedito Gonçalves acatou ação da AGU e anulou depósitos relativos a 16 precatórios de usinas que negociaram créditos com o Banco Master. A decisão questiona ordens do TRF1 sem trânsito em julgado.

O corregedor nacional de Justiça, Benedito Gonçalves, determinou nesta quarta-feira (23) o cancelamento de precatórios de usinas do setor sucroalcooleiro que negociaram créditos com o Banco Master. Os títulos somam R$ 4,7 bilhões.

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A decisão foi motivada por ação da Advocacia-Geral da União (AGU) que pediu a anulação de decisões do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), sediado em Brasília, que haviam determinado o depósito do valor de 16 precatórios em conta judicial, sem o trânsito em julgado dos processos que reconheceram a dívida da União.

Na decisão, o corregedor registrou que o Conselho Nacional de Justiça já havia determinado o cancelamento e o pagamento de diversos precatórios expedidos sem o trânsito em julgado pelos tribunais regionais federais.

“Mais de um ano depois da ordem de cancelamento, esses requisitórios continuam registrados como precatórios bloqueados, com R$ 4,7 bilhões mantidos em contas judiciais”

O caso dos precatórios bilionários relacionados ao Master veio à tona após reportagem que revelou a existência de um contrato de R$ 427 milhões entre o banco e o escritório da advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos, do TRF1. O documento, segundo apuração, previa pagamento em caso de êxito nas causas do setor sucroalcooleiro.

O contrato foi encontrado pela Polícia Federal (PF) no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que é citado em diligências da investigação. Mensagens e arquivos apreendidos indicaram ainda menções à chamada “Turma do KN”, em referência ao ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Após a divulgação das conversas, o ministro afirmou que nunca trocou mensagens com Vorcaro nem autorizou ninguém a falar em seu nome.

Em nota, o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz e Ramos informou que possui contrato formal com o Master para atuar nos processos que envolvem precatórios, mas negou ter recebido valores a título de remuneração.

“a título de pró-labore ou de êxito”

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“O escritório esclarece também que a taxa de êxito acordada com o banco para atuação nos casos de processos envolvendo precatórios foi de 5%, patamar inferior ao previsto no CPC e no estatuto da OAB”

A decisão do corregedor e a ação da AGU alteram o curso dos pagamentos e do registro dos requisitórios, mantendo sob escrutínio judicial os recursos relacionados aos 16 precatórios até que sejam definidos os efeitos jurídicos do cancelamento. O caso segue acompanhado por instâncias administrativas e policiais, com impactos diretos nas medidas sobre bloqueio e liberação de valores nas contas judiciais.

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Corregedor Benedito Gonçalves acatou ação da AGU e anulou depósitos relativos a 16 precatórios de usinas que negociaram créditos com o Banco Master. A decisão questiona ordens do TRF1 sem trânsito em julgado.

O corregedor nacional de Justiça, Benedito Gonçalves, determinou nesta quarta-feira (23) o cancelamento de precatórios de usinas do setor sucroalcooleiro que negociaram créditos com o Banco Master. Os títulos somam R$ 4,7 bilhões.

A decisão foi motivada por ação da Advocacia-Geral da União (AGU) que pediu a anulação de decisões do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), sediado em Brasília, que haviam determinado o depósito do valor de 16 precatórios em conta judicial, sem o trânsito em julgado dos processos que reconheceram a dívida da União.

Na decisão, o corregedor registrou que o Conselho Nacional de Justiça já havia determinado o cancelamento e o pagamento de diversos precatórios expedidos sem o trânsito em julgado pelos tribunais regionais federais.

“Mais de um ano depois da ordem de cancelamento, esses requisitórios continuam registrados como precatórios bloqueados, com R$ 4,7 bilhões mantidos em contas judiciais”

O caso dos precatórios bilionários relacionados ao Master veio à tona após reportagem que revelou a existência de um contrato de R$ 427 milhões entre o banco e o escritório da advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos, do TRF1. O documento, segundo apuração, previa pagamento em caso de êxito nas causas do setor sucroalcooleiro.

O contrato foi encontrado pela Polícia Federal (PF) no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que é citado em diligências da investigação. Mensagens e arquivos apreendidos indicaram ainda menções à chamada “Turma do KN”, em referência ao ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Após a divulgação das conversas, o ministro afirmou que nunca trocou mensagens com Vorcaro nem autorizou ninguém a falar em seu nome.

Em nota, o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz e Ramos informou que possui contrato formal com o Master para atuar nos processos que envolvem precatórios, mas negou ter recebido valores a título de remuneração.

“a título de pró-labore ou de êxito”

“O escritório esclarece também que a taxa de êxito acordada com o banco para atuação nos casos de processos envolvendo precatórios foi de 5%, patamar inferior ao previsto no CPC e no estatuto da OAB”

A decisão do corregedor e a ação da AGU alteram o curso dos pagamentos e do registro dos requisitórios, mantendo sob escrutínio judicial os recursos relacionados aos 16 precatórios até que sejam definidos os efeitos jurídicos do cancelamento. O caso segue acompanhado por instâncias administrativas e policiais, com impactos diretos nas medidas sobre bloqueio e liberação de valores nas contas judiciais.

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