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Brasil

Consumo consciente: entenda o crescimento do mercado de produtos usados no Brasil

Com o passar do tempo, a tendência é que hábitos de consumo mais sustentáveis tornem-se ainda mais frequentes O mercado de consumo brasileiro, especialmente em razão do advento da internet, transformou-se significativamente. Pelo menos é o que mostra o levantamento realizado pelo Pymnts Intelligence. Conforme a divisão especializada em analisar a economia digital global, mais […]

13/02/2025 · 08h23 · Atualizado às 19h13
Consumo consciente: entenda o crescimento do mercado de produtos usados no Brasil

Com o passar do tempo, a tendência é que hábitos de consumo mais sustentáveis tornem-se ainda mais frequentes

O mercado de consumo brasileiro, especialmente em razão do advento da internet, transformou-se significativamente. Pelo menos é o que mostra o levantamento realizado pelo Pymnts Intelligence. Conforme a divisão especializada em analisar a economia digital global, mais de 40% dos consumidores, em 2023, optaram por adquirir produtos de segunda mão.

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Mais especificamente, no caso do território brasileiro, de acordo com a pesquisa realizada pela OLX em relação à procura de produtos, somente no primeiro trimestre do mesmo ano cresceu em 30% o número de vendas de itens usados.

Esses dados vão ao encontro do estudo realizado pela agência de SEO Conversion, que constatou, também, o aumento na procura por lojas online que vendem produtos de segunda mão. A pesquisa indicou um salto de 436,36% nas buscas entre julho e dezembro de 2024.

Por que os consumidores estão optando por produtos usados?

Em tese, existe uma série de fatores que ajudam a explicar esse crescimento. No entanto, talvez, o mais importante entre todas as possibilidades seja a conscientização sobre as questões ambientais que perpassam nossas existências atualmente, como aquecimento global e crises climáticas.

Um estudo realizado pela plataforma de marketing digital especializada em visibilidade online Semrush indicou que o perfil de consumo da sociedade, no geral, transformou-se muito em razão da procura por alternativas mais sustentáveis.

O levantamento apontou, por exemplo, que a moda circular tornou-se uma opção popular entre os brasileiros. Entre setembro de 2022 e 2023, os dados do estudo mostram que as pesquisas realizadas nos mecanismos de busca que usaram termos como “brechó roupas usadas baratas” e “brechó perto de mim” cresceram 128,6% e 175%, respectivamente.

Indícios também evidenciam que a mudança no perfil de consumo encontra-se diretamente ligada a geração Z, ou seja, pessoas que nasceram após 1996. De acordo com a empresa especializada em consultoria empresarial McKinsey & Company, esses jovens adultos representam 40% dos consumidores de brechós, considerando o nível global.

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Em uma entrevista, inclusive, o líder de marketing da Semrush no Brasil, Erich Casagrande, disse que “os brechós têm se destacado como uma alternativa sustentável e econômica para os consumidores conscientes, o que proporciona uma maneira única de adquirir roupas estilosas e de qualidade a preços acessíveis”.

Porém é importante compreender que esse movimento faz parte de toda uma cadeia que está em ascensão fundamentada nas diretrizes da economia circular. A economia circular nada mais é do que um modelo de consumo que busca reutilizar, reduzir e reciclar produtos e recursos.

Sua premissa-base, portanto, encontra-se fundamentada na ideia de que os produtos precisam ser mantidos e usados pelo maior tempo possível, minimizando os impactos antrópicos em relação ao meio ambiente.

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Não é à toa que as compras de produtos usados não cresceram somente em relação às peças de vestuário. De acordo com o levantamento realizado pela OLX, no ano de 2024, os eletrônicos e celulares de segunda mão cresceram 15% nas buscas, em relação a 2023.

Conforme o levantamento realizado pela plataforma, móveis e eletrodomésticos aparecem na sequência, com 11% e 13%, respectivamente. [1] Os dados publicados pela OLX também evidenciam que o iPhone, entre seus variados modelos, como, por exemplo, o iPhone 12 usado, representou 34% das vendas em 2024.


No fim, pelo que as tendências apontam, esse processo de readaptação e novo estilo de consumo veio para manter-se. As lojas de produtos usados estão ganhando espaço não somente por tratar-se de produtos com maior custo-benefício, mas porque atendem a uma nova forma de pensar o consumo.

É uma maneira, portanto, mais consciente, mais sustentável e mais acessível, relacionada com as demandas éticas e morais da sociedade moderna. Estima-se que, em uma escala mundial, esse mercado alcance US$ 351 bilhões em 2027, um aumento relativamente alto, em decorrência dos US$ 177 bilhões calculados em 2022.

Créditos: Gatot Adriansyah/iStock

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Com o passar do tempo, a tendência é que hábitos de consumo mais sustentáveis tornem-se ainda mais frequentes

O mercado de consumo brasileiro, especialmente em razão do advento da internet, transformou-se significativamente. Pelo menos é o que mostra o levantamento realizado pelo Pymnts Intelligence. Conforme a divisão especializada em analisar a economia digital global, mais de 40% dos consumidores, em 2023, optaram por adquirir produtos de segunda mão.

Mais especificamente, no caso do território brasileiro, de acordo com a pesquisa realizada pela OLX em relação à procura de produtos, somente no primeiro trimestre do mesmo ano cresceu em 30% o número de vendas de itens usados.

Esses dados vão ao encontro do estudo realizado pela agência de SEO Conversion, que constatou, também, o aumento na procura por lojas online que vendem produtos de segunda mão. A pesquisa indicou um salto de 436,36% nas buscas entre julho e dezembro de 2024.

Por que os consumidores estão optando por produtos usados?

Em tese, existe uma série de fatores que ajudam a explicar esse crescimento. No entanto, talvez, o mais importante entre todas as possibilidades seja a conscientização sobre as questões ambientais que perpassam nossas existências atualmente, como aquecimento global e crises climáticas.

Um estudo realizado pela plataforma de marketing digital especializada em visibilidade online Semrush indicou que o perfil de consumo da sociedade, no geral, transformou-se muito em razão da procura por alternativas mais sustentáveis.

O levantamento apontou, por exemplo, que a moda circular tornou-se uma opção popular entre os brasileiros. Entre setembro de 2022 e 2023, os dados do estudo mostram que as pesquisas realizadas nos mecanismos de busca que usaram termos como “brechó roupas usadas baratas” e “brechó perto de mim” cresceram 128,6% e 175%, respectivamente.

Indícios também evidenciam que a mudança no perfil de consumo encontra-se diretamente ligada a geração Z, ou seja, pessoas que nasceram após 1996. De acordo com a empresa especializada em consultoria empresarial McKinsey & Company, esses jovens adultos representam 40% dos consumidores de brechós, considerando o nível global.

Em uma entrevista, inclusive, o líder de marketing da Semrush no Brasil, Erich Casagrande, disse que “os brechós têm se destacado como uma alternativa sustentável e econômica para os consumidores conscientes, o que proporciona uma maneira única de adquirir roupas estilosas e de qualidade a preços acessíveis”.

Porém é importante compreender que esse movimento faz parte de toda uma cadeia que está em ascensão fundamentada nas diretrizes da economia circular. A economia circular nada mais é do que um modelo de consumo que busca reutilizar, reduzir e reciclar produtos e recursos.

Sua premissa-base, portanto, encontra-se fundamentada na ideia de que os produtos precisam ser mantidos e usados pelo maior tempo possível, minimizando os impactos antrópicos em relação ao meio ambiente.

Não é à toa que as compras de produtos usados não cresceram somente em relação às peças de vestuário. De acordo com o levantamento realizado pela OLX, no ano de 2024, os eletrônicos e celulares de segunda mão cresceram 15% nas buscas, em relação a 2023.

Conforme o levantamento realizado pela plataforma, móveis e eletrodomésticos aparecem na sequência, com 11% e 13%, respectivamente. [1] Os dados publicados pela OLX também evidenciam que o iPhone, entre seus variados modelos, como, por exemplo, o iPhone 12 usado, representou 34% das vendas em 2024.


No fim, pelo que as tendências apontam, esse processo de readaptação e novo estilo de consumo veio para manter-se. As lojas de produtos usados estão ganhando espaço não somente por tratar-se de produtos com maior custo-benefício, mas porque atendem a uma nova forma de pensar o consumo.

É uma maneira, portanto, mais consciente, mais sustentável e mais acessível, relacionada com as demandas éticas e morais da sociedade moderna. Estima-se que, em uma escala mundial, esse mercado alcance US$ 351 bilhões em 2027, um aumento relativamente alto, em decorrência dos US$ 177 bilhões calculados em 2022.

Créditos: Gatot Adriansyah/iStock

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