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Aracaju, Sábado, 20 de junho de 2026
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Copa 2026: Lei Vini Jr. é aplicada pela 1ª vez e expulsa jogador do Paraguai

Esporte

Copa 2026: Lei Vini Jr. é aplicada pela 1ª vez e expulsa jogador do Paraguai

A Lei Vini Jr. é aplicada pela primeira vez na Copa do Mundo, resultando na expulsão de Almirón.

20/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h21
Copa 2026: Lei Vini Jr. é aplicada pela 1ª vez e expulsa jogador do Paraguai

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Almirón foi expulso após cobrir a boca durante discussão com adversário turco. A histórica aplicação ocorreu no Levi's Stadium, nos EUA, em jogo que o Paraguai venceu por 1 a 0.

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A “Lei Vini Jr”, que passou a vigorar durante a Copa do Mundo de 2026, foi aplicada pela primeira vez na madrugada deste sábado (20.jun.2026), resultando na expulsão do jogador paraguaio Miguel Almirón.

O incidente ocorreu durante a partida em que o Paraguai venceu a Turquia por 1 a 0, realizada no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Estados Unidos. Almirón foi expulso após cobrir a boca enquanto discutia com o jogador adversário Mert Müldür, o que gerou a intervenção do árbitro.

Nos acréscimos do primeiro tempo, o árbitro salvadorenho Iván Barton recebeu um chamado do VAR (árbitro assistente de vídeo) para revisar a situação. Após a análise, decidiu aplicar o cartão vermelho ao meia paraguaio.

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A Lei Vini Jr. foi aprovada em abril pela Ifab (International Football Association Board) e estabelece a expulsão direta de jogadores que cubram a boca com a mão durante discussões em campo, com a finalidade de evitar o uso desse gesto para ocultar ofensas e xingamentos racistas. A medida facilita a leitura labial e a revisão de lances pelo VAR.

O termo “Lei Vini Jr.” surgiu após o jogador brasileiro Vinícius Jr. denunciar ofensas que eram difíceis de comprovar devido a esse gesto, em uma partida contra o Benfica na Champions League. Desde então, a legislação se tornou um símbolo na luta contra o racismo nos esportes.

Além da regra sobre a cobertura da boca, a “Lei Vini Jr.” abrange uma série de iniciativas legislativas que visam combater o racismo e a injúria racial em estádios e arenas esportivas. Vinícius Jr., atacante do Real Madrid, tornou-se um ícone global dessa causa após sofrer recorrentes ataques racistas na Europa.

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No Brasil, a legislação principal prevê a paralisação imediata das partidas ao ser constatada ou denunciada uma conduta racista. Se o comportamento preconceituoso persistir, o jogo poderá ser encerrado. As arenas também são obrigadas a promover campanhas educativas, exibindo mensagens antirracistas em telões e sistemas de som. Enquanto um projeto de lei federal tramita, estados como Rio de Janeiro e Bahia, além do Distrito Federal, já implementaram suas versões da Lei Vini Jr.

Na Europa, a resistência política persiste, como demonstrado pelo Parlamento de Portugal, que em junho deste ano rejeitou um projeto de lei que endureceria as punições contra o racismo no esporte.

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Almirón foi expulso após cobrir a boca durante discussão com adversário turco. A histórica aplicação ocorreu no Levi's Stadium, nos EUA, em jogo que o Paraguai venceu por 1 a 0.

A “Lei Vini Jr”, que passou a vigorar durante a Copa do Mundo de 2026, foi aplicada pela primeira vez na madrugada deste sábado (20.jun.2026), resultando na expulsão do jogador paraguaio Miguel Almirón.

O incidente ocorreu durante a partida em que o Paraguai venceu a Turquia por 1 a 0, realizada no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Estados Unidos. Almirón foi expulso após cobrir a boca enquanto discutia com o jogador adversário Mert Müldür, o que gerou a intervenção do árbitro.

Nos acréscimos do primeiro tempo, o árbitro salvadorenho Iván Barton recebeu um chamado do VAR (árbitro assistente de vídeo) para revisar a situação. Após a análise, decidiu aplicar o cartão vermelho ao meia paraguaio.

A Lei Vini Jr. foi aprovada em abril pela Ifab (International Football Association Board) e estabelece a expulsão direta de jogadores que cubram a boca com a mão durante discussões em campo, com a finalidade de evitar o uso desse gesto para ocultar ofensas e xingamentos racistas. A medida facilita a leitura labial e a revisão de lances pelo VAR.

O termo “Lei Vini Jr.” surgiu após o jogador brasileiro Vinícius Jr. denunciar ofensas que eram difíceis de comprovar devido a esse gesto, em uma partida contra o Benfica na Champions League. Desde então, a legislação se tornou um símbolo na luta contra o racismo nos esportes.

Além da regra sobre a cobertura da boca, a “Lei Vini Jr.” abrange uma série de iniciativas legislativas que visam combater o racismo e a injúria racial em estádios e arenas esportivas. Vinícius Jr., atacante do Real Madrid, tornou-se um ícone global dessa causa após sofrer recorrentes ataques racistas na Europa.

No Brasil, a legislação principal prevê a paralisação imediata das partidas ao ser constatada ou denunciada uma conduta racista. Se o comportamento preconceituoso persistir, o jogo poderá ser encerrado. As arenas também são obrigadas a promover campanhas educativas, exibindo mensagens antirracistas em telões e sistemas de som. Enquanto um projeto de lei federal tramita, estados como Rio de Janeiro e Bahia, além do Distrito Federal, já implementaram suas versões da Lei Vini Jr.

Na Europa, a resistência política persiste, como demonstrado pelo Parlamento de Portugal, que em junho deste ano rejeitou um projeto de lei que endureceria as punições contra o racismo no esporte.

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