O jogo entre Coritiba e Palmeiras, marcado para HOJE, às 19h30, no Couto Pereira, em Curitiba, será um momento histórico na Série A do Campeonato Brasileiro. Essa será a primeira vez que duas equipes presididas por mulheres se enfrentarão na competição.
No Palmeiras, Leila Pereira ocupa a presidência desde 2021 e está no final de seu segundo mandato. Do outro lado, o Coritiba será representado por Marianna Libano, que se tornou a primeira mulher a presidir o clube em dezembro de 2024.
Leila Pereira, natural de Cambuci, no Rio de Janeiro, é formada em jornalismo e direito. Antes de sua eleição, ela já era patrocinadora do Palmeiras desde 2015, através da Crefisa e da Faculdade das Américas. Sob sua gestão, o clube conquistou importantes títulos, incluindo dois Campeonatos Brasileiros e quatro Campeonatos Paulistas.
Por outro lado, Marianna Libano, que também é advogada e associada do Coritiba desde 2010, iniciou seu mandato em um momento de reconstrução do clube. Em seu primeiro ano, o Coritiba venceu a Série B e retornou à elite do futebol brasileiro após três anos.
A presença de Leila e Marianna à frente de seus clubes representa um avanço significativo para a participação feminina na gestão do futebol. Leila, em particular, tem promovido discussões sobre a presença de mulheres em posições de liderança no esporte. Em 2024, ela organizou uma coletiva de imprensa exclusiva para mulheres, buscando chamar a atenção para a desigualdade de gênero no futebol.
“Nós, mulheres, não queremos privilégio, queremos ter a oportunidade de mostrarmos que somos competentes e queremos espaços nesse mundo do futebol, que é tão masculino”, disse Leila na ocasião.
Essa luta por igualdade e reconhecimento no futebol é compartilhada por Marianna, que considera Leila uma inspiração. “A Leila é, sim, uma inspiração para diversas mulheres no Brasil, incluindo para mim”, afirmou Marianna em entrevista recente.
Apesar dos avanços, as mulheres ainda enfrentam desafios significativos no cenário do futebol. Um levantamento revelou que, entre os 20 clubes da Série A, apenas 1,7% das funcionárias ocupam cargos de gestão, enquanto apenas 0,4% estão em comissões técnicas. Essa realidade evidencia a necessidade de mais ações para promover a inclusão feminina no esporte.
O confronto de hoje não é apenas um embate esportivo, mas um marco na luta por igualdade de gênero no futebol brasileiro.
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