Nos bastidores da política sergipana, cresce a expectativa de que o comandante-geral da Polícia Militar de Sergipe, coronel Alexsandro Ribeiro, deixará a corporação para concorrer a uma das 24 vagas da Assembleia Legislativa em 2026. Fontes ligadas ao Palácio de Despachos e a partidos da base governista afirmam que a movimentação mira uma pré-candidatura pelo PSD.
Segundo interlocutores, a construção do projeto eleitoral avança de forma discreta, porém consolidada. A deputada federal Katarina Feitoza é apontada como peça central na articulação, apostando na dobradinha com o comandante para ampliar sua própria base e reforçar o grupo governista, sobretudo entre eleitores ligados à segurança pública.
Analistas políticos ouvidos reservadamente avaliam que a possível entrada de Ribeiro no pleito pode redesenhar o mapa de votos em regiões onde deputados estaduais já possuem redutos consolidados, especialmente no centro-sul de Sergipe. O principal nome citado como potencialmente afetado é o do deputado Kaká Santos, de Tobias Barreto.
Em Tobias Barreto, onde o coronel mantém relação próxima com a comunidade, a leitura é de que o histórico de presença ostensiva e bons índices de aprovação o credencia a herdar parte do eleitorado de Kaká Santos. O mesmo cenário é projetado para municípios vizinhos, como Poço Verde e Itabaianinha, onde o capital político do comandante também ganha fôlego.
A base corporativa da PMSE é vista como principal trunfo eleitoral. Pela capilaridade da tropa em todo o estado, interlocutores acreditam que o respaldo interno — que inclui familiares de policiais e redes de influência locais — pode transformar a pré-candidatura em forte aposta do PSD para garantir vaga na Assembleia.
Para lideranças políticas, a eventual eleição de Ribeiro representaria não apenas voto garantido à legenda, mas também a chegada de um perfil técnico em segurança pública ao Legislativo. A presença de um oficial experiente no combate à criminalidade é apontada por aliados como resposta às demandas crescentes da população por políticas mais efetivas na área.
Com o calendário eleitoral se aproximando, a articulação tende a sair das conversas reservadas e ganhar espaço público. Até lá, partidos e pré-candidatos recalculam estratégias diante da perspectiva de um novo concorrente considerado competitivo no tabuleiro estadual.
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