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Brasil

CPI do Crime Organizado chamará ministros, cúpula da PF e governadores para depor

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou, na terça-feira (4), o plano de trabalho apresentado pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e deu sinal verde para as primeiras convocações de autoridades envolvidas no combate a facções e milícias no país. Entre os nomes que deverão prestar depoimento estão o ministro da Justiça, […]

07/11/2025 · 16h58 · Atualizado às 19h12
CPI do Crime Organizado chamará ministros, cúpula da PF e governadores para depor

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou, na terça-feira (4), o plano de trabalho apresentado pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e deu sinal verde para as primeiras convocações de autoridades envolvidas no combate a facções e milícias no país.

Entre os nomes que deverão prestar depoimento estão o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski; o ministro da Defesa, José Múcio; o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada; e o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa.

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Governadores e secretários de Segurança Pública de estados mais impactados pelo crime organizado — Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Ceará e Alagoas — também serão convidados. A lista inclui ainda representantes do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul, considerados referências em controle territorial.

Plano em nove frentes

O documento aprovado divide a investigação em nove eixos:

  • territórios dominados por facções e milícias;
  • lavagem de dinheiro e fluxo financeiro;
  • sistema prisional como centro de comando;
  • corrupção ativa e passiva que sustenta cadeias ilegais;
  • rotas de transporte de mercadorias ilícitas, drogas e armas;
  • crimes digitais em rápida expansão;
  • integração entre órgãos de segurança e Forças Armadas, com foco em fronteiras;
  • experiências nacionais e internacionais bem-sucedidas;
  • orçamento e estrutura para fortalecer o combate às organizações criminosas.

Vieira destacou que o crime organizado opera “como estrutura empresarial”, controlando territórios, mercados ilegais, serviços clandestinos e empresas formais usadas para lavagem de dinheiro. Segundo ele, facções como o PCC e milícias já atuam em meios digitais, recorrendo a fintechs, criptomoedas e empresas de fachada, além de infiltração institucional.

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Composição da comissão

A CPI foi proposta por Alessandro Vieira em fevereiro e instalada nesta semana. A presidência está com o senador Fabiano Contarato (PT-ES) e a vice-presidência, com o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Reuniões semanais, oitivas e requisição de dados sigilosos fazem parte do cronograma. O relatório final deverá apresentar propostas legislativas e encaminhamentos a órgãos competentes.

Com informações de FaxAju

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou, na terça-feira (4), o plano de trabalho apresentado pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e deu sinal verde para as primeiras convocações de autoridades envolvidas no combate a facções e milícias no país.

Entre os nomes que deverão prestar depoimento estão o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski; o ministro da Defesa, José Múcio; o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada; e o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa.

Governadores e secretários de Segurança Pública de estados mais impactados pelo crime organizado — Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Ceará e Alagoas — também serão convidados. A lista inclui ainda representantes do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul, considerados referências em controle territorial.

Plano em nove frentes

O documento aprovado divide a investigação em nove eixos:

  • territórios dominados por facções e milícias;
  • lavagem de dinheiro e fluxo financeiro;
  • sistema prisional como centro de comando;
  • corrupção ativa e passiva que sustenta cadeias ilegais;
  • rotas de transporte de mercadorias ilícitas, drogas e armas;
  • crimes digitais em rápida expansão;
  • integração entre órgãos de segurança e Forças Armadas, com foco em fronteiras;
  • experiências nacionais e internacionais bem-sucedidas;
  • orçamento e estrutura para fortalecer o combate às organizações criminosas.

Vieira destacou que o crime organizado opera “como estrutura empresarial”, controlando territórios, mercados ilegais, serviços clandestinos e empresas formais usadas para lavagem de dinheiro. Segundo ele, facções como o PCC e milícias já atuam em meios digitais, recorrendo a fintechs, criptomoedas e empresas de fachada, além de infiltração institucional.

Composição da comissão

A CPI foi proposta por Alessandro Vieira em fevereiro e instalada nesta semana. A presidência está com o senador Fabiano Contarato (PT-ES) e a vice-presidência, com o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Reuniões semanais, oitivas e requisição de dados sigilosos fazem parte do cronograma. O relatório final deverá apresentar propostas legislativas e encaminhamentos a órgãos competentes.

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