O Centro de Referência no Atendimento Infantojuvenil de Sergipe (Crai), unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES) vinculada à Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), celebra neste sábado, 6, três anos de funcionamento, consolidado como modelo para serviços similares no país.
Especializado no acolhimento de crianças e adolescentes de até 18 anos vítimas de violência sexual, o Crai já contabiliza mais de 10 mil atendimentos psicossociais, médicos e periciais desde a inauguração. Somente entre a abertura da unidade e novembro de 2025, foram registrados 2.716 atendimentos médicos.
Ato simbólico e capacitação
Para marcar a data, o Ministério Público de Sergipe (MPSE), o Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT/SE) e o Comitê Estadual de Prevenção e Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes promovem, na próxima terça-feira, 9, às 13h30, um abraço simbólico ao centro. A mobilização ocorrerá na sede do Crai, na MNSL, com a presença de gestores, profissionais, instituições parceiras e representantes do Unicef, que ministrará a capacitação “Escuta Protegida”, alinhada à Lei 13.431/2017.
Estrutura pioneira
Primeiro serviço com essa configuração no Norte e Nordeste, e segundo do Brasil com espaço físico exclusivo, o Crai reúne, em um só ambiente, acolhimento, atendimento médico, psicológico, social e exame pericial, evitando a revitimização causada por deslocamentos a diferentes órgãos.
Avanços e suporte
Entre as melhorias recentes estão a implantação do prontuário eletrônico, a formação completa de peritos médicos e a aquisição de um veículo doado pelo MPT/SE, destinado a ações externas e ao transporte de vítimas.
Funcionamento e acesso
Integrado à Rede de Cuidado e Proteção Social de Sergipe, o centro recebe demandas espontâneas ou encaminhamentos do Conselho Tutelar, delegacias, Ministério Público e serviços de saúde ou educação. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, pelos telefones (79) 3225-8650 e (79) 3225-8654, ou pelo e-mail . Casos de urgência fora desse horário devem ser direcionados às unidades hospitalares de emergência do estado.
A superintendente da MNSL e coordenadora do Crai, Lourivânia Prado, ressalta que o trabalho exige “preparo técnico e sensibilidade”, reforçando que o serviço oferece resolutividade nas dimensões de saúde, social e emocional, conforme a idade e o contexto familiar de cada vítima.
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