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Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
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Economia

Crédito à pessoa física e mercado de trabalho explicam vendas recordes no varejo

A combinação de maior oferta de crédito para pessoas físicas e o nível historicamente baixo da taxa de desemprego explicam o patamar recorde das vendas do comércio varejista, apesar do ambiente de juros elevados, segundo análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

12/03/2026 · 08h55 · Atualizado às 19h12
Crédito à pessoa física e mercado de trabalho explicam vendas recordes no varejo

A combinação de maior oferta de crédito para pessoas físicas e o nível historicamente baixo da taxa de desemprego explicam o patamar recorde das vendas do comércio varejista, apesar do ambiente de juros elevados, segundo análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O comentário foi feito por Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio, com base nos dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo IBGE, no Rio de Janeiro. Em janeiro, o volume de vendas do varejo avançou 0,4% em relação a dezembro, igualando o nível máximo já registrado pela série, alcançado em novembro de 2025.

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O segmento formado por hipermercados, supermercados e estabelecimentos de produtos alimentícios, bebidas e fumo também cresceu 0,4% na passagem de dezembro para janeiro, atingindo o maior patamar de vendas registrado pela pesquisa. Esse grupo tem peso de 55,2% no total do varejo, sendo considerado o principal termômetro do setor.

Emprego e renda em alta

Santos destacou o papel do mercado de trabalho na sustentação do consumo. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE indicam que a massa salarial cresceu 2,9% em janeiro na comparação com dezembro, chegando ao recorde de R$ 370,3 bilhões — que representa o total de rendimentos recebidos pelos trabalhadores.

A taxa de desemprego ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, menor nível já aferido para a série, e o número de pessoas ocupadas chegou a 102,7 milhões, também recorde para o período.

Expansão do crédito

O analista do IBGE observou ainda que a oferta de crédito à pessoa física subiu 1,6% em janeiro ante dezembro, o que contribuiu para manter o consumo em patamar elevado. Esse aumento ocorreu apesar da taxa Selic estar em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006, quando foi de 15,25%.

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Embora os empréstimos para compra de veículos tenham recuado 6,2% no período, o pesquisador afirmou que o crédito destinado a pessoas físicas é o principal componente que alimenta as vendas no comércio e que a alta da Selic não se traduziu em queda imediata desse crédito.

Concorrência e digitalização

A professora de economia do Ibmec-RJ, Gecilda Esteves, atribuiu a continuidade da expansão do crédito para pessoas físicas à maior concorrência entre instituições financeiras e à crescente bancarização. Ela citou a proliferação de fintechs e a digitalização dos serviços financeiros como fatores que ampliam a oferta de recursos.

Gecilda ressaltou também o papel do Open Finance, que permite às instituições acessar históricos financeiros dos clientes, melhorando a avaliação de risco e, assim, facilitando a concessão de crédito.

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Os dados e comentários apresentados pelo IBGE indicam que, por ora, emprego, renda e oferta de crédito têm sustentado o consumo do varejo, levando o setor a registrar níveis recordes de vendas.

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A combinação de maior oferta de crédito para pessoas físicas e o nível historicamente baixo da taxa de desemprego explicam o patamar recorde das vendas do comércio varejista, apesar do ambiente de juros elevados, segundo análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O comentário foi feito por Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio, com base nos dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo IBGE, no Rio de Janeiro. Em janeiro, o volume de vendas do varejo avançou 0,4% em relação a dezembro, igualando o nível máximo já registrado pela série, alcançado em novembro de 2025.

O segmento formado por hipermercados, supermercados e estabelecimentos de produtos alimentícios, bebidas e fumo também cresceu 0,4% na passagem de dezembro para janeiro, atingindo o maior patamar de vendas registrado pela pesquisa. Esse grupo tem peso de 55,2% no total do varejo, sendo considerado o principal termômetro do setor.

Emprego e renda em alta

Santos destacou o papel do mercado de trabalho na sustentação do consumo. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE indicam que a massa salarial cresceu 2,9% em janeiro na comparação com dezembro, chegando ao recorde de R$ 370,3 bilhões — que representa o total de rendimentos recebidos pelos trabalhadores.

A taxa de desemprego ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, menor nível já aferido para a série, e o número de pessoas ocupadas chegou a 102,7 milhões, também recorde para o período.

Expansão do crédito

O analista do IBGE observou ainda que a oferta de crédito à pessoa física subiu 1,6% em janeiro ante dezembro, o que contribuiu para manter o consumo em patamar elevado. Esse aumento ocorreu apesar da taxa Selic estar em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006, quando foi de 15,25%.

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Embora os empréstimos para compra de veículos tenham recuado 6,2% no período, o pesquisador afirmou que o crédito destinado a pessoas físicas é o principal componente que alimenta as vendas no comércio e que a alta da Selic não se traduziu em queda imediata desse crédito.

Concorrência e digitalização

A professora de economia do Ibmec-RJ, Gecilda Esteves, atribuiu a continuidade da expansão do crédito para pessoas físicas à maior concorrência entre instituições financeiras e à crescente bancarização. Ela citou a proliferação de fintechs e a digitalização dos serviços financeiros como fatores que ampliam a oferta de recursos.

Gecilda ressaltou também o papel do Open Finance, que permite às instituições acessar históricos financeiros dos clientes, melhorando a avaliação de risco e, assim, facilitando a concessão de crédito.

Os dados e comentários apresentados pelo IBGE indicam que, por ora, emprego, renda e oferta de crédito têm sustentado o consumo do varejo, levando o setor a registrar níveis recordes de vendas.

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