Daniel Pereira, o Dandan, do SporTV, fez uma reclamação das mais procedentes na transmissão de Vitória e Grêmio, segunda-feira. Segundo a observação feita durante a narração, a camisa do time gaúcho, em tom de azul mais claro, tinha a numeração em dourado praticamente impossível de se enxergar à distância.
O problema ficou mais evidente em uma partida noturna, com iluminação que, conforme apontado durante a transmissão, não ajudou na leitura dos números. Mesmo com o uso de lentes modernas e recursos atuais de captação, a numeração continuou difícil de identificar, situação que afetou tanto o trabalho do narrador quanto a qualidade da imagem para o público em casa.
Para um narrador, que precisa identificar rapidamente jogadores e repassar informações ao público, a falta de contraste entre a camisa e o número é um problema sério. E, para a transmissão televisiva, o impacto pode ser ainda maior: a dificuldade de leitura compromete a clareza das informações que chegam ao torcedor e aumenta a chance de equívocos na identificação em tempo real.
Há críticas previsíveis quando ocorrem trocas de nomes ou equívocos nas informações ao vivo. No caso da camisa em questão, entretanto, nem mesmo a tecnologia de lentes atuais permitiu a leitura exata, segundo foi destacado durante o jogo. A dificuldade coloca em xeque detalhes práticos que interferem diretamente na prestação do serviço por emissoras que pagam valores altos pelos direitos de transmissão.
O episódio mostra que um detalhe aparentemente pequeno — a escolha da cor e do acabamento da numeração — pode ter efeito direto na qualidade da cobertura. Em um mercado onde há grande investimento em transmissão ao vivo, requisitos básicos de visibilidade acabam sendo determinantes para a experiência do público e para a performance das equipes de narração e imagem.
Faça a prova você mesmo: ligue em qualquer canal de notícias ou esporte para perceber como, hoje, em vez de informação, sobram opiniões. A observação foi feita no sentido de chamar atenção para a crescente predominância de comentários sem pesquisa e sem fontes consistentes, o que, combinado com falhas práticas como a da numeração, torna a cobertura menos eficiente.
Tanto no jornalismo como nos programas esportivos, a audiência começa a minguar. Causa e efeito absolutamente naturais, segundo a reflexão feita no ar: excesso de opiniões, carência de dados checados e problemas técnicos evitáveis têm afastado parte do público acostumado a receber informação clara e precisa.

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