Nesta segunda-feira, 18, durante participação no Jornal da Fan, em Aracaju, a delegada da Polícia Civil e pré-candidata Danielle Garcia respondeu a críticas do deputado estadual Marcos Oliveira sobre a atuação da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e defendeu as ações voltadas ao público feminino em Sergipe.
Ao falar com o radialista Narcizo Machado, Danielle contestou os dados apresentados pelo parlamentar, afirmando que eles não refletem a realidade da pasta. Segundo a delegada, a SPM passou por avanço estrutural e aumento orçamentário desde sua criação, alcançando um orçamento de R$ 23 milhões, valor que, segundo ela, demonstra o crescimento da secretaria desde que saiu do zero.
Danielle afirmou também que o deputado não destinou emendas à SPM e classificou os ataques como baseados em inverdades. A pré-candidata ressaltou que, em sua gestão, houve preocupação com a transparência dos números e que é necessário corrigir informações que distorçam a atuação da secretaria junto à sociedade.
Durante a entrevista, a delegada expressou indignação com a circulação de publicações nas redes sociais sobre o tema, descrevendo a difusão de notícias falsas como um desserviço à população. Ela frisou a importância de fiscalização do gasto público e do combate à corrupção, além de enfatizar o objetivo de fazer com que as políticas públicas cheguem às mulheres em situação de risco, com a finalidade de proteger e salvar vidas.
Danielle também afirmou que o trabalho realizado nos últimos três anos levou a sociedade a associar seu nome à pauta feminina. Ela chamou a atenção para os números de violência contra a mulher em Sergipe, mencionando que o estado registrou nove feminicídios consumados e mais de 30 tentativas.
A ex-secretária defendeu que a pauta das mulheres deve figurar entre os temas centrais nas próximas eleições, concordando com a visão apontada por Marcos Oliveira sobre a relevância do assunto no pleito. Ela reiterou o compromisso de atuar contra qualquer forma de violência contra a mulher.

Sobre a dinâmica de gênero, Danielle avaliou que há uma tensão social relacionada à maneira como parte dos homens encara as relações afetivas, citando dificuldades no processo de perda da ideia de posse sobre as mulheres.
Por fim, a delegada afirmou que questões referentes a mulheres, pessoas com deficiência e à comunidade LGBTQIAPN+ ainda demandam maior atenção do poder público. A entrevista também serviu para confirmar publicamente o alinhamento político de Danielle com o senador Alessandro Vieira, após encontro no Iate Clube na sexta-feira, 15.
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