Perda de pelos é natural, mas variações podem indicar problemas como alergias, parasitas ou desequilíbrios hormonais. Aprenda a reconhecer sinais que exigem avaliação veterinária e quando a limpeza doméstica basta.
Quem convive com cães sabe que a presença de pelos pela casa é uma realidade. Embora a perda de pelo seja um processo natural, é importante ficar atento, pois pode ser um indicativo de problemas de saúde.
A queda de pelos nos cães é um fenômeno fisiológico, similar ao que ocorre nos seres humanos. Os pelos passam por um ciclo contínuo de crescimento e renovação. Quando esse ciclo está equilibrado, os pelos que caem são substituídos por novos, mantendo a pelagem saudável.
Não há um número exato de pelos que devem cair diariamente, pois essa variação depende de fatores como raça, idade, tipo de pelagem, alimentação, clima e até mesmo a estação do ano. Raças com pelagem dupla, como o Husky Siberiano, Golden Retriever, Pastor Alemão e Labrador, normalmente apresentam períodos de troca mais intensa na primavera e no outono, aumentando a quantidade de pelos pelo ambiente sem que isso indique um problema de saúde.
A distinção entre a queda de pelo fisiológica e a patológica é crucial. Na troca natural, os pelos caem de maneira uniforme e a pele permanece saudável, sem falhas ou irritações. Porém, se a queda for excessiva, localizada ou acompanhada de outros sintomas, é fundamental procurar ajuda veterinária.
“Quando o tutor percebe áreas sem pelo, lambedura excessiva, coceira, mau cheiro, descamação ou mudanças na pele, o ideal é levar o animal para avaliação veterinária”, explica um veterinário.
Diversas doenças podem levar à queda de pelos em cães. Dermatites alérgicas, alergias alimentares e dermatite causada por picadas de pulgas costumam resultar em coceira intensa e perda de pelos, especialmente nas regiões do dorso, pescoço e cauda. Infecções por fungos e bactérias também podem afetar a saúde da pele. A micose, por exemplo, provoca falhas circulares na pelagem, enquanto infecções bacterianas podem gerar vermelhidão, secreção e odor.
Problemas hormonais, como hipotireoidismo e síndrome de Cushing, também podem alterar o ciclo de crescimento dos pelos, tornando a pelagem mais fina e quebradiça. “Nesses casos, a queda geralmente aparece junto com coceira, falhas localizadas, pele escurecida, oleosidade ou infecções recorrentes”, ressalta o veterinário.
A falta de nutrientes na alimentação é outro fator que pode comprometer a saúde dos pelos e da pele dos cães. Uma dieta desequilibrada, com baixa quantidade de proteínas, vitaminas e ácidos graxos, pode resultar em pelagem opaca e acentuar a queda. Além disso, o estresse é um fator que merece atenção; mudanças na rotina, chegada de novos animais ou pessoas em casa, barulhos intensos e situações de ansiedade podem desencadear a queda de pelos.
O diagnóstico correto depende de uma avaliação veterinária, que considera o padrão da perda, o estado da pele e o histórico do animal. “É importante procurar um veterinário rapidamente quando a queda é intensa ou surgem outros sinais como coceira forte, feridas ou alterações gerais”, recomenda o veterinário.
Embora nem toda queda de pelos possa ser evitada, alguns cuidados ajudam a manter a saúde da pele e da pelagem, como escovação regular, alimentação de qualidade, controle de pulgas e carrapatos, banhos adequados e acompanhamento veterinário.
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