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Economia

Desemprego de longa duração cai 21,7% e atinge menor nível desde 2012, diz IBGE

O número de pessoas que buscam emprego há dois anos ou mais recuou 21,7% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a...

14/05/2026 · 16h26 · Atualizado às 13h06
Desemprego de longa duração cai 21,7% e atinge menor nível desde 2012, diz IBGE

O número de pessoas que buscam emprego há dois anos ou mais recuou 21,7% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 14 de maio de 2026, esse grupo passou a somar 1,089 milhão de pessoas — o menor registro desde o início da série histórica em 2012.

Em comparação, no primeiro trimestre de 2025 havia quase 1,4 milhão de pessoas nessa condição. O maior patamar ocorreu em 2021, ano marcado pela pandemia de covid-19, quando o contingente chegou a 3,5 milhões.

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Redução também em outras faixas de duração

A pesquisa mostra queda em outras faixas de tempo de procura por trabalho. Entre aqueles que procuram vaga por mais de um mês e menos de um ano, o total foi de 3,380 milhões, queda de 9,9% frente ao primeiro trimestre de 2025. Na faixa de mais de um ano e menos de dois anos havia 718 mil pessoas, redução de 9% na mesma comparação. Os maiores volumes nessas duas faixas também foram registrados em 2021 — 7 milhões e 2,6 milhões, respectivamente.

A única categoria que não atingiu recorde mínimo foi a de procura por menos de um mês: de janeiro a março de 2026 o país tinha quase 1,4 milhão de pessoas nessa situação, valor 14,7% abaixo do observado em 2025, mas superior ao nível de 2014 (1,016 milhão).

O total de desocupados estimado pela Pnad no período foi de 6,6 milhões, distribuído conforme o tempo de busca por trabalho: menos de um mês (21,2%); um mês a menos de um ano (51,4%); um ano a menos de dois anos (10,9%); e dois anos ou mais (16,5%).

Interpretação do IBGE

O analista responsável pela pesquisa, William Kratochwill, relacionou os recuos nas durações de procura ao dinamismo do mercado de trabalho, observando que as pessoas estão levando menos tempo para se recolocar. Ele também salientou que a melhora nas estatísticas não implica necessariamente aumento da qualidade dos postos encontrados e descartou que a redução da procura de longa duração decorra do desalento, apontando persistência nas contratações e na manutenção de empregos.

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Outro fator assinalado pelo pesquisador foi o crescimento do trabalho por conta própria: a Pnad indica 25,9 milhões de trabalhadores por conta própria no primeiro trimestre de 2026, representando 25,5% da população ocupada — ante 20,1 milhões na mesma etapa de 2012.

A Pnad cobre pessoas de 14 anos ou mais e inclui todas as formas de ocupação. Pelo critério do IBGE, é considerada desocupada a pessoa que procurou trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa, realizada em 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. Em comunicado anterior, no fim de abril, o IBGE informou que a taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2026 ficou em 6,1%, a mais baixa da série histórica.

As informações constam da pesquisa publicada pelo IBGE em 14 de maio de 2026.

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O número de pessoas que buscam emprego há dois anos ou mais recuou 21,7% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 14 de maio de 2026, esse grupo passou a somar 1,089 milhão de pessoas — o menor registro desde o início da série histórica em 2012.

Em comparação, no primeiro trimestre de 2025 havia quase 1,4 milhão de pessoas nessa condição. O maior patamar ocorreu em 2021, ano marcado pela pandemia de covid-19, quando o contingente chegou a 3,5 milhões.

Redução também em outras faixas de duração

A pesquisa mostra queda em outras faixas de tempo de procura por trabalho. Entre aqueles que procuram vaga por mais de um mês e menos de um ano, o total foi de 3,380 milhões, queda de 9,9% frente ao primeiro trimestre de 2025. Na faixa de mais de um ano e menos de dois anos havia 718 mil pessoas, redução de 9% na mesma comparação. Os maiores volumes nessas duas faixas também foram registrados em 2021 — 7 milhões e 2,6 milhões, respectivamente.

A única categoria que não atingiu recorde mínimo foi a de procura por menos de um mês: de janeiro a março de 2026 o país tinha quase 1,4 milhão de pessoas nessa situação, valor 14,7% abaixo do observado em 2025, mas superior ao nível de 2014 (1,016 milhão).

O total de desocupados estimado pela Pnad no período foi de 6,6 milhões, distribuído conforme o tempo de busca por trabalho: menos de um mês (21,2%); um mês a menos de um ano (51,4%); um ano a menos de dois anos (10,9%); e dois anos ou mais (16,5%).

Interpretação do IBGE

O analista responsável pela pesquisa, William Kratochwill, relacionou os recuos nas durações de procura ao dinamismo do mercado de trabalho, observando que as pessoas estão levando menos tempo para se recolocar. Ele também salientou que a melhora nas estatísticas não implica necessariamente aumento da qualidade dos postos encontrados e descartou que a redução da procura de longa duração decorra do desalento, apontando persistência nas contratações e na manutenção de empregos.

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Outro fator assinalado pelo pesquisador foi o crescimento do trabalho por conta própria: a Pnad indica 25,9 milhões de trabalhadores por conta própria no primeiro trimestre de 2026, representando 25,5% da população ocupada — ante 20,1 milhões na mesma etapa de 2012.

A Pnad cobre pessoas de 14 anos ou mais e inclui todas as formas de ocupação. Pelo critério do IBGE, é considerada desocupada a pessoa que procurou trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa, realizada em 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. Em comunicado anterior, no fim de abril, o IBGE informou que a taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2026 ficou em 6,1%, a mais baixa da série histórica.

As informações constam da pesquisa publicada pelo IBGE em 14 de maio de 2026.

 

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