Números divulgados pela Receita Federal revelam que profissionais brancos acumulam cerca de três vezes mais riqueza do que pretos nas mesmas profissões. A análise, realizada pelo Poder360, considerou as 10 atividades com maior patrimônio médio em 2025.
No detalhamento, os dados mostram que os brancos possuem um patrimônio médio de R$ 23,6 milhões, enquanto os pretos acumulam apenas R$ 7,9 milhões. Além disso, os pardos têm um patrimônio médio de R$ 13,2 milhões, e os indígenas, R$ 4,4 milhões.
As profissões que mais contribuem para essa discrepância incluem titulares de cartórios, membros do Judiciário e do Ministério Público, diplomatas, dirigentes de empresas, atletas, produtores agropecuários, além de funcionários de carreira de instituições como o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários e a Superintendência de Seguros Privados, médicos e atores ou diretores.
A nova ferramenta da Receita Federal, lançada em julho de 2026, utiliza declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física entregues em 2026, que se referem aos exercícios do ano anterior. A plataforma permite ainda filtrar e comparar dados por gênero, estado, município e etnia, oferecendo uma análise mais detalhada das desigualdades econômicas presentes no país.
Esses dados refletem a necessidade urgente de políticas públicas que abordem as desigualdades raciais e econômicas, promovendo uma maior equidade entre as diferentes etnias que compõem a sociedade brasileira. A partir deste levantamento, é possível observar como a cor da pele ainda exerce um impacto significativo na acumulação de riqueza, mesmo em profissões que deveriam oferecer oportunidades iguais.
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