A Diocese de Jundiaí, no interior de São Paulo, confirmou por meio de nota pastoral a excomunhão do padre Rodrigo de Oliveira da Silva. A decisão foi motivada pela adesão formal do sacerdote à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), grupo considerado em situação de cisma pela Igreja Católica.
O cisma foi agravado pela ordenação episcopal de quatro presbíteros sem mandato papal, ocorrida em julho de 2026. O documento, assinado pelo bispo Dom Arnaldo Carvalheiro Neto, classifica os atos ministeriais do padre como ilícitos e declara nulos os sacramentos por ele celebrados, como confissões e casamentos.
A Diocese alertou ainda que fiéis que se unirem formalmente à FSSPX ou participarem de suas atividades podem incorrer em pena de cisma e excomunhão, recomendando que a comunidade católica se afaste de iniciativas ligadas ao grupo.
O caso não é isolado. A Arquidiocese de Brasília adotou medida semelhante contra o padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, que atuava na Capela Santo Atanásio, em Ceilândia, com os sacramentos igualmente declarados inválidos.
Em âmbito internacional, as ordenações episcopais realizadas em Ecône, na Suíça, em 1º de julho de 2026, resultaram na excomunhão automática dos bispos consagrantes e dos quatro ordenados, com desdobramentos para religiosos de diversos países alinhados à posição do grupo.
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