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Economia

Dólar fecha a R$ 5,06 e bolsa recua em dia marcado por tensão externa e ruído político

O dólar retomou alta e encerrou a sexta-feira (15) acima de R$ 5, alcançando o maior patamar em um mês, enquanto o principal índice da bolsa...

16/05/2026 · 09h42
Dólar fecha a R$ 5,06 e bolsa recua em dia marcado por tensão externa e ruído político

O dólar retomou alta e encerrou a sexta-feira (15) acima de R$ 5, alcançando o maior patamar em um mês, enquanto o principal índice da bolsa brasileira fechou em queda numa sessão afetada por fatores externos e incertezas políticas domésticas.

A moeda dos EUA foi negociada no fechamento a R$ 5,067, avanço de R$ 0,081 (+1,63%). Ao longo do dia, a cotação chegou a R$ 5,08 por volta das 13h antes de moderar a alta à tarde. No acumulado da semana, o dólar subiu 3,48%; em 2026, permanece em baixa de 7,70%. Trata-se do maior valor registrado desde 8 de abril, quando a divisa fechou a R$ 5,10.

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O mercado acionário também apresentou desempenho negativo. O índice Ibovespa, da B3, encerrou o pregão a 177.284 pontos, queda de 0,61%. Durante a manhã o indicador chegou a recuar mais de 1%, mas limitou parte das perdas ao longo do dia com suporte de ações da Petrobras.

Fatores externos

Entre os fatores que pressionaram ativos globais, os investidores reagiram à escalada do conflito no Oriente Médio e à pressão inflacionária internacional, que elevou expectativas de alta de juros em diferentes economias. O movimento ganhou força após uma forte alta nas taxas dos títulos públicos do Japão durante a madrugada: os papéis de dez anos alcançaram 2,37% — maior nível desde 1999 — e os de 30 anos ultrapassaram 4%. A aceleração da inflação ao produtor no Japão para 4,9% em abril contribuiu para esse ajuste.

Com a perspectiva de aumento de juros no Japão, parte das operações de carry trade foi desfeita, reduzindo fluxos para mercados emergentes e fortalecendo o dólar. No plano internacional, investidores também passaram a precificar maior probabilidade de elevações de juros pelo Federal Reserve diante da persistência da inflação global.

Ruído político doméstico

No Brasil, o mercado acompanhou desdobramentos relacionados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao banqueiro Daniel Vorcaro, que aumentaram a percepção de incerteza política e levaram a uma busca maior por proteção em dólar. Além disso, reportagem do site Intercept Brasil sobre o deputado cassado Eduardo Bolsonaro e o Banco Master também influenciou o sentimento dos investidores.

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Mercado internacional e petróleo

Em Nova York, o S&P 500 caiu 1,23%, em meio à preocupação de que taxas de juros mais altas possam permanecer por mais tempo. Os preços do petróleo subiram com força: o barril Brent avançou 3,35%, a US$ 109,26, e o WTI subiu 4,2%, a US$ 105,42. A elevação dos preços respondeu ao aumento das tensões no Golfo e a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre seu limite de paciência com o Irã, enquanto o chanceler iraniano Abbas Araqchi declarou falta de confiança em negociações com Washington.

O prolongamento das hostilidades na região do Golfo Pérsico manteve a preocupação com impacto inflacionário e maior volatilidade nos mercados financeiros.

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Com informações de Agência Brasil

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O dólar retomou alta e encerrou a sexta-feira (15) acima de R$ 5, alcançando o maior patamar em um mês, enquanto o principal índice da bolsa brasileira fechou em queda numa sessão afetada por fatores externos e incertezas políticas domésticas.

A moeda dos EUA foi negociada no fechamento a R$ 5,067, avanço de R$ 0,081 (+1,63%). Ao longo do dia, a cotação chegou a R$ 5,08 por volta das 13h antes de moderar a alta à tarde. No acumulado da semana, o dólar subiu 3,48%; em 2026, permanece em baixa de 7,70%. Trata-se do maior valor registrado desde 8 de abril, quando a divisa fechou a R$ 5,10.

O mercado acionário também apresentou desempenho negativo. O índice Ibovespa, da B3, encerrou o pregão a 177.284 pontos, queda de 0,61%. Durante a manhã o indicador chegou a recuar mais de 1%, mas limitou parte das perdas ao longo do dia com suporte de ações da Petrobras.

Fatores externos

Entre os fatores que pressionaram ativos globais, os investidores reagiram à escalada do conflito no Oriente Médio e à pressão inflacionária internacional, que elevou expectativas de alta de juros em diferentes economias. O movimento ganhou força após uma forte alta nas taxas dos títulos públicos do Japão durante a madrugada: os papéis de dez anos alcançaram 2,37% — maior nível desde 1999 — e os de 30 anos ultrapassaram 4%. A aceleração da inflação ao produtor no Japão para 4,9% em abril contribuiu para esse ajuste.

Com a perspectiva de aumento de juros no Japão, parte das operações de carry trade foi desfeita, reduzindo fluxos para mercados emergentes e fortalecendo o dólar. No plano internacional, investidores também passaram a precificar maior probabilidade de elevações de juros pelo Federal Reserve diante da persistência da inflação global.

Ruído político doméstico

No Brasil, o mercado acompanhou desdobramentos relacionados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao banqueiro Daniel Vorcaro, que aumentaram a percepção de incerteza política e levaram a uma busca maior por proteção em dólar. Além disso, reportagem do site Intercept Brasil sobre o deputado cassado Eduardo Bolsonaro e o Banco Master também influenciou o sentimento dos investidores.

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Mercado internacional e petróleo

Em Nova York, o S&P 500 caiu 1,23%, em meio à preocupação de que taxas de juros mais altas possam permanecer por mais tempo. Os preços do petróleo subiram com força: o barril Brent avançou 3,35%, a US$ 109,26, e o WTI subiu 4,2%, a US$ 105,42. A elevação dos preços respondeu ao aumento das tensões no Golfo e a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre seu limite de paciência com o Irã, enquanto o chanceler iraniano Abbas Araqchi declarou falta de confiança em negociações com Washington.

O prolongamento das hostilidades na região do Golfo Pérsico manteve a preocupação com impacto inflacionário e maior volatilidade nos mercados financeiros.

Com informações de Agência Brasil

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