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E LÁ SE VAI UM “PISTOLEIRO”.

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E LÁ SE VAI UM “PISTOLEIRO”.

Publicidade Foi sepultado hoje, 16 de dezembro, o meu professor de Química, do Ensino Médio do Colégio Estadual Murilo Braga, em 1980, Antônio da Costa Lima, o Tuíca. Professor meu, e de centenas, talvez na casa do milhar, do aguerrido Curso Científico do grande templo de ensino e transformações itabaianense.Tuíca lecionou no Colégio, justo no […]

16/12/2024 · 20h18
E LÁ SE VAI UM “PISTOLEIRO”.

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Tuica1
O professor Tuíca, o “pistoleiro” (que nunca matou nem uma mosca) em dois momentos:
Adolescente no baile de debutante de Helenilde dos Santos (filha de Heleno da Padaria), expressando a sua timidez;
E há uns três anos, recebendo a visita de um tiete, o ex-aluno, amigo e médico, o Dr. Rômulo Oliveira.

Foi sepultado hoje, 16 de dezembro, o meu professor de Química, do Ensino Médio do Colégio Estadual Murilo Braga, em 1980, Antônio da Costa Lima, o Tuíca. Professor meu, e de centenas, talvez na casa do milhar, do aguerrido Curso Científico do grande templo de ensino e transformações itabaianense.
Tuíca lecionou no Colégio, justo no seu tempo mais glorioso, das décadas de 1970 e 1980, quando chegou a ser mais populoso que um terço dos municípios de Sergipe, da mesma época.
Mas a história que conto aqui, e que envolve o meu agora saudoso e icônico professor, em verdade, repasso, porque me foi contada, ainda fresquinha, por Benjamin José de Oliveira, o saudoso Beijo de Bibi, logo depois de deixar o setor municipal de transportes, na metade do primeiro mandato de prefeito de Luciano Bispo, em 1990.
Antes, algumas informações adicionais.
Em 1983, depois de perder a primeira eleição para João Germano da Trindade, o saudoso boiadeiro João da Véia, em 15 de novembro de 1982, o hoje deputado estadual Luciano Bispo caiu em campo, estimulado pelo clima político da época.
Em 1984, o grupo liderado por Francisco Teles de Mendonça sofria cada vez mais empecilhos junto ao Governo João Alves, de quem fora a espoleta da sua eleição em 1982, o que o tornava mais pressionado, porque se achando, de certa forma traído.(*)
A reportagem da Revista Veja, de número 870, de 8 de maio de 1985, intitulada “Parceria Roubada” (p.108), (1) acusando o governo de João Alves Filho de desvios foi a gota d’água nessa cada vez mais conflituosa relação: Chico de Miguel (Francisco Teles de Mendonça) faltou a paciência e rompeu com João Alves Filho. De fato, oficializou. E aí, a oposição no município começou a nadar de braçada, rumo à vitória em 15 de novembro de 1988.
Toda a máquina do Estado, e em todos os setores, antes divididos com o grupo de Francisco Teles de Mendonça, passou integralmente ao comando da oposição.
E aumentaram as provocações. E aqui voltamos ao principal da história.
Em 1986, de posse de uma máquina patroladeira, o então candidato Luciano Bispo resolveu consertar uma estrada vicinal no povoado Pé do Veado. Domínio exclusivo do Executivo Municipal. Ao começar a máquina a trabalhar, os olhos e ouvidos de Chico o informaram, e este foi tirar a história a limpo.
Beijo, estava de motorista oficial de Luciano Bispo, estacionado logo atrás do “canteiro de obras”, com Luciano Bispo no banco do carona.
No banco de trás, usando óculos escuros, compondo com o bigodaço que sempre ostentou, o professor Antônio da Costa Lima, Tuíca. À época, ar-condicionado automotivo era uma raridade e todas as janelas do Corcel II estavam abertas.
De repente, o carro com Chico de Miguel para atrás do carro de Luciano Bispo. Lentamente Chico desce e segue em direção a Luciano, baixando levemente a cabeça para olhar nos olhos do “infrator”. Em seguida, a ordem: “Olhe, moço: se o senhor quiser mandar no município, primeiro ganhe a eleição, porque, enquanto eu mandar, quem faz ou deixa de fazer obras sou eu”. E emendou: “O meu prefeito”.
Os três super apreensivos.
Tinha gente branco, sem uma gota de sangue; ele, Beijo, moreno, disse que ficou cinza… e aí, descobriram, melhor redescobriram Tuíca, sentado no banco traseiro, imóvel. Petrificado.
Ao perceber-lhe, e sem o reconhecer, Chico assim se dirigiu ao professor: “E você, seu pistoleirozinho de merda, esse bigode eu arranco de facão”.
Segundo Beijo, ninguém sabe se houve maiores consequências com Tuíca.
Provocação consumada, trator e gestor deixaram a estrada revirada e se mandaram.
Minha singela homenagem ao grande professor de muitos, emblemático do Velho Murilo Braga, de quem sempre lembrarei recoradando momentos hilários, ou alegres, como esse.
Descanse em paz!

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(*) De fato, em 1982, Francisco Teles de Mendonça impôs o nome do engenheiro João Alves Filho ao então governador e presidente nacional do partido, Augusto do Prado Franco, para o suceder.

(1) Esclarecendo que a reportagem versava sobre problemas no governo; com a distribuição de trigo doado pela Canadá. E não em realação a Chico ou Itabaiana.

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O professor Tuíca, o “pistoleiro” (que nunca matou nem uma mosca) em dois momentos:
Adolescente no baile de debutante de Helenilde dos Santos (filha de Heleno da Padaria), expressando a sua timidez;
E há uns três anos, recebendo a visita de um tiete, o ex-aluno, amigo e médico, o Dr. Rômulo Oliveira.

Foi sepultado hoje, 16 de dezembro, o meu professor de Química, do Ensino Médio do Colégio Estadual Murilo Braga, em 1980, Antônio da Costa Lima, o Tuíca. Professor meu, e de centenas, talvez na casa do milhar, do aguerrido Curso Científico do grande templo de ensino e transformações itabaianense.
Tuíca lecionou no Colégio, justo no seu tempo mais glorioso, das décadas de 1970 e 1980, quando chegou a ser mais populoso que um terço dos municípios de Sergipe, da mesma época.
Mas a história que conto aqui, e que envolve o meu agora saudoso e icônico professor, em verdade, repasso, porque me foi contada, ainda fresquinha, por Benjamin José de Oliveira, o saudoso Beijo de Bibi, logo depois de deixar o setor municipal de transportes, na metade do primeiro mandato de prefeito de Luciano Bispo, em 1990.
Antes, algumas informações adicionais.
Em 1983, depois de perder a primeira eleição para João Germano da Trindade, o saudoso boiadeiro João da Véia, em 15 de novembro de 1982, o hoje deputado estadual Luciano Bispo caiu em campo, estimulado pelo clima político da época.
Em 1984, o grupo liderado por Francisco Teles de Mendonça sofria cada vez mais empecilhos junto ao Governo João Alves, de quem fora a espoleta da sua eleição em 1982, o que o tornava mais pressionado, porque se achando, de certa forma traído.(*)
A reportagem da Revista Veja, de número 870, de 8 de maio de 1985, intitulada “Parceria Roubada” (p.108), (1) acusando o governo de João Alves Filho de desvios foi a gota d’água nessa cada vez mais conflituosa relação: Chico de Miguel (Francisco Teles de Mendonça) faltou a paciência e rompeu com João Alves Filho. De fato, oficializou. E aí, a oposição no município começou a nadar de braçada, rumo à vitória em 15 de novembro de 1988.
Toda a máquina do Estado, e em todos os setores, antes divididos com o grupo de Francisco Teles de Mendonça, passou integralmente ao comando da oposição.
E aumentaram as provocações. E aqui voltamos ao principal da história.
Em 1986, de posse de uma máquina patroladeira, o então candidato Luciano Bispo resolveu consertar uma estrada vicinal no povoado Pé do Veado. Domínio exclusivo do Executivo Municipal. Ao começar a máquina a trabalhar, os olhos e ouvidos de Chico o informaram, e este foi tirar a história a limpo.
Beijo, estava de motorista oficial de Luciano Bispo, estacionado logo atrás do “canteiro de obras”, com Luciano Bispo no banco do carona.
No banco de trás, usando óculos escuros, compondo com o bigodaço que sempre ostentou, o professor Antônio da Costa Lima, Tuíca. À época, ar-condicionado automotivo era uma raridade e todas as janelas do Corcel II estavam abertas.
De repente, o carro com Chico de Miguel para atrás do carro de Luciano Bispo. Lentamente Chico desce e segue em direção a Luciano, baixando levemente a cabeça para olhar nos olhos do “infrator”. Em seguida, a ordem: “Olhe, moço: se o senhor quiser mandar no município, primeiro ganhe a eleição, porque, enquanto eu mandar, quem faz ou deixa de fazer obras sou eu”. E emendou: “O meu prefeito”.
Os três super apreensivos.
Tinha gente branco, sem uma gota de sangue; ele, Beijo, moreno, disse que ficou cinza… e aí, descobriram, melhor redescobriram Tuíca, sentado no banco traseiro, imóvel. Petrificado.
Ao perceber-lhe, e sem o reconhecer, Chico assim se dirigiu ao professor: “E você, seu pistoleirozinho de merda, esse bigode eu arranco de facão”.
Segundo Beijo, ninguém sabe se houve maiores consequências com Tuíca.
Provocação consumada, trator e gestor deixaram a estrada revirada e se mandaram.
Minha singela homenagem ao grande professor de muitos, emblemático do Velho Murilo Braga, de quem sempre lembrarei recoradando momentos hilários, ou alegres, como esse.
Descanse em paz!

(*) De fato, em 1982, Francisco Teles de Mendonça impôs o nome do engenheiro João Alves Filho ao então governador e presidente nacional do partido, Augusto do Prado Franco, para o suceder.

(1) Esclarecendo que a reportagem versava sobre problemas no governo; com a distribuição de trigo doado pela Canadá. E não em realação a Chico ou Itabaiana.

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