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El Niño pode encarecer energia elétrica e prejudicar agricultura em 2027

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El Niño pode encarecer energia elétrica e prejudicar agricultura em 2027

El Niño deve impactar tarifas de energia elétrica em 2027, diz especialista.

21/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h12
El Niño pode encarecer energia elétrica e prejudicar agricultura em 2027

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Fenômeno climático ameaça reservatórios de hidroelétricas e eleva consumo de energia. Especialista alerta para impactos no bolso dos brasileiros e na produção agrícola.

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O fenômeno El Niño deverá impactar significativamente o setor energético brasileiro, com potencial para encarecer as tarifas de energia elétrica em 2027. A combinação entre a redução do regime de chuvas, que afeta os reservatórios das hidroelétricas, e o aumento do consumo de eletricidade devido às temperaturas mais elevadas cria um cenário de pressão sobre o sistema elétrico nacional.

David Zylbersztajn, colunista do CNN Infra, explicou que o fenômeno traz desequilíbrios em diversas frentes. Além do setor elétrico, a produção agrícola também poderá ser afetada, o que geraria reflexos sobre a oferta de biocombustíveis — componente relevante da matriz energética brasileira.

“Os biocombustíveis têm uma participação extremamente importante na nossa matriz energética e foram, inclusive, uma das âncoras que permitiu que o Brasil não tivesse tantos aumentos nos combustíveis como no resto do mundo”, afirmou.

Sobre a eletricidade, Zylbersztajn destacou que as hidroelétricas funcionam como a principal “bateria” de energia do país, e as bacias hidrográficas da região Centro-Oeste, responsáveis pelo maior volume de acumulação, poderão ser bastante afetadas pelo El Niño. Atualmente, os reservatórios estão em níveis adequados, mas sem folga suficiente para suportar uma redução significativa no regime de chuvas.

“A gente já teve situações muito piores em El Niños anteriores”, ponderou, acrescentando que as previsões meteorológicas apontam para um fenômeno de grande intensidade.

O especialista também ressaltou que o aumento das temperaturas médias eleva atipicamente o consumo de eletricidade, puxado principalmente pelo uso de ar-condicionado, cada vez mais presente em residências, restaurantes e escritórios. Esse fator, combinado à menor disponibilidade de energia hidroelétrica, pode obrigar o acionamento das usinas termelétricas, que utilizam combustíveis fósseis e geram energia a um custo mais elevado.

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“Você pode ter menos hidroelétrica disponível, que é a energia em princípio mais barata, e ter que acionar as termoelétricas, que é uma energia mais cara”, explicou.

Zylbersztajn avaliou que o impacto sobre as tarifas não deve ser imediato, mas representa um risco concreto para 2027.

“Não se espera uma explosão nos preços, mas é uma tendência, sim, de aumento dos preços da energia elétrica, por conta, principalmente, dessa imprevisibilidade”, disse.

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Ele comparou as usinas termelétricas a um seguro:

“A gente paga um seguro para não ter a falta. O mundo ideal é o seguro que você não usa, mas tem um custo para você ter uma garantia de um futuro incerto.”

Outro fator de risco apontado pelo especialista é a possibilidade de incêndios provocados pela seca afetarem as linhas de transmissão de energia. Zylbersztajn lembrou que o Brasil é um dos países mais integrados do mundo em termos de infraestrutura de transmissão elétrica, o que torna o sistema vulnerável a esse tipo de ocorrência.

“É mais uma camada de risco que a gente tem aí e que tem que ter muito cuidado, muita prevenção e, principalmente, modos de combater eventuais acidentes como esse”, concluiu.

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O fenômeno El Niño deverá impactar significativamente o setor energético brasileiro, com potencial para encarecer as tarifas de energia elétrica em 2027. A combinação entre a redução do regime de chuvas, que afeta os reservatórios das hidroelétricas, e o aumento do consumo de eletricidade devido às temperaturas mais elevadas cria um cenário de pressão sobre o sistema elétrico nacional.

David Zylbersztajn, colunista do CNN Infra, explicou que o fenômeno traz desequilíbrios em diversas frentes. Além do setor elétrico, a produção agrícola também poderá ser afetada, o que geraria reflexos sobre a oferta de biocombustíveis — componente relevante da matriz energética brasileira.

“Os biocombustíveis têm uma participação extremamente importante na nossa matriz energética e foram, inclusive, uma das âncoras que permitiu que o Brasil não tivesse tantos aumentos nos combustíveis como no resto do mundo”, afirmou.

Sobre a eletricidade, Zylbersztajn destacou que as hidroelétricas funcionam como a principal “bateria” de energia do país, e as bacias hidrográficas da região Centro-Oeste, responsáveis pelo maior volume de acumulação, poderão ser bastante afetadas pelo El Niño. Atualmente, os reservatórios estão em níveis adequados, mas sem folga suficiente para suportar uma redução significativa no regime de chuvas.

“A gente já teve situações muito piores em El Niños anteriores”, ponderou, acrescentando que as previsões meteorológicas apontam para um fenômeno de grande intensidade.

O especialista também ressaltou que o aumento das temperaturas médias eleva atipicamente o consumo de eletricidade, puxado principalmente pelo uso de ar-condicionado, cada vez mais presente em residências, restaurantes e escritórios. Esse fator, combinado à menor disponibilidade de energia hidroelétrica, pode obrigar o acionamento das usinas termelétricas, que utilizam combustíveis fósseis e geram energia a um custo mais elevado.

“Você pode ter menos hidroelétrica disponível, que é a energia em princípio mais barata, e ter que acionar as termoelétricas, que é uma energia mais cara”, explicou.

Zylbersztajn avaliou que o impacto sobre as tarifas não deve ser imediato, mas representa um risco concreto para 2027.

“Não se espera uma explosão nos preços, mas é uma tendência, sim, de aumento dos preços da energia elétrica, por conta, principalmente, dessa imprevisibilidade”, disse.

Ele comparou as usinas termelétricas a um seguro:

“A gente paga um seguro para não ter a falta. O mundo ideal é o seguro que você não usa, mas tem um custo para você ter uma garantia de um futuro incerto.”

Outro fator de risco apontado pelo especialista é a possibilidade de incêndios provocados pela seca afetarem as linhas de transmissão de energia. Zylbersztajn lembrou que o Brasil é um dos países mais integrados do mundo em termos de infraestrutura de transmissão elétrica, o que torna o sistema vulnerável a esse tipo de ocorrência.

“É mais uma camada de risco que a gente tem aí e que tem que ter muito cuidado, muita prevenção e, principalmente, modos de combater eventuais acidentes como esse”, concluiu.

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