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Erro bilionário expõe fragilidades do Grupo Mateus e gera derrocada de ações na bolsa

A varejista do Norte-e-Nordeste, Grupo Mateus (ticker GMAT3), revelou um erro contábil de grande porte ao comunicar que havia superestimado seus estoques relativos a dezembro de 2024 — de aproximadamente R$ 6,047 bilhões para R$ 4,939 bilhões, ou seja, uma redução de cerca de R$ 1,107 bilhão. Além dessa correção, o valor de investimentos contabilizados pela controladora precisou ser ajustado em cerca de R$ 694,7 milhões.

21/11/2025 · 18h34 · Atualizado às 19h04
Erro bilionário expõe fragilidades do Grupo Mateus e gera derrocada de ações na bolsa

Superavaliação de R$ 1,1 bilhão em estoques provoca revisão contábil, corrige patrimônio e derruba o valor de mercado da varejista em mais de R$ 2 bilhões.

A varejista do Norte-e-Nordeste, Grupo Mateus (ticker GMAT3), revelou um erro contábil de grande porte ao comunicar que havia superestimado seus estoques relativos a dezembro de 2024 — de aproximadamente R$ 6,047 bilhões para R$ 4,939 bilhões, ou seja, uma redução de cerca de R$ 1,107 bilhão.
Além dessa correção, o valor de investimentos contabilizados pela controladora precisou ser ajustado em cerca de R$ 694,7 milhões.

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O impacto no mercado foi imediato: as ações caíram mais de 16% nos últimos cinco dias, segundo estimativas — com perda de valor de mercado próxima de R$ 2,5 bilhões.

Apesar da empresa afirmar que o erro não afetou o caixa nem a estrutura de dívidas — sendo “apenas contábil” —, os analistas apontam para fragilidades graves em seu controle de estoque e governança corporativa.

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Histórico: auditoria realizada pela Grant Thornton já havia identificado, em 2020-21, 42 deficiências moderadas relativas ao controle de estoques — alerta que agora volta a ganhar evidência.

Por que o erro ocorreu (ou ao menos onde apontam os especialistas):

  • Erros no cálculo dos impostos de entrada, como PIS/COFINS ou ICMS, que afetam diretamente o custo das mercadorias vendidas (CMV).
  • Tratamento impróprio das bonificações de fornecedores — mercadorias recebidas ou valores adicionais que impactam o custo médio dos estoques.
  • Expansão acelerada da rede de lojas sem que os controles operacionais acompanhassem, com relatos de inventários espaçados, uso de amostragem para checagem de estoques e falhas em processos de descarregamento ou codificação de produtos.

Consequências:

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  • O balanço do 3T25 foi considerado “poluído” por analistas, o que cria incertezas sobre a lucratividade e previsibilidade futura da companhia.
  • A confiança dos investidores parece abalada: o problema ultrapassa o impacto numérico imediato e toca na credibilidade da empresa e de seu modelo de expansão.
  • Para quem analisa o setor de varejo, o episódio destaca a importância de controles rígidos de estoque e transparência contábil — especialmente em redes com grande capilaridade.

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Superavaliação de R$ 1,1 bilhão em estoques provoca revisão contábil, corrige patrimônio e derruba o valor de mercado da varejista em mais de R$ 2 bilhões.

A varejista do Norte-e-Nordeste, Grupo Mateus (ticker GMAT3), revelou um erro contábil de grande porte ao comunicar que havia superestimado seus estoques relativos a dezembro de 2024 — de aproximadamente R$ 6,047 bilhões para R$ 4,939 bilhões, ou seja, uma redução de cerca de R$ 1,107 bilhão.
Além dessa correção, o valor de investimentos contabilizados pela controladora precisou ser ajustado em cerca de R$ 694,7 milhões.

O impacto no mercado foi imediato: as ações caíram mais de 16% nos últimos cinco dias, segundo estimativas — com perda de valor de mercado próxima de R$ 2,5 bilhões.

Apesar da empresa afirmar que o erro não afetou o caixa nem a estrutura de dívidas — sendo “apenas contábil” —, os analistas apontam para fragilidades graves em seu controle de estoque e governança corporativa.

Histórico: auditoria realizada pela Grant Thornton já havia identificado, em 2020-21, 42 deficiências moderadas relativas ao controle de estoques — alerta que agora volta a ganhar evidência.

Por que o erro ocorreu (ou ao menos onde apontam os especialistas):

  • Erros no cálculo dos impostos de entrada, como PIS/COFINS ou ICMS, que afetam diretamente o custo das mercadorias vendidas (CMV).
  • Tratamento impróprio das bonificações de fornecedores — mercadorias recebidas ou valores adicionais que impactam o custo médio dos estoques.
  • Expansão acelerada da rede de lojas sem que os controles operacionais acompanhassem, com relatos de inventários espaçados, uso de amostragem para checagem de estoques e falhas em processos de descarregamento ou codificação de produtos.

Consequências:

  • O balanço do 3T25 foi considerado “poluído” por analistas, o que cria incertezas sobre a lucratividade e previsibilidade futura da companhia.
  • A confiança dos investidores parece abalada: o problema ultrapassa o impacto numérico imediato e toca na credibilidade da empresa e de seu modelo de expansão.
  • Para quem analisa o setor de varejo, o episódio destaca a importância de controles rígidos de estoque e transparência contábil — especialmente em redes com grande capilaridade.

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