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Economia

Especialistas alertam investidores sobre golpes que prometem antecipar ressarcimento do Banco Master

Investidores do Banco Master, liquidado pelo Banco Central na terça-feira, 18 de novembro, enfrentam uma nova preocupação além do bloqueio de depósitos e aplicações: a proliferação de golpes que prometem antecipar o pagamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O FGC cobre até R$ 250 mil por pessoa na instituição e reforça que não autoriza […]

19/11/2025 · 21h40
Especialistas alertam investidores sobre golpes que prometem antecipar ressarcimento do Banco Master

Investidores do Banco Master, liquidado pelo Banco Central na terça-feira, 18 de novembro, enfrentam uma nova preocupação além do bloqueio de depósitos e aplicações: a proliferação de golpes que prometem antecipar o pagamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O FGC cobre até R$ 250 mil por pessoa na instituição e reforça que não autoriza intermediários, não cobra taxas e não oferece qualquer serviço que acelere a liberação do dinheiro. “A garantia é automática; ofertas de crédito atreladas ao ressarcimento indicam fraude”, alerta Fernando Falchi, gerente de Engenharia de Segurança da Check Point Software Brasil. Segundo ele, a comunicação legítima ocorre exclusivamente pelo aplicativo oficial do FGC.

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Principais modalidades de fraude

Os criminosos exploram a ansiedade dos clientes, especialmente aqueles que possuíam Certificados de Depósito Bancário (CDBs), e atuam de duas formas:

1. Phishing e roubo de dados

  • Páginas que imitam o site ou o aplicativo do FGC;
  • Links maliciosos em redes sociais ou WhatsApp;
  • Atendentes falsos solicitando códigos e senhas;
  • Aplicativos fraudulentos que instalam malware e monitoram dispositivos em tempo real.

2. Empréstimos predatórios

Ofertas que se apresentam como “adiantamento” do FGC, mas na prática escondem contratos de crédito com juros elevados, reduzindo o valor que o investidor de fato receberá.

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Como funciona o ressarcimento real

De acordo com o FGC, o processo legítimo segue cinco etapas:

  1. Cadastro inicial no aplicativo do FGC, único canal de atendimento;
  2. Aguardar a lista de credores encaminhada pelo Banco Central, procedimento que leva cerca de 30 dias;
  3. Habilitar o pedido de ressarcimento no aplicativo, quando a etapa for aberta;
  4. Finalizar com biometria, envio de documento e assinatura digital;
  5. Receber o pagamento em até dois dias úteis após a conclusão do pedido.

Qualquer promessa de acelerar ou intermediar essas fases não é reconhecida pelo Fundo.

Contexto da liquidação

Fundado por Daniel Vorcaro, o Banco Master ganhou notoriedade ao oferecer CDBs com rendimento de até 140% do CDI. Meses de dificuldades financeiras culminaram na liquidação extrajudicial e na prisão de executivos em operação da Polícia Federal que apura a tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). Com as atividades encerradas, os investidores dependem integralmente do FGC para recuperar seus recursos.

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Orientações para evitar golpes

  • Utilizar apenas o site e o aplicativo oficiais do FGC ou informações do Banco Central;
  • Jamais compartilhar dados pessoais ou senhas com terceiros;
  • Desconfiar de qualquer promessa de facilitação, já que a garantia é automática;
  • Checar endereços de páginas (URLs) e evitar baixar aplicativos por links recebidos;
  • Manter autenticação em dois fatores ativa e antivírus atualizado;
  • Confirmar informações antes de agir, principalmente diante de mensagens que gerem sensação de urgência.

O FGC reforça que, diante de dúvidas, o investidor deve consultar diretamente o aplicativo oficial ou os canais de atendimento do Banco Central para confirmar a veracidade de qualquer comunicação.

Com informações de Agência Brasil

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Investidores do Banco Master, liquidado pelo Banco Central na terça-feira, 18 de novembro, enfrentam uma nova preocupação além do bloqueio de depósitos e aplicações: a proliferação de golpes que prometem antecipar o pagamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O FGC cobre até R$ 250 mil por pessoa na instituição e reforça que não autoriza intermediários, não cobra taxas e não oferece qualquer serviço que acelere a liberação do dinheiro. “A garantia é automática; ofertas de crédito atreladas ao ressarcimento indicam fraude”, alerta Fernando Falchi, gerente de Engenharia de Segurança da Check Point Software Brasil. Segundo ele, a comunicação legítima ocorre exclusivamente pelo aplicativo oficial do FGC.

Principais modalidades de fraude

Os criminosos exploram a ansiedade dos clientes, especialmente aqueles que possuíam Certificados de Depósito Bancário (CDBs), e atuam de duas formas:

1. Phishing e roubo de dados

  • Páginas que imitam o site ou o aplicativo do FGC;
  • Links maliciosos em redes sociais ou WhatsApp;
  • Atendentes falsos solicitando códigos e senhas;
  • Aplicativos fraudulentos que instalam malware e monitoram dispositivos em tempo real.

2. Empréstimos predatórios

Ofertas que se apresentam como “adiantamento” do FGC, mas na prática escondem contratos de crédito com juros elevados, reduzindo o valor que o investidor de fato receberá.

Como funciona o ressarcimento real

De acordo com o FGC, o processo legítimo segue cinco etapas:

  1. Cadastro inicial no aplicativo do FGC, único canal de atendimento;
  2. Aguardar a lista de credores encaminhada pelo Banco Central, procedimento que leva cerca de 30 dias;
  3. Habilitar o pedido de ressarcimento no aplicativo, quando a etapa for aberta;
  4. Finalizar com biometria, envio de documento e assinatura digital;
  5. Receber o pagamento em até dois dias úteis após a conclusão do pedido.

Qualquer promessa de acelerar ou intermediar essas fases não é reconhecida pelo Fundo.

Contexto da liquidação

Fundado por Daniel Vorcaro, o Banco Master ganhou notoriedade ao oferecer CDBs com rendimento de até 140% do CDI. Meses de dificuldades financeiras culminaram na liquidação extrajudicial e na prisão de executivos em operação da Polícia Federal que apura a tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). Com as atividades encerradas, os investidores dependem integralmente do FGC para recuperar seus recursos.

Orientações para evitar golpes

  • Utilizar apenas o site e o aplicativo oficiais do FGC ou informações do Banco Central;
  • Jamais compartilhar dados pessoais ou senhas com terceiros;
  • Desconfiar de qualquer promessa de facilitação, já que a garantia é automática;
  • Checar endereços de páginas (URLs) e evitar baixar aplicativos por links recebidos;
  • Manter autenticação em dois fatores ativa e antivírus atualizado;
  • Confirmar informações antes de agir, principalmente diante de mensagens que gerem sensação de urgência.

O FGC reforça que, diante de dúvidas, o investidor deve consultar diretamente o aplicativo oficial ou os canais de atendimento do Banco Central para confirmar a veracidade de qualquer comunicação.

Com informações de Agência Brasil

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