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Cultura

Espetáculo “Sagração”, da Companhia Deborah Colker, tem apresentação única em Aracaju

Aracaju – A Companhia de Dança Deborah Colker apresenta o espetáculo “Sagração” no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju, no dia 1º de outubro, em sessão única. A montagem reúne a música de Igor Stravinsky a ritmos brasileiros e narrativas ancestrais sobre a origem do mundo. Produzido localmente pela Villela Produções, o espetáculo conta com patrocínio […]

19/09/2025 · 10h29
Espetáculo “Sagração”, da Companhia Deborah Colker, tem apresentação única em Aracaju

Aracaju – A Companhia de Dança Deborah Colker apresenta o espetáculo “Sagração” no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju, no dia 1º de outubro, em sessão única. A montagem reúne a música de Igor Stravinsky a ritmos brasileiros e narrativas ancestrais sobre a origem do mundo.

Produzido localmente pela Villela Produções, o espetáculo conta com patrocínio do Ministério da Cultura, Instituto Cultural Vale e Petrobras, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do teatro e no site Ingresso Digital.

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Da estreia no Rio à turnê

“Sagração” estreou em 21 de março de 2024 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O processo criativo levou dois anos e meio e resultou em uma livre adaptação de “A Sagração da Primavera”, obra revolucionária de Stravinsky que ganhou projeção mundial em 1913, em Paris, com coreografia de Vaslav Nijinsky e produção de Sergei Diaghilev para os Ballets Russes.

Integração de culturas e mitos

Ao decidir recontar o clássico, a coreógrafa Deborah Colker buscou a cosmovisão de povos originários do Brasil. Durante viagem ao Xingu, conheceu o cineasta indígena Takumã Kuikuro, que narra no palco a lenda do fogo entregue ao povo pelo Urubu-Rei. A dramaturgia também incorpora passagens do Gênesis, como Eva e a serpente e a jornada de Abraão, com assessoria do rabino e escritor Nilton Bonder.

Além das referências míticas, personagens que simbolizam bactérias, herbívoros e quadrúpedes representam a evolução das espécies. A trilha, assinada por Alexandre Elias, mistura a partitura original de Stravinsky a boi bumbá, coco, afoxé e samba, executados com flauta de madeira, maracá, caxixi, tambores e paus de chuva.

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Companhia com trajetória internacional

Fundada em 1994, a Companhia de Dança Deborah Colker soma mais de duas mil apresentações em mais de cem cidades de 35 países, vistas por cerca de quatro milhões de pessoas. “Chegamos até aqui porque temos espírito de evolução, tema precioso para o novo espetáculo”, afirma o diretor executivo João Elias, que criou a companhia ao lado de Deborah.

No palco, a cenografia de Gringo Cardia utiliza 170 bambus de quatro metros de altura, simbolizando resistência e flexibilidade, para ambientar as histórias que atravessam eras e culturas.

“Sagração” desembarca em Aracaju após percorrer outros teatros do país, mantendo a proposta de refletir sobre rupturas, ancestralidade e transformação através da dança, da música e de elementos cênicos.

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Aracaju – A Companhia de Dança Deborah Colker apresenta o espetáculo “Sagração” no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju, no dia 1º de outubro, em sessão única. A montagem reúne a música de Igor Stravinsky a ritmos brasileiros e narrativas ancestrais sobre a origem do mundo.

Produzido localmente pela Villela Produções, o espetáculo conta com patrocínio do Ministério da Cultura, Instituto Cultural Vale e Petrobras, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do teatro e no site Ingresso Digital.

Da estreia no Rio à turnê

“Sagração” estreou em 21 de março de 2024 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O processo criativo levou dois anos e meio e resultou em uma livre adaptação de “A Sagração da Primavera”, obra revolucionária de Stravinsky que ganhou projeção mundial em 1913, em Paris, com coreografia de Vaslav Nijinsky e produção de Sergei Diaghilev para os Ballets Russes.

Integração de culturas e mitos

Ao decidir recontar o clássico, a coreógrafa Deborah Colker buscou a cosmovisão de povos originários do Brasil. Durante viagem ao Xingu, conheceu o cineasta indígena Takumã Kuikuro, que narra no palco a lenda do fogo entregue ao povo pelo Urubu-Rei. A dramaturgia também incorpora passagens do Gênesis, como Eva e a serpente e a jornada de Abraão, com assessoria do rabino e escritor Nilton Bonder.

Além das referências míticas, personagens que simbolizam bactérias, herbívoros e quadrúpedes representam a evolução das espécies. A trilha, assinada por Alexandre Elias, mistura a partitura original de Stravinsky a boi bumbá, coco, afoxé e samba, executados com flauta de madeira, maracá, caxixi, tambores e paus de chuva.

Companhia com trajetória internacional

Fundada em 1994, a Companhia de Dança Deborah Colker soma mais de duas mil apresentações em mais de cem cidades de 35 países, vistas por cerca de quatro milhões de pessoas. “Chegamos até aqui porque temos espírito de evolução, tema precioso para o novo espetáculo”, afirma o diretor executivo João Elias, que criou a companhia ao lado de Deborah.

No palco, a cenografia de Gringo Cardia utiliza 170 bambus de quatro metros de altura, simbolizando resistência e flexibilidade, para ambientar as histórias que atravessam eras e culturas.

“Sagração” desembarca em Aracaju após percorrer outros teatros do país, mantendo a proposta de refletir sobre rupturas, ancestralidade e transformação através da dança, da música e de elementos cênicos.

 

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