A Estônia revelou sua nova linha de fortificações na fronteira com a Rússia, incluindo trincheiras, bunkers e barreiras antitanque conhecidas como “dentes de dragão”. Essas defesas se estendem por florestas e campos ao longo da fronteira, com o objetivo de evitar ou retardar possíveis ataques das forças russas.
O tenente-coronel Ainar Afanasjev, das Forças de Defesa da Estônia, destacou a importância dessas medidas de segurança.
“Já realizamos a parte do trabalho que demanda mais tempo. Se você não se prepara para a guerra, não consegue manter a paz”, afirmou.
A estratégia atual envolve a manutenção de um posto fortificado de nível de companhia na área nordeste e outro na área sudeste. O foco é não apenas na segurança, mas também em demonstrar à população local o que está sendo feito e a razão por trás dessas ações.
“Mesmo essas posições foram estabelecidas conforme o nosso planejamento”, adicionou o tenente-coronel.
Imagens obtidas pela agência Reuters mostram as diversas fortificações ao longo da fronteira, com destaque para os bunkers que estão camuflados entre as árvores, reforçados com troncos e sacos de areia.
Recentemente, o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, comentou sobre a instabilidade da situação de segurança no flanco oriental da OTAN, a aliança militar ocidental. Ele alertou que os riscos podem aumentar em breve, enfatizando a importância de medidas de segurança eficazes nesta região crítica.
A implementação dessas fortificações ocorre em um contexto de crescentes tensões na Europa Oriental, refletindo a preocupação dos países fronteiriços com a Rússia. A Estônia, que faz parte da OTAN, busca garantir sua proteção e a de seus cidadãos frente a possíveis ameaças externas.
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