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Tragédia

Estudo aponta: brasileiro passa 12,5 anos em má saúde

Estudo revela que brasileiros vivem, em média, 12,5 anos em má saúde, segundo pesquisa.

22/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h06
Estudo aponta: brasileiro passa 12,5 anos em má saúde

Um estudo na The Lancet Public Health mostra que brasileiros vivem, em média, 12,5 anos com doenças ou incapacidades (diferença entre expectativa de vida e HALE). O país aparece em 16º entre 204 territórios.

Um estudo publicado na revista científica The Lancet Public Health revelou que os brasileiros vivem, em média, 12,5 anos em condições de saúde consideradas ruins. Esse número representa a diferença entre a expectativa de vida ao nascer e a expectativa de vida saudável (HALE, na sigla em inglês), que desconta os anos vividos com doenças ou incapacidades.

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Entre 204 países e territórios analisados, o Brasil ocupa a 16ª posição em relação ao tempo vivido em má saúde. O ranking é liderado pelos Estados Unidos, com 14 anos, seguidos pela Austrália (13,9 anos) e pelo Canadá (13,7 anos). Em contrapartida, os menores índices foram registrados em Nauru (6,9 anos), Ilhas Salomão (7,3 anos) e Laos (7,4 anos).

Desde 1990, o indicador brasileiro apresentou um aumento, saltando de 10,4 anos para 12,5 anos, o que representa uma alta acumulada de 2,1 anos, ou 20%. Em comparação, a média global passou de 8,8 anos para 10,7 anos, um crescimento de 21,9%. Na região da América Latina e Caribe, o índice também subiu, de 10,4 para 11,9 anos.

Os autores do estudo observaram que 203 dos 204 países analisados apresentaram avanço no indicador. A única exceção foi a Palestina. Durante a pandemia de Covid-19, a série brasileira teve oscilações: 11,7 anos em 2020, 11,4 anos em 2021, 12,2 anos em 2022 e 12,5 anos em 2023. Este período foi classificado como uma fase de disrupção, com quedas simultâneas na expectativa de vida e na expectativa de vida saudável.

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As causas dos anos vividos em má saúde são diversas e, em uma análise global, cinco grupos de causas foram responsáveis por 57,4% dos anos vividos em condições ruins em 2023. Os distúrbios musculoesqueléticos, como a dor lombar, foram os mais prevalentes (1,8 ano), seguidos por transtornos mentais, incluindo depressão e ansiedade (1,6 ano), doenças dos órgãos dos sentidos, como a perda auditiva relacionada à idade (1,1 ano), lesões não intencionais, especialmente quedas (0,9 ano), e outras doenças não transmissíveis (0,8 ano).

Entre os fatores de risco, o estudo destaca a glicemia de jejum elevada, o índice de massa corporal alto, a desnutrição infantil e materna, além do uso de tabaco como contribuições significativas. Na América Latina e Caribe, os principais fatores de risco também incluem a glicemia elevada e o IMC alto.

Os dados revelaram diferenças entre os sexos: em 2023, o tempo vivido em má saúde foi de 12,1 anos para mulheres e 9,3 anos para homens, em uma análise global.

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Os autores ressaltam que os intervalos de incerteza das estimativas por país se sobrepõem entre os anos analisados, portanto, as conclusões sobre a expansão da morbidade se fundamentam na consistência e na direção das tendências, e não em variações estatisticamente significativas em cada país. O intervalo de incerteza da estimativa para o Brasil varia de 9,5 a 15,9 anos. A pesquisa é parte do Global Burden of Disease (GBD) 2023, conduzido pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), da Universidade de Washington, com apoio da Fundação Gates.

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Um estudo na The Lancet Public Health mostra que brasileiros vivem, em média, 12,5 anos com doenças ou incapacidades (diferença entre expectativa de vida e HALE). O país aparece em 16º entre 204 territórios.

Um estudo publicado na revista científica The Lancet Public Health revelou que os brasileiros vivem, em média, 12,5 anos em condições de saúde consideradas ruins. Esse número representa a diferença entre a expectativa de vida ao nascer e a expectativa de vida saudável (HALE, na sigla em inglês), que desconta os anos vividos com doenças ou incapacidades.

Entre 204 países e territórios analisados, o Brasil ocupa a 16ª posição em relação ao tempo vivido em má saúde. O ranking é liderado pelos Estados Unidos, com 14 anos, seguidos pela Austrália (13,9 anos) e pelo Canadá (13,7 anos). Em contrapartida, os menores índices foram registrados em Nauru (6,9 anos), Ilhas Salomão (7,3 anos) e Laos (7,4 anos).

Desde 1990, o indicador brasileiro apresentou um aumento, saltando de 10,4 anos para 12,5 anos, o que representa uma alta acumulada de 2,1 anos, ou 20%. Em comparação, a média global passou de 8,8 anos para 10,7 anos, um crescimento de 21,9%. Na região da América Latina e Caribe, o índice também subiu, de 10,4 para 11,9 anos.

Os autores do estudo observaram que 203 dos 204 países analisados apresentaram avanço no indicador. A única exceção foi a Palestina. Durante a pandemia de Covid-19, a série brasileira teve oscilações: 11,7 anos em 2020, 11,4 anos em 2021, 12,2 anos em 2022 e 12,5 anos em 2023. Este período foi classificado como uma fase de disrupção, com quedas simultâneas na expectativa de vida e na expectativa de vida saudável.

As causas dos anos vividos em má saúde são diversas e, em uma análise global, cinco grupos de causas foram responsáveis por 57,4% dos anos vividos em condições ruins em 2023. Os distúrbios musculoesqueléticos, como a dor lombar, foram os mais prevalentes (1,8 ano), seguidos por transtornos mentais, incluindo depressão e ansiedade (1,6 ano), doenças dos órgãos dos sentidos, como a perda auditiva relacionada à idade (1,1 ano), lesões não intencionais, especialmente quedas (0,9 ano), e outras doenças não transmissíveis (0,8 ano).

Entre os fatores de risco, o estudo destaca a glicemia de jejum elevada, o índice de massa corporal alto, a desnutrição infantil e materna, além do uso de tabaco como contribuições significativas. Na América Latina e Caribe, os principais fatores de risco também incluem a glicemia elevada e o IMC alto.

Os dados revelaram diferenças entre os sexos: em 2023, o tempo vivido em má saúde foi de 12,1 anos para mulheres e 9,3 anos para homens, em uma análise global.

Os autores ressaltam que os intervalos de incerteza das estimativas por país se sobrepõem entre os anos analisados, portanto, as conclusões sobre a expansão da morbidade se fundamentam na consistência e na direção das tendências, e não em variações estatisticamente significativas em cada país. O intervalo de incerteza da estimativa para o Brasil varia de 9,5 a 15,9 anos. A pesquisa é parte do Global Burden of Disease (GBD) 2023, conduzido pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), da Universidade de Washington, com apoio da Fundação Gates.

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