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Estudo revela deslocamento do Japão após terremoto de 2011

Meio Ambiente

Estudo revela deslocamento do Japão após terremoto de 2011

Estudo revela deslocamento permanente do Japão após terremoto de 2011.

27/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h28
Estudo revela deslocamento do Japão após terremoto de 2011

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Um estudo recente apontou que o terremoto de magnitude 9,0 que atingiu o Japão em 11 de março de 2011 não apenas provocou danos imediatos, mas também causou um deslocamento permanente no solo japonês. Aproximadamente 15 minutos após o início do evento, às 14h46 (horário local), medições realizadas por estações de GPS mostraram que praticamente todo o país se deslocou para o leste, em um movimento que variou entre 5 a 6 milímetros.

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Embora essa movimentação tenha passado despercebida na época ou sido atribuída a falhas nos dados, a geofísica Sunyoung Park, da Universidade de Chicago, acreditava que os sinais registrados indicavam um fenômeno concreto e significativo. De acordo com Park, o movimento do solo refletia um evento sísmico “extraordinário” e inédito.

“O que houve de incomum nesse movimento é que, basicamente, todo o Japão se deslocou de maneira quase uniforme e simultânea”, afirmou Park.

O deslocamento afetou o território principal do Japão, abrangendo uma extensão de cerca de 3 mil quilômetros, e aconteceu antes de qualquer réplica significativa do terremoto. Após anos de análise de dados de GPS e registros sísmicos, Park e sua equipe observaram que as ondas geradas pelo terremoto se propagaram até o núcleo da Terra e, em seguida, ricochetearam de volta à crosta, deslocando quatro grandes placas tectônicas.

Embora já se soubesse que ondas de grandes terremotos podem atravessar o interior do planeta e refletir no núcleo externo, acreditava-se que a energia se dissipava antes de retornar à crosta terrestre. Park esclareceu que esse tipo de onda, que penetra profundamente e desencadeia eventos sísmicos, é algo novo e essa ocorrência é notável por sua vasta abrangência.

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O terremoto de 2011, o mais devastador já registrado no Japão, resultou na morte de cerca de 20 mil pessoas e desencadeou um tsunami e uma crise nuclear. Park alertou que as autoridades devem estar cientes desse novo tipo de risco sísmico, que é previsível, ao contrário das réplicas, que são difíceis de prever com precisão.

O trajeto das ondas sísmicas até o núcleo da Terra — uma distância de cerca de 5.800 quilômetros — leva aproximadamente 15 minutos, tornando-o um evento sísmico passível de antecipação. Apesar disso, a energia do evento se distribuiu por uma área extremamente ampla, o que fez com que o tremor fosse sentido com menor intensidade e causasse danos reduzidos em comparação a um terremoto típico de magnitude 7,5.

“Mesmo que houvesse algum dano, provavelmente seria muito difícil distingui-lo dos danos causados pelo tremor principal e pelas réplicas subsequentes”, disse Park.

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O deslocamento de 2011 abrangeu as zonas de encontro das placas tectônicas do Pacífico e de Okhotsk, além da fronteira entre as placas do Mar das Filipinas e da Eurásia. De acordo com Park, o forte tremor inicial pode ter facilitado a chegada da onda proveniente do núcleo, que reativou falhas nas proximidades e causou movimentos em zonas de encontro de placas mais distantes.

A rede de monitoramento sísmico e por satélite do Japão é considerada uma das mais avançadas, permitindo a documentação de tais eventos. Contudo, especialistas alertam que fenômenos semelhantes podem ocorrer em outras regiões com menos instrumentação, onde não possam ser registrados adequadamente.

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Um estudo recente apontou que o terremoto de magnitude 9,0 que atingiu o Japão em 11 de março de 2011 não apenas provocou danos imediatos, mas também causou um deslocamento permanente no solo japonês. Aproximadamente 15 minutos após o início do evento, às 14h46 (horário local), medições realizadas por estações de GPS mostraram que praticamente todo o país se deslocou para o leste, em um movimento que variou entre 5 a 6 milímetros.

Embora essa movimentação tenha passado despercebida na época ou sido atribuída a falhas nos dados, a geofísica Sunyoung Park, da Universidade de Chicago, acreditava que os sinais registrados indicavam um fenômeno concreto e significativo. De acordo com Park, o movimento do solo refletia um evento sísmico “extraordinário” e inédito.

“O que houve de incomum nesse movimento é que, basicamente, todo o Japão se deslocou de maneira quase uniforme e simultânea”, afirmou Park.

O deslocamento afetou o território principal do Japão, abrangendo uma extensão de cerca de 3 mil quilômetros, e aconteceu antes de qualquer réplica significativa do terremoto. Após anos de análise de dados de GPS e registros sísmicos, Park e sua equipe observaram que as ondas geradas pelo terremoto se propagaram até o núcleo da Terra e, em seguida, ricochetearam de volta à crosta, deslocando quatro grandes placas tectônicas.

Embora já se soubesse que ondas de grandes terremotos podem atravessar o interior do planeta e refletir no núcleo externo, acreditava-se que a energia se dissipava antes de retornar à crosta terrestre. Park esclareceu que esse tipo de onda, que penetra profundamente e desencadeia eventos sísmicos, é algo novo e essa ocorrência é notável por sua vasta abrangência.

O terremoto de 2011, o mais devastador já registrado no Japão, resultou na morte de cerca de 20 mil pessoas e desencadeou um tsunami e uma crise nuclear. Park alertou que as autoridades devem estar cientes desse novo tipo de risco sísmico, que é previsível, ao contrário das réplicas, que são difíceis de prever com precisão.

O trajeto das ondas sísmicas até o núcleo da Terra — uma distância de cerca de 5.800 quilômetros — leva aproximadamente 15 minutos, tornando-o um evento sísmico passível de antecipação. Apesar disso, a energia do evento se distribuiu por uma área extremamente ampla, o que fez com que o tremor fosse sentido com menor intensidade e causasse danos reduzidos em comparação a um terremoto típico de magnitude 7,5.

“Mesmo que houvesse algum dano, provavelmente seria muito difícil distingui-lo dos danos causados pelo tremor principal e pelas réplicas subsequentes”, disse Park.

O deslocamento de 2011 abrangeu as zonas de encontro das placas tectônicas do Pacífico e de Okhotsk, além da fronteira entre as placas do Mar das Filipinas e da Eurásia. De acordo com Park, o forte tremor inicial pode ter facilitado a chegada da onda proveniente do núcleo, que reativou falhas nas proximidades e causou movimentos em zonas de encontro de placas mais distantes.

A rede de monitoramento sísmico e por satélite do Japão é considerada uma das mais avançadas, permitindo a documentação de tais eventos. Contudo, especialistas alertam que fenômenos semelhantes podem ocorrer em outras regiões com menos instrumentação, onde não possam ser registrados adequadamente.

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