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Veículos

Etanol sobe para 32%: indústria alerta para riscos à durabilidade

Aumento do etanol na gasolina de 30% para 32% gera preocupações sobre durabilidade de motores.

27/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h51
Etanol sobe para 32%: indústria alerta para riscos à durabilidade

Associações do setor automotivo e de combustíveis alertam que a mudança para E32 pode acelerar desgaste e corrosão em motores da frota brasileira. CNPE aprovou a meta sem testes de durabilidade abrangentes.

O aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% (E30) para 32% (E32) gera preocupações sobre a durabilidade de motores de parte da frota brasileira, segundo associações e entidades dos setores automotivo e de combustíveis. Representantes da indústria automobilística expressam apreensão quanto à implementação do E32, uma vez que não foram realizados testes de durabilidade que avaliassem o desgaste de peças e a corrosão de componentes dos motores. A decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que aprovou essa mudança focou apenas na viabilidade técnica imediata do novo combustível.

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Os riscos mencionados não se aplicam a todos os veículos do país. Aproximadamente 80% da frota brasileira é composta por modelos flex, que operam normalmente com até 100% de etanol. No entanto, o E32 pode causar problemas para cerca de 4,7 milhões de veículos — aproximadamente 20% da frota nacional — que são equipados com motores movidos exclusivamente a gasolina.

Os efeitos adversos devem ser mais evidentes em carros e motocicletas antigos ou importados. Entre os veículos que requerem mais atenção estão: carros antigos movidos a gasolina, especialmente os carburados, que foram desenvolvidos quando a mistura de etanol era de 22%, 25% ou 27%; veículos importados que não foram adaptados ao combustível brasileiro; carros de alta performance e alguns híbridos que utilizam exclusivamente gasolina; além de motocicletas antigas e carburadas.

“Esses veículos podem apresentar problemas porque foram fabricados antes da consolidação das misturas mais elevadas de etanol na gasolina ou, no caso dos importados, porque não foram ‘tropicalizados’, ou seja, preparados para as proporções de etanol utilizadas no Brasil”, afirmou um especialista do setor.

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O presidente da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) ressalta que não é possível prever quais modelos podem sofrer danos. O uso contínuo é a única maneira de identificar se um veículo terá problemas com o E32, uma vez que um simples teste de funcionamento não consegue detectar a deterioração do motor, que pode se manifestar após meses de uso.

O Ministério de Minas e Energia (MME) foi consultado sobre o assunto e informou que os testes de durabilidade dos componentes serão realizados posteriormente, durante os estudos para a mistura de 35% (E35), afirmando que tais avaliações não eram necessárias para a adoção do E32. A decisão foi respaldada por uma avaliação técnica que não indicou impactos relevantes nos materiais dos sistemas de combustível da frota brasileira.

Com o aumento do teor de etanol, a lubrificação dos componentes do motor pode ser comprometida. O etanol, embora seja um combustível mais limpo e com maior octanagem, possui menor poder calorífico e menos lubricidade em comparação com a gasolina. Isso pode levar a maior atrito e, consequentemente, danos a peças que não foram projetadas para a nova composição.

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A preocupação com a nova mistura de etanol está afetando os postos de combustíveis, que frequentemente são os primeiros a ser questionados quando surgem problemas mecânicos nos veículos. Representantes do setor de combustíveis destacam que a transição para 32% é vista como mais crítica, já que as misturas estavam sendo elevadas gradualmente até então.

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Associações do setor automotivo e de combustíveis alertam que a mudança para E32 pode acelerar desgaste e corrosão em motores da frota brasileira. CNPE aprovou a meta sem testes de durabilidade abrangentes.

O aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% (E30) para 32% (E32) gera preocupações sobre a durabilidade de motores de parte da frota brasileira, segundo associações e entidades dos setores automotivo e de combustíveis. Representantes da indústria automobilística expressam apreensão quanto à implementação do E32, uma vez que não foram realizados testes de durabilidade que avaliassem o desgaste de peças e a corrosão de componentes dos motores. A decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que aprovou essa mudança focou apenas na viabilidade técnica imediata do novo combustível.

Os riscos mencionados não se aplicam a todos os veículos do país. Aproximadamente 80% da frota brasileira é composta por modelos flex, que operam normalmente com até 100% de etanol. No entanto, o E32 pode causar problemas para cerca de 4,7 milhões de veículos — aproximadamente 20% da frota nacional — que são equipados com motores movidos exclusivamente a gasolina.

Os efeitos adversos devem ser mais evidentes em carros e motocicletas antigos ou importados. Entre os veículos que requerem mais atenção estão: carros antigos movidos a gasolina, especialmente os carburados, que foram desenvolvidos quando a mistura de etanol era de 22%, 25% ou 27%; veículos importados que não foram adaptados ao combustível brasileiro; carros de alta performance e alguns híbridos que utilizam exclusivamente gasolina; além de motocicletas antigas e carburadas.

“Esses veículos podem apresentar problemas porque foram fabricados antes da consolidação das misturas mais elevadas de etanol na gasolina ou, no caso dos importados, porque não foram ‘tropicalizados’, ou seja, preparados para as proporções de etanol utilizadas no Brasil”, afirmou um especialista do setor.

O presidente da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) ressalta que não é possível prever quais modelos podem sofrer danos. O uso contínuo é a única maneira de identificar se um veículo terá problemas com o E32, uma vez que um simples teste de funcionamento não consegue detectar a deterioração do motor, que pode se manifestar após meses de uso.

O Ministério de Minas e Energia (MME) foi consultado sobre o assunto e informou que os testes de durabilidade dos componentes serão realizados posteriormente, durante os estudos para a mistura de 35% (E35), afirmando que tais avaliações não eram necessárias para a adoção do E32. A decisão foi respaldada por uma avaliação técnica que não indicou impactos relevantes nos materiais dos sistemas de combustível da frota brasileira.

Com o aumento do teor de etanol, a lubrificação dos componentes do motor pode ser comprometida. O etanol, embora seja um combustível mais limpo e com maior octanagem, possui menor poder calorífico e menos lubricidade em comparação com a gasolina. Isso pode levar a maior atrito e, consequentemente, danos a peças que não foram projetadas para a nova composição.

A preocupação com a nova mistura de etanol está afetando os postos de combustíveis, que frequentemente são os primeiros a ser questionados quando surgem problemas mecânicos nos veículos. Representantes do setor de combustíveis destacam que a transição para 32% é vista como mais crítica, já que as misturas estavam sendo elevadas gradualmente até então.

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