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Aracaju, Terça-feira, 23 de junho de 2026
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EUA bloqueiam IA da Anthropic e até funcionários não podem usá-la

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EUA bloqueiam IA da Anthropic e até funcionários não podem usá-la

Disputa entre Anthropic e governo dos EUA evidencia falhas na regulação de IA.

23/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 15h32
EUA bloqueiam IA da Anthropic e até funcionários não podem usá-la

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O governo Trump classificou o modelo mais avançado da Anthropic como risco à segurança nacional e impôs um embargo total. A empresa rebate a decisão e expõe o caos regulatório da IA nos Estados Unidos.

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A Anthropic, uma das principais empresas de inteligência artificial do mundo, está envolvida em uma intensa disputa com o governo dos Estados Unidos, que expõe a falta de clareza nas regulamentações de IA no país. Após o lançamento de seu modelo mais avançado, o governo Trump classificou o sistema como um risco à segurança nacional, impondo um embargo à exportação que impede até mesmo os funcionários da Anthropic de utilizá-lo.

A empresa contesta a avaliação do governo e argumenta que a vulnerabilidade identificada não justifica uma reação tão drástica. Esse impasse entre a Anthropic e a administração Trump evidencia um problema mais amplo: a ausência de um marco regulatório claro e consistente para a inteligência artificial nos Estados Unidos.

O histórico de desavenças entre a Anthropic e o governo é recente. Antes deste episódio, a empresa já havia enfrentado conflitos com o Pentágono ao discordar de modificações solicitadas nos sistemas de IA para uso militar, resultando na classificação da Anthropic como um ‘risco à cadeia de suprimentos’.

O modelo de IA chamado Mythos, que gerou preocupações de cibersegurança por sua eficácia em identificar falhas de sistemas, foi lançado apenas para parceiros selecionados. Uma versão restrita, chamada Fable 5, foi disponibilizada ao público em 9 de junho. No entanto, o governo Trump alegou que algumas restrições haviam falhado, permitindo que hackers utilizassem o modelo como uma ferramenta avançada, levando a Anthropic a suspender o acesso.

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Em uma nota divulgada em 12 de junho, a Anthropic afirmou que não recebeu detalhes específicos sobre as preocupações que motivaram o embargo. Fontes próximas à empresa relataram que apenas 90 minutos foram dados para retirar os modelos do ar.

Um grupo de pesquisadores de cibersegurança, empreendedores e executivos assinou uma carta aberta criticando as ações do governo e pedindo um processo aberto e transparente para avaliações de risco de IA no futuro. Eles destacaram que modelos avançados de IA podem ser utilizados por agentes bem-intencionados e que a retirada de capacidades dos defensores sem justificativa adequada é perigosa.

Especialistas questionaram a gravidade da vulnerabilidade identificada, que, segundo uma fonte familiarizada com o caso, foi reportada ao governo pela Amazon. Alex Stamos, ex-diretor de segurança do Facebook, analisou a pesquisa que embasou a decisão do governo e discordou da conclusão, afirmando que não havia justificativa para uma reação tão severa.

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Pelo lado do governo, David Sacks, conselheiro de Trump e ex-czar de IA da Casa Branca, rebateu as críticas, ressaltando a seriedade da vulnerabilidade. As negociações entre a Anthropic e o governo continuam, com Trump afirmando que as conversas estão ‘indo bem’ e que atualmente não considera a empresa uma ameaça à segurança nacional.

No contexto regulatório mais amplo, o governo Trump adotou uma abordagem permissiva em relação à IA, priorizando a inovação. Embora tenha revogado políticas da era Biden, a administração ainda não propôs um órgão regulador único. Recentemente, um decreto pediu que empresas de IA compartilhassem seus modelos mais avançados para avaliação de cibersegurança antes do lançamento público.

Enquanto isso, estados como a Califórnia e a Flórida tomaram iniciativas próprias, com legislações e investigações específicas. Especialistas alertam que a maneira como o governo tem tratado a Anthropic pode estabelecer um precedente preocupante para o futuro da regulamentação de IA nos Estados Unidos.

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O governo Trump classificou o modelo mais avançado da Anthropic como risco à segurança nacional e impôs um embargo total. A empresa rebate a decisão e expõe o caos regulatório da IA nos Estados Unidos.

A Anthropic, uma das principais empresas de inteligência artificial do mundo, está envolvida em uma intensa disputa com o governo dos Estados Unidos, que expõe a falta de clareza nas regulamentações de IA no país. Após o lançamento de seu modelo mais avançado, o governo Trump classificou o sistema como um risco à segurança nacional, impondo um embargo à exportação que impede até mesmo os funcionários da Anthropic de utilizá-lo.

A empresa contesta a avaliação do governo e argumenta que a vulnerabilidade identificada não justifica uma reação tão drástica. Esse impasse entre a Anthropic e a administração Trump evidencia um problema mais amplo: a ausência de um marco regulatório claro e consistente para a inteligência artificial nos Estados Unidos.

O histórico de desavenças entre a Anthropic e o governo é recente. Antes deste episódio, a empresa já havia enfrentado conflitos com o Pentágono ao discordar de modificações solicitadas nos sistemas de IA para uso militar, resultando na classificação da Anthropic como um ‘risco à cadeia de suprimentos’.

O modelo de IA chamado Mythos, que gerou preocupações de cibersegurança por sua eficácia em identificar falhas de sistemas, foi lançado apenas para parceiros selecionados. Uma versão restrita, chamada Fable 5, foi disponibilizada ao público em 9 de junho. No entanto, o governo Trump alegou que algumas restrições haviam falhado, permitindo que hackers utilizassem o modelo como uma ferramenta avançada, levando a Anthropic a suspender o acesso.

Em uma nota divulgada em 12 de junho, a Anthropic afirmou que não recebeu detalhes específicos sobre as preocupações que motivaram o embargo. Fontes próximas à empresa relataram que apenas 90 minutos foram dados para retirar os modelos do ar.

Um grupo de pesquisadores de cibersegurança, empreendedores e executivos assinou uma carta aberta criticando as ações do governo e pedindo um processo aberto e transparente para avaliações de risco de IA no futuro. Eles destacaram que modelos avançados de IA podem ser utilizados por agentes bem-intencionados e que a retirada de capacidades dos defensores sem justificativa adequada é perigosa.

Especialistas questionaram a gravidade da vulnerabilidade identificada, que, segundo uma fonte familiarizada com o caso, foi reportada ao governo pela Amazon. Alex Stamos, ex-diretor de segurança do Facebook, analisou a pesquisa que embasou a decisão do governo e discordou da conclusão, afirmando que não havia justificativa para uma reação tão severa.

Pelo lado do governo, David Sacks, conselheiro de Trump e ex-czar de IA da Casa Branca, rebateu as críticas, ressaltando a seriedade da vulnerabilidade. As negociações entre a Anthropic e o governo continuam, com Trump afirmando que as conversas estão ‘indo bem’ e que atualmente não considera a empresa uma ameaça à segurança nacional.

No contexto regulatório mais amplo, o governo Trump adotou uma abordagem permissiva em relação à IA, priorizando a inovação. Embora tenha revogado políticas da era Biden, a administração ainda não propôs um órgão regulador único. Recentemente, um decreto pediu que empresas de IA compartilhassem seus modelos mais avançados para avaliação de cibersegurança antes do lançamento público.

Enquanto isso, estados como a Califórnia e a Flórida tomaram iniciativas próprias, com legislações e investigações específicas. Especialistas alertam que a maneira como o governo tem tratado a Anthropic pode estabelecer um precedente preocupante para o futuro da regulamentação de IA nos Estados Unidos.

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