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EUA completam 250 anos de independência com desafios internos e externos

EUA completam 250 anos como potência, mas enfrentam desafios internos e externos.

04/07/2026 · 17h48
EUA completam 250 anos de independência com desafios internos e externos

Os Estados Unidos celebram 250 anos de independência como a maior potência econômica, militar e tecnológica do mundo, mas sua posição atual é bem diferente daquela vivida no auge de sua hegemonia, após o fim da União Soviética. Essa é a análise de Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da UFF, que discute o legado e os desafios que o país enfrenta neste momento histórico.

Brustolin destaca que a Declaração de Independência de 1776 foi uma “declaração relativamente bem-sucedida”. A Constituição americana, promulgada em 1787, continua em vigor e seus princípios fundamentais “sobreviveram a guerras, depressões econômicas, transformações sociais e crises constitucionais”. No entanto, apesar da solidez histórica das instituições, o professor aponta que essas estruturas foram desafiadas nos últimos anos.

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“O atual presidente já desafiou essa institucionalidade no primeiro mandato”, afirmou Brustolin, referindo-se à invasão ao Capitólio que ocorreu ao final do governo de Donald Trump. Esse incidente, pelo qual Trump foi julgado por tentativa de insurreição, representa um desafio interno significativo à tradição democrática americana.

O professor também enfatiza que os ideais fundadores dos Estados Unidos, inspirados pelo filósofo inglês John Locke e pela máxima de que “todos os homens são criados iguais”, sempre foram questionados ao longo da história. Brustolin salienta que tais ideais foram contestados por discriminação racial, questões de escravidão e, mais recentemente, por desigualdade social.

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No cenário internacional, Brustolin ressalta que, embora os Estados Unidos ainda sejam líderes mundiais, não gozam mais da supremacia incontestável que tinham entre 1990 e o início dos anos 2000, período que seguiu a queda da União Soviética. Ele afirma: “A maior parte dos colegas analistas concorda que existe uma predominância contestada do poder dos Estados Unidos nesse momento”.

Segundo Brustolin, essa contestação é principalmente resultado do crescimento da China, o que introduz no cenário internacional o conceito de “armadilha de Tucídides” – uma referência à rivalidade entre potências estabelecidas e emergentes. Esse tema deve ser aprofundado no debate sobre o futuro da liderança americana nos próximos anos.

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Os Estados Unidos celebram 250 anos de independência como a maior potência econômica, militar e tecnológica do mundo, mas sua posição atual é bem diferente daquela vivida no auge de sua hegemonia, após o fim da União Soviética. Essa é a análise de Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da UFF, que discute o legado e os desafios que o país enfrenta neste momento histórico.

Brustolin destaca que a Declaração de Independência de 1776 foi uma “declaração relativamente bem-sucedida”. A Constituição americana, promulgada em 1787, continua em vigor e seus princípios fundamentais “sobreviveram a guerras, depressões econômicas, transformações sociais e crises constitucionais”. No entanto, apesar da solidez histórica das instituições, o professor aponta que essas estruturas foram desafiadas nos últimos anos.

“O atual presidente já desafiou essa institucionalidade no primeiro mandato”, afirmou Brustolin, referindo-se à invasão ao Capitólio que ocorreu ao final do governo de Donald Trump. Esse incidente, pelo qual Trump foi julgado por tentativa de insurreição, representa um desafio interno significativo à tradição democrática americana.

O professor também enfatiza que os ideais fundadores dos Estados Unidos, inspirados pelo filósofo inglês John Locke e pela máxima de que “todos os homens são criados iguais”, sempre foram questionados ao longo da história. Brustolin salienta que tais ideais foram contestados por discriminação racial, questões de escravidão e, mais recentemente, por desigualdade social.

No cenário internacional, Brustolin ressalta que, embora os Estados Unidos ainda sejam líderes mundiais, não gozam mais da supremacia incontestável que tinham entre 1990 e o início dos anos 2000, período que seguiu a queda da União Soviética. Ele afirma: “A maior parte dos colegas analistas concorda que existe uma predominância contestada do poder dos Estados Unidos nesse momento”.

Segundo Brustolin, essa contestação é principalmente resultado do crescimento da China, o que introduz no cenário internacional o conceito de “armadilha de Tucídides” – uma referência à rivalidade entre potências estabelecidas e emergentes. Esse tema deve ser aprofundado no debate sobre o futuro da liderança americana nos próximos anos.

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