O Comando Central americano desmentiu o Irã e confirmou que navios mercantes seguem navegando normalmente pelo Estreito de Ormuz. Militares dos EUA monitoram a região para garantir a livre circulação.
O Comando Central dos Estados Unidos reafirmou neste sábado (20) que o Irã não exerce controle sobre o Estreito de Ormuz, destacando que o tráfego de navios mercantes segue normalmente pela importante via navegável. As declarações surgem em resposta a informações veiculadas pela mídia iraniana, que afirmaram que o estreito havia sido fechado.
O Capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central, declarou:
“O Irã não controla o Estreito de Ormuz. O tráfego continua fluindo e as forças americanas estão monitorando a situação para garantir que isso permaneça assim.”
Além disso, o Comando Central destacou que, apesar do anúncio do Irã sobre o fechamento do estreito, 55 navios mercantes estavam em trânsito no dia, transportando grandes quantidades de carga e mais de 17 milhões de barris de petróleo destinados aos mercados globais.
As forças armadas dos EUA permanecem atentas para assegurar que todos os aspectos do acordo com o Irã sejam cumpridos e mantidos em vigor. Os militares afirmaram:
“A passagem segura pela via navegável internacional permaneceu intacta hoje, com a passagem de 55 navios mercantes.”
A situação se agrava em um contexto de tensão, já que a mídia estatal iraniana havia noticiado uma hora antes que o comando militar do país decidiu fechar o Estreito de Ormuz. Essa decisão foi justificada por supostas violações do cessar-fogo no Líbano por parte de Israel e pelo que o Irã considera um descumprimento das cláusulas do acordo provisório estabelecido para o fim das hostilidades.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais críticas para o comércio global, sendo responsável por uma significativa parcela do transporte de petróleo do mundo. A continuidade da navegação por essa via é crucial para a economia global, e a presença de forças militares na região visa garantir a segurança das operações comerciais.
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