Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Esporte

Ex-jogadores lançam manifesto contra Infantino e exigem reforma na FIFA

Ex-jogadores divulgaram manifesto em 24/8 cobrando mudanças na gestão da FIFA e maior participação de atletas e torcedores; grupo não tem brasileiros.

24/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h22
Ex-jogadores lançam manifesto contra Infantino e exigem reforma na FIFA

Liderados por Emmanuel Petit e Mikael Silvestre, nomes como Drogba, Pirès e Lucy Bronze assinam documento público. Eles exigem maior participação de atletas e torcedores nas decisões do futebol mundial.

A gestão de Gianni Infantino na FIFA foi alvo de críticas nesta segunda-feira (24/8), quando um grupo de ex-jogadores de diferentes países divulgou um manifesto cobrando mudanças na estrutura da entidade e defendendo maior participação de atletas e torcedores nas decisões que envolvem o futebol mundial.

Publicidade

A iniciativa foi liderada pelos franceses Emmanuel Petit e Mikael Silvestre e reúne nomes conhecidos do futebol internacional, entre eles Bixente Lizarazu, Robert Pirès, Didier Drogba, Emmanuel Adebayor, Juan Sebastián Verón, Claudio Pizarro, Lucy Bronze e Briana Scurry. Um ponto que chamou atenção na composição do grupo foi a ausência de brasileiros: nenhum ex-jogador ou lenda do futebol do Brasil aparece entre os signatários.

No documento, os signatários afirmaram que jogadores e torcedores perderam espaço nas decisões da entidade e questionaram os rumos adotados pela atual administração. O manifesto destacou a importância dos torcedores como base do esporte e a necessidade de inclusão dos atletas nas decisões estratégicas.

“Como jogadores, o futebol nos deu tudo, e nós dedicamos nossas vidas a ele. Atuamos nos maiores palcos e vestimos nossas camisas nacionais com orgulho. Mas sabemos que nenhuma de nossas conquistas teria sido possível sem os torcedores, cuja paixão e dedicação são a base deste esporte”

O texto também ressalta concordância com as preocupações levantadas por torcedores em várias partes do mundo e critica o distanciamento do esporte em relação a valores que, segundo os signatários, deveriam ser preservados pela gestão atual.

“Compartilhamos exatamente as mesmas preocupações de milhões de torcedores ao redor do mundo. Assim como eles, vimos o esporte que amamos se distanciar de seus valores fundamentais sob a atual gestão da FIFA.”

Os ex-atletas reclamaram ainda da pouca participação dos jogadores na formulação de decisões importantes.

“Por muito tempo, vimos decisões importantes serem tomadas sem que os jogadores fossem consultados ou levados em consideração, e sem qualquer respeito pelos torcedores que sustentam o esporte.”

O manifesto endureceu o tom ao afirmar que a situação chegou a um ponto que exige mudanças na liderança da entidade.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

“Mudanças são necessárias. O poder nublou a capacidade da atual liderança de distinguir entre seus próprios interesses e o que é melhor para o futebol. Eventos recentes tornaram impossível manter o silêncio. Já chega”

A manifestação ocorre em meio a desgaste político envolvendo Infantino. A presidência enfrentou resistência após a apresentação de uma proposta para criar uma empresa responsável por ativos comerciais da entidade e permitir a entrada de investidores privados — projeto que acabou sendo retirado. A situação foi agravada por críticas de um ex-diretor de operações da FIFA sobre a condução da organização.

Infantino ocupa a presidência da FIFA desde 2016 e pretende disputar a reeleição em março de 2027.

Publicidade

Em contrapartida ao grupo de ex-jogadores, Samuel Eto’o adotou posição favorável ao presidente da entidade e vinculou parte das críticas ao cenário eleitoral que se aproxima, além de defender iniciativas voltadas a países com menor participação no cenário internacional.

“Eu acho que todas essas coisas estão acontecendo por causa do momento. Há uma eleição se aproximando, na qual Gianni Infantino é candidato. Tudo isso aconteceu porque há uma eleição se aproximando. É só isso”

“O trabalho do presidente é levar o futebol adiante, fazer com que todas as nações cresçam”

“Ele fez uma proposta. Os 211 membros deveriam ter se sentado, debatido a questão e deixado a maioria vencer. Mas estou convencido de que as vozes que se levantaram não são as vozes da maioria”

A divisão política em torno da presidência da FIFA também se manifesta entre confederações continentais: Uefa, AFC e Concacaf avaliaram a possibilidade de apresentar uma moção de desconfiança, enquanto a Confederação Africana de Futebol (CAF) manteve apoio ao presidente.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

Liderados por Emmanuel Petit e Mikael Silvestre, nomes como Drogba, Pirès e Lucy Bronze assinam documento público. Eles exigem maior participação de atletas e torcedores nas decisões do futebol mundial.

A gestão de Gianni Infantino na FIFA foi alvo de críticas nesta segunda-feira (24/8), quando um grupo de ex-jogadores de diferentes países divulgou um manifesto cobrando mudanças na estrutura da entidade e defendendo maior participação de atletas e torcedores nas decisões que envolvem o futebol mundial.

A iniciativa foi liderada pelos franceses Emmanuel Petit e Mikael Silvestre e reúne nomes conhecidos do futebol internacional, entre eles Bixente Lizarazu, Robert Pirès, Didier Drogba, Emmanuel Adebayor, Juan Sebastián Verón, Claudio Pizarro, Lucy Bronze e Briana Scurry. Um ponto que chamou atenção na composição do grupo foi a ausência de brasileiros: nenhum ex-jogador ou lenda do futebol do Brasil aparece entre os signatários.

No documento, os signatários afirmaram que jogadores e torcedores perderam espaço nas decisões da entidade e questionaram os rumos adotados pela atual administração. O manifesto destacou a importância dos torcedores como base do esporte e a necessidade de inclusão dos atletas nas decisões estratégicas.

“Como jogadores, o futebol nos deu tudo, e nós dedicamos nossas vidas a ele. Atuamos nos maiores palcos e vestimos nossas camisas nacionais com orgulho. Mas sabemos que nenhuma de nossas conquistas teria sido possível sem os torcedores, cuja paixão e dedicação são a base deste esporte”

O texto também ressalta concordância com as preocupações levantadas por torcedores em várias partes do mundo e critica o distanciamento do esporte em relação a valores que, segundo os signatários, deveriam ser preservados pela gestão atual.

“Compartilhamos exatamente as mesmas preocupações de milhões de torcedores ao redor do mundo. Assim como eles, vimos o esporte que amamos se distanciar de seus valores fundamentais sob a atual gestão da FIFA.”

Os ex-atletas reclamaram ainda da pouca participação dos jogadores na formulação de decisões importantes.

“Por muito tempo, vimos decisões importantes serem tomadas sem que os jogadores fossem consultados ou levados em consideração, e sem qualquer respeito pelos torcedores que sustentam o esporte.”

O manifesto endureceu o tom ao afirmar que a situação chegou a um ponto que exige mudanças na liderança da entidade.

“Mudanças são necessárias. O poder nublou a capacidade da atual liderança de distinguir entre seus próprios interesses e o que é melhor para o futebol. Eventos recentes tornaram impossível manter o silêncio. Já chega”

A manifestação ocorre em meio a desgaste político envolvendo Infantino. A presidência enfrentou resistência após a apresentação de uma proposta para criar uma empresa responsável por ativos comerciais da entidade e permitir a entrada de investidores privados — projeto que acabou sendo retirado. A situação foi agravada por críticas de um ex-diretor de operações da FIFA sobre a condução da organização.

Infantino ocupa a presidência da FIFA desde 2016 e pretende disputar a reeleição em março de 2027.

Em contrapartida ao grupo de ex-jogadores, Samuel Eto’o adotou posição favorável ao presidente da entidade e vinculou parte das críticas ao cenário eleitoral que se aproxima, além de defender iniciativas voltadas a países com menor participação no cenário internacional.

“Eu acho que todas essas coisas estão acontecendo por causa do momento. Há uma eleição se aproximando, na qual Gianni Infantino é candidato. Tudo isso aconteceu porque há uma eleição se aproximando. É só isso”

“O trabalho do presidente é levar o futebol adiante, fazer com que todas as nações cresçam”

“Ele fez uma proposta. Os 211 membros deveriam ter se sentado, debatido a questão e deixado a maioria vencer. Mas estou convencido de que as vozes que se levantaram não são as vozes da maioria”

A divisão política em torno da presidência da FIFA também se manifesta entre confederações continentais: Uefa, AFC e Concacaf avaliaram a possibilidade de apresentar uma moção de desconfiança, enquanto a Confederação Africana de Futebol (CAF) manteve apoio ao presidente.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA