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Entretenimento

Fatboy Slim estreia no Rock in Rio e celebra ligação afetiva com o Brasil

O DJ britânico descreve o Brasil como 'família' e comenta a estreia no Rock in Rio em 7 de setembro, além de parcerias com Carola e Felix Da Housecat.

07/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h01
Fatboy Slim estreia no Rock in Rio e celebra ligação afetiva com o Brasil

O DJ britânico sobe ao palco do Rock in Rio na segunda (7) e lembra sua relação especial com o público brasileiro. Em Brighton, brincou que a origem do laço pode ser 'minha mãe ter dormido com um brasileiro'.

Trinta anos depois de influenciar a música eletrônica, Fatboy Slim mantém a relação próxima com o Brasil. Na próxima segunda-feira (7), o DJ e produtor britânico fará sua estreia no Rock in Rio, e, antes de embarcar para mais um show, falou sobre a ligação afetiva com o país.

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Em entrevista concedida em sua casa em Brighton, na Inglaterra, o artista explicou, com bom humor, como enxerga essa conexão afetiva.

Honestamente, não sei o que explica essa conexão. Acho que minha mãe dormiu com um brasileiro e nunca contou pra ninguém

Segundo o DJ, a chegada ao Brasil tem sempre um sabor familiar.

Quando cheguei ao Brasil, foi como conhecer o resto da sua família que você não sabia que existia. Aqui está sua meia-irmã e seu meio-irmão, que parecem exatamente com você e parecem se comportar exatamente como você

Ele complementou que mantém alegria com essa relação, e lamentou que sua mãe já tenha morrido, o que impede descobrir a origem da conexão familiar que brincou existir.

Apesar da longa trajetória de shows e viagens ao país, Fatboy Slim fará pela primeira vez o show no Rock in Rio em 7 de setembro. O line-up do dia reúne nomes como Elton John, Gilberto Gil e o próprio Fatboy Slim, formando uma escalação de peso.

É maravilhoso, porque conheço os dois artistas e tenho um grande respeito por ambos. Então, estar no mesmo line-up é uma honra

Quando você toca em um festival realmente grande, com o Elton John, o melhor cantor e compositor, ao lado de uma lenda brasileira como Gil, eu sinto que estou representando a música eletrônica da Inglaterra

É uma posição de grande honra, mas com ela vem grande responsabilidade

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Sobre o público brasileiro, o britânico ressaltou a intensidade da resposta nas plateias e a forma como a música promove conexões.

Foi como encontrar uma família há muito perdida que você não sabia que tinha, que curte música e dança do mesmo jeito que eu

Para mim, a música sempre foi sobre conectar seres humanos. À medida que você se conecta com outras pessoas, você consegue se perder e esquecer daquele trabalho chato que você tem que fazer durante a semana

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Fatboy Slim também apresentou uma interpretação pessoal sobre diferenças na herança musical entre Brasil e Estados Unidos, relacionada ao uso de percussão entre povos escravizados. O artista deixou claro tratar-se de uma interpretação própria.

Foi alguns anos depois do início da minha aventura brasileira que eu descobri essa teoria: quando os escravizados foram levados para os Estados Unidos, os donos de escravos não queriam que eles se rebelassem e se organizassem, e perceberam que a música era uma força muito poderosa. Então tiraram deles todos os instrumentos de percussão, todos os tambores, que eram muito importantes para a música africana. O que sobrou foi basicamente o violão, então a música americana ficou mais como o blues e o gospel, bem mais melancólica. Já os escravizados que foram para o Brasil puderam manter seus tambores e continuaram usando os tambores para celebrar

É essa a diferença entre como a música americana e a música brasileira se desenvolveram: a música brasileira sempre usou percussão e ritmos para celebrar a vida

Na visão do artista, a essência da música passa por ritmo e melodia.

Se você tem um ritmo que faz seu quadril se mexer e uma melodia que faz seu coração e depois sua cabeça sorrirem, isso é tudo que você precisa da música

A relação com o Brasil também se reflete em parcerias no estúdio. A ligação aparece na colaboração com a DJ e produtora Carola: em 2025 ela assinou um remix para o clássico Ya Mama, e, neste ano, lançou Funk Drunk (feat. 7KY), parceria com Fatboy Slim e Felix Da Housecat. Sobre essa aproximação, o britânico disse que a amizade e a troca criativa vieram naturalmente, com diferentes contribuições dos parceiros para o ritmo e a melodia.

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O DJ britânico sobe ao palco do Rock in Rio na segunda (7) e lembra sua relação especial com o público brasileiro. Em Brighton, brincou que a origem do laço pode ser 'minha mãe ter dormido com um brasileiro'.

Trinta anos depois de influenciar a música eletrônica, Fatboy Slim mantém a relação próxima com o Brasil. Na próxima segunda-feira (7), o DJ e produtor britânico fará sua estreia no Rock in Rio, e, antes de embarcar para mais um show, falou sobre a ligação afetiva com o país.

Em entrevista concedida em sua casa em Brighton, na Inglaterra, o artista explicou, com bom humor, como enxerga essa conexão afetiva.

Honestamente, não sei o que explica essa conexão. Acho que minha mãe dormiu com um brasileiro e nunca contou pra ninguém

Segundo o DJ, a chegada ao Brasil tem sempre um sabor familiar.

Quando cheguei ao Brasil, foi como conhecer o resto da sua família que você não sabia que existia. Aqui está sua meia-irmã e seu meio-irmão, que parecem exatamente com você e parecem se comportar exatamente como você

Ele complementou que mantém alegria com essa relação, e lamentou que sua mãe já tenha morrido, o que impede descobrir a origem da conexão familiar que brincou existir.

Apesar da longa trajetória de shows e viagens ao país, Fatboy Slim fará pela primeira vez o show no Rock in Rio em 7 de setembro. O line-up do dia reúne nomes como Elton John, Gilberto Gil e o próprio Fatboy Slim, formando uma escalação de peso.

É maravilhoso, porque conheço os dois artistas e tenho um grande respeito por ambos. Então, estar no mesmo line-up é uma honra

Quando você toca em um festival realmente grande, com o Elton John, o melhor cantor e compositor, ao lado de uma lenda brasileira como Gil, eu sinto que estou representando a música eletrônica da Inglaterra

É uma posição de grande honra, mas com ela vem grande responsabilidade

Sobre o público brasileiro, o britânico ressaltou a intensidade da resposta nas plateias e a forma como a música promove conexões.

Foi como encontrar uma família há muito perdida que você não sabia que tinha, que curte música e dança do mesmo jeito que eu

Para mim, a música sempre foi sobre conectar seres humanos. À medida que você se conecta com outras pessoas, você consegue se perder e esquecer daquele trabalho chato que você tem que fazer durante a semana

Fatboy Slim também apresentou uma interpretação pessoal sobre diferenças na herança musical entre Brasil e Estados Unidos, relacionada ao uso de percussão entre povos escravizados. O artista deixou claro tratar-se de uma interpretação própria.

Foi alguns anos depois do início da minha aventura brasileira que eu descobri essa teoria: quando os escravizados foram levados para os Estados Unidos, os donos de escravos não queriam que eles se rebelassem e se organizassem, e perceberam que a música era uma força muito poderosa. Então tiraram deles todos os instrumentos de percussão, todos os tambores, que eram muito importantes para a música africana. O que sobrou foi basicamente o violão, então a música americana ficou mais como o blues e o gospel, bem mais melancólica. Já os escravizados que foram para o Brasil puderam manter seus tambores e continuaram usando os tambores para celebrar

É essa a diferença entre como a música americana e a música brasileira se desenvolveram: a música brasileira sempre usou percussão e ritmos para celebrar a vida

Na visão do artista, a essência da música passa por ritmo e melodia.

Se você tem um ritmo que faz seu quadril se mexer e uma melodia que faz seu coração e depois sua cabeça sorrirem, isso é tudo que você precisa da música

A relação com o Brasil também se reflete em parcerias no estúdio. A ligação aparece na colaboração com a DJ e produtora Carola: em 2025 ela assinou um remix para o clássico Ya Mama, e, neste ano, lançou Funk Drunk (feat. 7KY), parceria com Fatboy Slim e Felix Da Housecat. Sobre essa aproximação, o britânico disse que a amizade e a troca criativa vieram naturalmente, com diferentes contribuições dos parceiros para o ritmo e a melodia.

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