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Cultura

Festival na Maloca estreia em Aracaju com samba, ancestralidade e identidade quilombola

O primeiro Festival na Maloca: Ritmos e Comunidade reuniu, na noite de sábado, 6, moradores e visitantes no bairro Getúlio Vargas, em Aracaju. O evento gratuito foi promovido pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), dentro do território conhecido como Maloca, primeiro quilombo urbano de Sergipe […]

07/12/2025 · 10h07
Festival na Maloca estreia em Aracaju com samba, ancestralidade e identidade quilombola

O primeiro Festival na Maloca: Ritmos e Comunidade reuniu, na noite de sábado, 6, moradores e visitantes no bairro Getúlio Vargas, em Aracaju. O evento gratuito foi promovido pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), dentro do território conhecido como Maloca, primeiro quilombo urbano de Sergipe e segundo do Brasil.

A programação celebrou o Dia Nacional do Samba e reforçou as ações do Dia da Consciência Negra, valorizando a trajetória cultural construída pela comunidade desde a década de 1930, hoje reconhecida como Patrimônio Imaterial da capital.

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Shows conectados às matrizes afro-brasileiras

Subiram ao palco os artistas sergipanos Mestre Saci, Arius Maia, Matheus Silva e o grupo Pagode do JM, todos com repertório ligado às raízes afro-brasileiras.

Mestre Saci classificou o festival como um marco para a comunidade. “É especial por acontecer justamente no Dia Nacional do Samba. O samba traz pertencimento, faz referência à nossa religiosidade e aos orixás. Agradeço ao Governo do Estado e à Funcap; que seja a primeira de muitas edições”, declarou.

Com 15 anos de pesquisa sobre tradições afro-religiosas, Arius Maia também celebrou a iniciativa. “É de suma importância para resgatar e valorizar nossas crenças e ancestralidade”, afirmou o multiartista.

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Participação internacional e reconhecimento histórico

Turistas angolanos — Jorge Manoel, Joferson Moisés, Boris Diogo e DJ Bro Cesudas — acompanharam o evento. “Encontramos uma comunidade quilombola com a qual partilhamos vivências. Está sendo uma experiência maravilhosa”, destacou Jorge Manoel.

Para o historiador Lucas Gabriel, conhecido como Abiúdo, o festival reforça a importância simbólica da Maloca. “A comunidade foi formada por descendentes da força trabalhadora que construiu esta nação. Celebrar o samba e a consciência negra aqui é uma grande alegria”, observou.

Com uma programação que exaltou ritmos, história e identidade quilombola, a primeira edição do Festival na Maloca consolidou o espaço como palco de celebração da cultura afro-brasileira em Sergipe.

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O primeiro Festival na Maloca: Ritmos e Comunidade reuniu, na noite de sábado, 6, moradores e visitantes no bairro Getúlio Vargas, em Aracaju. O evento gratuito foi promovido pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), dentro do território conhecido como Maloca, primeiro quilombo urbano de Sergipe e segundo do Brasil.

A programação celebrou o Dia Nacional do Samba e reforçou as ações do Dia da Consciência Negra, valorizando a trajetória cultural construída pela comunidade desde a década de 1930, hoje reconhecida como Patrimônio Imaterial da capital.

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Subiram ao palco os artistas sergipanos Mestre Saci, Arius Maia, Matheus Silva e o grupo Pagode do JM, todos com repertório ligado às raízes afro-brasileiras.

Mestre Saci classificou o festival como um marco para a comunidade. “É especial por acontecer justamente no Dia Nacional do Samba. O samba traz pertencimento, faz referência à nossa religiosidade e aos orixás. Agradeço ao Governo do Estado e à Funcap; que seja a primeira de muitas edições”, declarou.

Com 15 anos de pesquisa sobre tradições afro-religiosas, Arius Maia também celebrou a iniciativa. “É de suma importância para resgatar e valorizar nossas crenças e ancestralidade”, afirmou o multiartista.

Participação internacional e reconhecimento histórico

Turistas angolanos — Jorge Manoel, Joferson Moisés, Boris Diogo e DJ Bro Cesudas — acompanharam o evento. “Encontramos uma comunidade quilombola com a qual partilhamos vivências. Está sendo uma experiência maravilhosa”, destacou Jorge Manoel.

Para o historiador Lucas Gabriel, conhecido como Abiúdo, o festival reforça a importância simbólica da Maloca. “A comunidade foi formada por descendentes da força trabalhadora que construiu esta nação. Celebrar o samba e a consciência negra aqui é uma grande alegria”, observou.

Com uma programação que exaltou ritmos, história e identidade quilombola, a primeira edição do Festival na Maloca consolidou o espaço como palco de celebração da cultura afro-brasileira em Sergipe.

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