A Fifa deve arrecadar cerca de US$ 3,097 bilhões (R$ 15,93 bilhões) com a venda de ingressos e serviços de hospitalidade no ciclo de 2023 a 2026, sendo que quase toda a quantia provém da Copa do Mundo de 2026. Até o final de dezembro de 2025, a entidade já havia registrado US$ 2,064 bilhões (R$ 10,62 bilhões) em receitas contratas com esse segmento.
No ciclo anterior, que abrangeu a Copa do Mundo de 2022, realizada no Qatar, o total arrecadado foi de US$ 928,8 milhões (R$ 4,7 bilhões), um valor que até então era o maior registrado. A análise foi realizada pelo The Athletic, uma divisão de jornalismo esportivo do The New York Times, e divulgada na última quinta-feira, 9 de julho de 2026.
O crescimento nas receitas pode ser atribuído, em parte, ao aumento do número de jogos e à capacidade dos estádios. Para a Copa de 2026, foram disponibilizados cerca de 6,7 milhões de ingressos, um número mais que o dobro dos 3,2 milhões da edição de 2022. Essa edição da Copa do Mundo contará com a participação de 48 seleções, o maior número da história da competição, que anteriormente contava com 32 equipes. As partidas ocorrerão em três países: Canadá, Estados Unidos e México.
Outro fator que contribui para o aumento das receitas é a elevação dos preços dos ingressos e a implementação de preços dinâmicos, um modelo que permite a alteração dos valores de acordo com a demanda. Em nota, a Fifa defendeu essa nova abordagem.
A Fifa estabeleceu um modelo de venda de ingressos e de mercado secundário que reflete práticas padrão do mercado para grandes eventos esportivos e de entretenimento nos países-sede.
Além disso, a Fifa ainda obtém lucros com a revenda de ingressos, tendo adotado uma comissão de 30% sobre cada transação, em comparação com os 10% ou menos praticados em edições anteriores. Diferente de países-sede anteriores, nos Estados Unidos não há um teto para o preço de revenda.
O mercado de revenda e troca da Fifa oferece um ambiente seguro, transparente e protegido para que os torcedores vendam ou transfiram ingressos para outros torcedores.
O porta-voz também destacou que, ao contrário das entidades que gerenciam mercados de ingressos de terceiros com fins lucrativos, a Fifa é uma organização sem fins lucrativos.
A Fifa pode afirmar com orgulho que a receita proveniente da Copa do Mundo da Fifa a cada 4 anos é reinvestida para apoiar o desenvolvimento do futebol masculino, feminino e juvenil em todas as 211 associações-membro da Fifa, todos os dias do ano.
A Fifa possui um contrato com a On Location, controlada pelo grupo TKO, para a venda de serviços de hospitalidade, incluindo pacotes para áreas VIP e experiências especiais durante a competição. Registros do grupo TKO mostram que, até o fim de março, a empresa detinha US$ 937,3 milhões (R$ 4,8 bilhões) em caixa referentes às vendas de serviços de hospitalidade da Copa. Embora ainda não se saiba quanto desse valor se transformará em receita para a Fifa, estima-se que a arrecadação com serviços de hospitalidade deve ultrapassar os US$ 242,9 milhões (R$ 1,3 bilhão) obtidos no Qatar.
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