Decisão de barrar empresas de apostas no Brasil gera apreensão em emissoras e clubes. Programas perdem naming rights, contratos serão revistos e receitas de competições ficam em risco.
O anúncio do fim das empresas de apostas no Brasil já provoca apreensão nos bastidores da televisão e do esporte. Programas perdem naming rights, emissoras deixam de contar com uma fonte importante de publicidade e contratos precisarão ser revistos. No esporte, clubes e competições que tinham patrocínios dessas empresas também verão uma parcela de receita deixar de circular.
O argumento de que o vício em apostas precisa ser combatido é compreensível e tem espaço no debate público. Ainda assim, especialistas e profissionais do setor alertam para o outro lado da decisão: a retirada abrupta de receitas pode provocar efeitos em uma cadeia que emprega muita gente, estendendo o impacto para além do caixa de clubes e emissoras.
Na televisão, a perda de patrocínios obrigará programas, eventos, clubes e profissionais a buscar alternativas para repor uma receita que deixou de existir. A previsão é de que, nos próximos meses, tanto a TV quanto o esporte sintam concretamente a falta desse dinheiro e enfrentem ajustes orçamentários e renegociações de contratos.
Entre os movimentos recentes no mercado, o SBT contratou Renato Ambrósio para o “Viva a Sorte” e escolheu “Vira Sorte” para a nova campanha da Tele Sena, decisão que tem gerado comentários sobre o tom e a comunicação da peça publicitária.
Em outro registro, Tony Ramos foi convidado e participou do “Roda Viva” na segunda-feira. A escolha da data gerou críticas internas por coincidir com a semana de eleição, avaliação que apontou falta de sensibilidade na programação.
O Prime Video enxerga na inteligência artificial uma grande transformação do audiovisual. Segundo Kelly Day, a tecnologia pode reduzir custos e permitir maior volume de produção. No entanto, há alertas sobre o risco de priorizar produção em escala em detrimento da sensibilidade humana, especialmente em formatos televisivos e de entretenimento. A RedeTV! também trabalha com essas possibilidades de IA, com entusiasmo, mas a discussão sobre limites e impactos segue.
Na pauta de bastidores, buscar um novo âncora para o SBT News já consta entre prioridades, mas a decisão só receberá maior atenção na semana que vem, após o primeiro turno das eleições. Sérgio Aguiar, vinculado à GloboNews e à Record, aparece como um nome em pauta.
A Band planeja apresentar ao mercado seus projetos para 2027 em um evento, possivelmente nos dias 27 ou 28 deste mês, caso tudo corra como esperado.
Sobre produções, Otávio Müller deverá interpretar PC Farias em série que revisitará a trajetória do empresário ligado ao governo Fernando Collor; Bella Campos está escalada em papel de uma das mulheres de PC. A produção vai reconstituir um personagem polêmico, morto em 1996 em circunstâncias que seguem cercadas de mistério.
Roberto Salim e Beto Duarte trabalham em Ouro Preto na produção de “Descobrindo Chico Rei”, com apresentação da modelo Vitória Oguazú; o projeto pode virar documentário ou série e busca resgatar personagens afro-brasileiros pouco representados pela cultura oficial.
Bate – Rebate
- Otávio Augusto: prepara novo espetáculo após “A Tropa”.
- Érick Jacquin: quase recuperado de emergência no coração, mas ainda sem liberação total para atividades.
- Marco Luque: participa de destaque em “O Gato da Cartola”, filme da Warner que estreia em novembro.
- Pluto TV: transmite gratuitamente a Libertadores Feminina 2026, de 15 a 31 de outubro, no Equador; primeiros jogos marcados entre 15 e 22 de outubro, com Corinthians, Palmeiras e Cruzeiro entre os brasileiros.
- Globoplay: prepara estreia de “Verônika com K”, com Roberta Rodrigues; elenco inclui Marcelo Serrado, Maria Ceiça, Mariana Ximenes, Letícia Spiller e Marcello Melo Jr.; também lança “Arquivos do Céu” em 29, série de cinco episódios sobre casos ufológicos brasileiros.
- Globo: fechou parceria com a Time Brasil TV e com a Play9 Content Group para ampliar visibilidade do movimento olímpico brasileiro.
- TMC: planeja operação com 150 profissionais e 17 horas de cobertura ao vivo no primeiro turno das Eleições 2026, com equipes em seis praças e parceria com ESPM para análises.
O cenário que se desenha exige adaptação. A retirada de um fluxo financeiro relevante, como o das apostas, deve mobilizar emissoras, clubes e produtores a repensar modelos de financiamento e estratégias de conteúdo para enfrentar um período de transição que, ao que tudo indica, só está começando.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

