Apoiada pelo ProUni e movida pela paixão profissional, ex-aluna da Unit criou um curso preparatório para o Enare e oferece atendimento especializado com foco em reabilitação e qualidade de vida
O curso de Fisioterapia pode abrir uma série de caminhos e possibilidades para os que se formam nesta carreira profissional. Um deles é seguido há cinco anos pela fisioterapeuta Giselle Stephanie Ramalho Fontes, ex-aluna da Universidade Tiradentes (Unit): ela atua na fisioterapia cardiopulmonar, especialidade passou a ser mais conhecida e demandada no Brasil a partir de fatores como a pandemia de Covid-19 e o aumento dos casos de doenças cardiovasculares e respiratórias.
Ela explica que a fisioterapia cardiopulmonar previne, trata e reabilita disfunções do sistema cardiovascular (coração e vasos), do sistema respiratório (pulmões e vias aéreas) e do sistema muscular. “Esse trabalho tem o objetivo de oferecer ao paciente uma vida sem cansaço, sem fraqueza e com qualidade”, resume Giselle, que conta ter se encantado com a especialidade a partir de aulas, pesquisas e projetos dos quais participava na faculdade. “Desde o sexto período, eu comecei a me identificar com a área. Tive professores que foram e são referências na fisioterapia respiratória e cardiovascular, e que me encantaram com tanta entrega e entendimento dos sistemas. Isso fez total diferença”, disse.
Giselle aprofundou seus conhecimentos a partir de duas pós-graduações que fez na Universidade Federal de Sergipe (UFS), após concluir a graduação na Unit: a Residência Multiprofissional em Saúde do Adulto e do Idoso, no Hospital Universitário (HU), e o mestrado em Ciências da Saúde, no qual defendeu uma dissertação sobre o efeito do treino intervalado de alta intensidade na capacidade física e qualidade de vida de indivíduos com doença arterial coronariana.
Hoje, a profissional atua como fisioterapeuta cardiopulmonar, prestando serviços de atendimento particular em nível domiciliar e ambulatorial em Aracaju. “Estou crescendo como profissional autônoma. Meus dias são resumidos em contribuir com a qualidade de vida de várias pessoas que acreditam no meu trabalho, e oferecer um serviço especializado e que entrega resultados reais é o meu objetivo. Pretendo fazer a fisioterapia cardiopulmonar ser mais conhecida em minha cidade, ajudar mais pessoas que precisam do meu serviço e compartilhar minhas habilidades e conhecimentos com outros colegas da área”, diz Giselle.
Essa partilha de conhecimentos tem a ver com o segundo caminho profissional que a fisioterapeuta tomou: o do ensino profissional. Em sociedade com um colega da residência, ela criou no ano passado o R1Fisio, um serviço para fisioterapeutas recém-formados que estão se preparando para fazer o Enare (Exame Nacional de Residência). Trata-se do processo seletivo nacional unificado para ingresso em programas de residência multiprofissional e uniprofissional, sob coordenação do Ministério da Educação (MEC). O curso oferece mentoria e ensino preparatório para estudantes e graduados em fisioterapia que querem ser residentes e se preparam para prestar os exames do Enare.
A própria Giselle, que também ministra as aulas aos inscritos, define que a criação do curso atende a uma de suas metas profissionais, estabelecidas para serem postas em prática após a conclusão do mestrado. “Hoje, estou finalmente empreendendo, traçando grandes parcerias e pondo em prática a fisioterapia que a ciência nos ensina como ‘de qualidade’. Através de muito estudo, prática e empatia”, avalia.
Experiência adquirida
A experiência que adquiriu na carreira é creditada ao aprendizado que teve no curso de Fisioterapia da Unit, entre 2015 e 2020. Nascida em Lagarto, na região Centro-Sul do estado, Giselle Fontes ingressou como bolsista integral (100%) do Programa Universidade para Todos (ProUni), a partir das boas notas que obteve no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ela conta que a aprovação na seleção foi uma grande oportunidade. Sempre morei no interior e meus pais não tinham condições de pagar uma faculdade particular. Então, eu sabia que precisaria tirar uma boa nota no Enem. Já haviam me falado bastante que a Unit era uma boa universidade e que o curso de Fisioterapia era o primeiro do estado, muito bem estruturado e com professores excelentes. Por isso, escolhi a Unit”, lembra.
Além das aulas teóricas e práticas, ela também foi bolsista do Programa de Bolsas de Iniciação Científica (Probic), através do qual participou de uma pesquisa sobre a caracterização da dor e suas correlações com a funcionalidade e a qualidade de vida em pessoas com Charcot-Marie-Tooth (CMT), um grupo de doenças hereditárias que afetam os nervos periféricos e causam fraqueza e atrofia muscular, principalmente nos pés e nas pernas. E também participou do Grupo de Pesquisa em Ginásticas e Atividades Rítmicas Expressivas (GPGare), que atua em estudos e atividades junto ao Laboratório de Biociência da Motricidade Humana (Labimh).
Também foi monitora da disciplina de Semiologia em Fisioterapia e integrante das ligas acadêmicas de Estudo e Pesquisa da Coluna Vertebral (Lepec) e de Fisioterapia em Geriatria (Lafge). E participou de diversos projetos de extensão envolvendo o atendimento a crianças, mulheres, idosos e pacientes com lúpus. “Eu chamo de segunda milha, essencial para o nosso conhecimento e amadurecimento profissional. Temos a oportunidade de aprender a lidar com grupos de pessoas, a desenvolver ciência, a conhecer o mercado de trabalho e melhorar nosso currículo”, define Giselle.
Ao rever sua trajetória, a fisioterapeuta considera que ter sido estudante da Unit a fez sair na frente em muitos aspectos. “Hoje, comento com ex-colegas de turma como saímos com diferenciais em relação à prática fisioterapêutica, ao amadurecimento, à visão como profissional da área. Saímos prontos para atuar, e cada nova experiência foi apenas somando vivências e avançando nas técnicas. A Unit foi uma porta que Deus abriu para mim. As amizades, contatos e aprendizados me fizeram segura, determinada e firme para ir em busca de cada sonho profissional. Como tenho feito”, acredita.
Autor: Gabriel Damásio
Fonte: Asscom Unit
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