No segundo turno, Flávio Bolsonaro afirmou representar mudança e enfatizou o combate à violência e a redução do endividamento das famílias. Declarou expectativa de vitória e criticou o aumento da insegurança e do custo de vida.
Neste domingo (25), no segundo turno das eleições, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que representa a mudança, com ênfase no combate à violência pública e ao endividamento das famílias. Em frente ao seu local de votação, ele falou brevemente à imprensa sobre a expectativa de vitória no pleito.
A vida de todo mundo piorou, então não tem porque continuar insistindo no erro. A esperança virou medo, de andar na rua de noite, de ter o celular roubado, de ter a moto roubada. Medo da geladeira vazia, de não conseguir pagar as contas
O candidato chegou para votar às 8h20 da manhã na Escola Municipal Barão Homem de Melo, em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro. Ele estava acompanhado da esposa Fernanda Bolsonaro, da mãe Rogéria Bolsonaro e do governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas.
A rua em frente ao local de votação ficou tomada por apoiadores e também por eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, adversário de Flávio neste segundo turno. Os dois grupos rivalizaram com palavras de ordem, a favor e contra o candidato do PL.
Eleitores alinhados ao presidente Lula lembraram do caso Ana Clara e das suspeitas de que o candidato mantenha relações com grupos de milícias, enquanto os apoiadores de Flávio Bolsonaro gritavam frases contra o presidente Lula. Segundo o relato das testemunhas presentes, logo após a saída do candidato, o movimento se dispersou e permaneceram apenas os eleitores do local de votação.
Durante a breve fala em frente ao colégio eleitoral, o candidato destacou, de forma geral, a deterioração das condições de segurança pública e da economia doméstica como motivos para a proposta de mudança. O tom do discurso se concentrou em apontar a violência nas ruas e o aumento do endividamento como questões centrais para sua campanha no segundo turno.
O episódio em frente ao local de votação reuniu apoiadores e adversários em manifestação de rua que envolveu palavras de ordem e confrontos verbais, porém, sem registro de confronto físico nas informações disponíveis. A mobilização dos eleitores ocorreu nos minutos que antecederam e sucederam a votação do candidato na escola de Vila Isabel.
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