O plano de 76 páginas prioriza o combate à criminalidade com penas mais duras e ampliação do sistema prisional. Propõe classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como 'narcoterroristas' e retomar territórios.
Com 76 páginas, o plano de governo do candidato à presidência da República pelo PL tem como um dos principais eixos o combate à criminalidade. O documento apresenta propostas que misturam medidas de endurecimento penal, ampliação do sistema prisional e ações voltadas às vítimas, sobretudo mulheres e crianças.
O plano propõe classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas e prevê investimentos na retomada de territórios ocupados por grupos criminosos. Para o enfrentamento direto da violência armada, o texto indica que bandido armado com fuzil na mão vai ser abatido pelas forças de segurança.
Entre as mudanças na legislação penal e na política criminal, o programa defende a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e a responsabilização de maiores de 14 anos que cometam crimes graves, como estupro, tráfico, tortura e homicídio. O plano também declara o compromisso com penas mais rígidas para crimes cometidos por adultos.
Crime de gente grande será punido como gente grande, diz ele.
No capítulo sobre sistema prisional, o candidato promete criar mais meio milhão de vagas e construir cinco presídios de segurança máxima. A proposta busca ampliar a capacidade de encarceramento como resposta ao aumento da criminalidade apontado no texto.
Há medidas controversas previstas no plano, como a aplicação de castração química para criminosos que abusarem de mulheres e crianças, e o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica para quem cometer feminicídio ou qualquer tipo de violência contra mulheres.
A política voltada para as mulheres é destacada como outro eixo do programa. Está prevista a criação da Central da Mulher, um espaço que vai reunir serviços de apoio, consulta, orientação jurídica e apoio psicológico. O plano também prevê programas de capacitação feminina, um sistema integrado de vagas de emprego, ações de incentivo à abertura de empresas e apoio ao pequeno negócio.
Na área da educação, o documento propõe remunerar alunos do ensino fundamental com bom desempenho para que ajudem colegas que precisam de reforço. O programa afirma ainda a adoção de um ensino baseado em evidências científicas, descrito como voltado para ensinar e não para “militar em sala de aula”, além da ampliação das escolas cívico-militares.
Na economia e na gestão pública, o plano sinaliza intenção de reduzir impostos, revisar a reforma tributária e promover uma reforma política que inclua o fim da reeleição para o cargo de presidente. Está prevista a redução de ao menos 10 ministérios, corte de cargos comissionados e despesas, além do combate a penduricalhos e a supersalários.
LEIA TAMBÉM
Valmir de Francisquinho garante passagem a R$ 3 na Grande Aracaju e defende legado em Itabaiana
16 de setMPSE leva Ouvidoria Itinerante a mercados de Aracaju e atende público
16 de setEleitorado acima de 70 anos ultrapassa 157 mil em Sergipe para as Eleições 2026
15 de setReceba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

