O Governo de São Paulo anunciou uma força-tarefa destinada a acelerar a reconstrução dos municípios que foram atingidos pelo forte temporal ocorrido na última sexta-feira (24) na região de Ribeirão Preto. Com ventos de até 160 km/h, as chuvas resultaram em uma morte, feridos, danos a centenas de imóveis e levaram à decretação de Situação de Emergência em Ribeirão Preto, Guariba, Taquaritinga e Dumont.
A força-tarefa conta com equipes técnicas da Defesa Civil, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), que foram mobilizadas para vistoriar imóveis públicos e privados. Engenheiros estão avaliando escolas, unidades de saúde, pontes, prédios públicos e residências que foram afetadas pelo temporal. Os laudos elaborados pelas equipes servirão como base para os processos administrativos necessários ao repasse de verbas estaduais.
Em Guariba, um dos municípios mais impactados, 15 engenheiros realizam inspeções em mais de 20 equipamentos públicos. De acordo com a administração estadual, o intuito é reduzir o tempo de tramitação dos processos e acelerar o início das obras de reconstrução.
O balanço consolidado da Defesa Civil aponta que o temporal afetou 357 residências, deixando 2.172 pessoas desalojadas e 16 desabrigadas. Entre as vítimas, um idoso de 90 anos faleceu em decorrência do desabamento da casa onde residia.
O Corpo de Bombeiros registrou mais de 440 ocorrências relacionadas ao temporal, com destaque para quedas de árvores e desmoronamentos. A tempestade deixou cerca de 300 mil pessoas sem energia elétrica. A CPFL Paulista mobilizou 300 equipes para reconstruir 54 torres de transmissão e substituir mais de 250 postes danificados.
A falta de energia comprometeu também o abastecimento de água em diversos municípios, afetando estações de bombeamento e poços artesianos. Para minimizar os impactos, o Estado enviou geradores para unidades estratégicas, como o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, além de mobilizar 11 caminhões-pipa para atender a população.
Além das ações de reconstrução, o Governo de São Paulo informou que já encaminhou mais de 11,3 mil itens de ajuda humanitária às cidades atingidas, incluindo colchões, cobertores, cestas básicas, roupas e fardos de água, através do Fundo Social de São Paulo e da Defesa Civil. Seis mil telhas e lonas também foram distribuídas para auxiliar os moradores cujas residências sofreram destelhamentos durante o temporal.
O governo anunciou ainda medidas para mitigar os impactos do desastre em setores essenciais. Na agropecuária, produtores que sofreram perdas com a destruição de estufas e estruturas de armazenamento poderão acessar linhas de financiamento da Desenvolve SP e crédito emergencial por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap).
Na educação, foi autorizada a realização de obras nas escolas estaduais danificadas. Enquanto as unidades passam por reparos, alunos de prédios mais afetados serão transferidos temporariamente para outras escolas, com transporte garantido pelo Estado. Na área da saúde, o governo autorizou a contratação de leitos de urgência e emergência na rede privada para compensar a interdição de unidades afetadas pelo temporal.
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